segunda-feira, janeiro 28, 2008

CÉU COR-DE-ROSA - Quarteto Em Cy



Ontem
Na tarde formosa
No céu cor-de-rosa
Longe, longe
Divagando e pensando em ti
Tuas juras de amor eu recolherei
Melancolicamente
Lembrei o passado
Procurei-te ao meu lado
Triste sonho
Como o sol no poente morreu
Assim minh'alma escureceu
Na solidão
Noite, noite em meu coração

Ontem
Revendo as lembranças do passado
Eu quis procurar-te ao meu lado, eu quis
Sonho em vão
Teu calor eu não senti
Como o sol no poente ficou
Assim o amor já se apagou
Desilusão
Noite, noite em meu coração

sexta-feira, janeiro 18, 2008

A Pena de Forrest Gump

- Vó?

- Oi!

- Ontem eu vi aquele filme que você gosta.

- Qual, minha querida? (como se não houvesse muitos filmes que a Vovó amava).

- Aquele daquele homem que é meio bobo e fica contando histórias no ponto de ônibus...

- Ah, sei ... Forrest Gump...

- Isso.

- E você gostou do filme?

- Gostei, mas não entendi uma coisa...

- O que?

- Quando começa o filme, tem uma pena voando, que voa, voa, e cai no colo do Forrest Gump. Ele guarda "ela"no livro e começa a contar a história para um monte de gente.

- Exato.

- Então, no final, ele abre o livro e ela sai voando outra vez. Para que serve essa pena, heim, Vovó?

- Bem, pituquinha, ele explica isso no final. Talvez você não tenha percebido.

- Acho que não.

- Forrest Gump não é uma pessoa igual às outras: ele tem uma inteligência limítrofe. Não fale que ele é meio bobo que isso é muito feio. Ele tem uma inteligência de uma criança de cinco anos, por isso tem dificuldade de entender as coisas como as outras pessoas. Ë um homem grande com a cabeça de uma criança, não é meio bobo ou retardado, tá bom?

- Tá.

- Você quer saber por que a pena começa o filme voando até pousar no colo do Forrest Gump, e depois sai voando de novo, não é?

- Isso.

- Então..., no final do filme, ele conta que na sua vida houve duas pessoas que o influenciaram muito: uma foi a sua mãe, o outro, seu amigo que ele conheceu na guerra do Vietnã, que é o tenente Dan. A mãe ensinou para ele que ter uma deficiência não é desculpa para desistir da vida. Ela se recusou a colocá-lo em uma escola para deficientes, e sempre empurrou o filho para frente, sempre ensinou-o a não se conformar com as suas próprias limitações. Forrest foi para a escola, estudou, teve um problema na coluna que o obrigou a usar aquele aparelho horrível, você se lembra?

- Lembro sim.

- Tem uma cena que a Vovó gosta demais nesse filme, que é aquela em que os meninos valentões correm atrás dele numa caminhonete. Eles querem zoar com ele e até machucá-lo, e a sua amiguinha grita para o menino: Corra, Forrest, corra! E ele sai correndo, de aparelho e tudo, a caminhonete atrás dele, os meninos gritando..., à medida que ele corria, o aparelho vai caindo, pedaço por pedaço, e quanto mais ele se livrava do aparelho ortopédico, mais rápido ele conseguia correr, mais ele deslanchava, até entrar correndo em um campo gramado e sumir ao longe, deixando para trás os seus perseguidores...

- Vó?

- Oi?

- Você está chorando?

- Não, ..., não querida, é que a vovó esqueceu de pingar o colírio dela (falou isso enquanto enxugava furtivamente algumas lágrimas).

- Por que você gosta tanto dessa cena, Vovó?

- Porque Vovó acha essa cena muito emocionante, muito alegórica.

- Alê o que?

Riu-se, gostosamente.

- Alegórica. Quer dizer que ela tem um significado maior do que está na tela.

- Qual o significado?

- Na vida, a gente fica tentando endireitar tudo, minha querida, e às vezes temos que passar muito, muito medo para podermos nos livrar de nossos aparelhos, de nossas muletas. Forrest descobre que já está pronto, que pode correr como ninguém, como ninguém, e mais longe do que qualquer menino valentão e bobo que se acha grande coisa ...

Olhou para a neta, que a olhava fixamente.

- Desculpe, querida, acho que me empolguei um pouco.

- Vó?

- Oi!

- É para isso que temos medo?

- Acho que sim.

- Temos medo para tirar as muletas?

- E os aparelhos. E ir para frente.

- Legal.

- Vó?

- Fala.

- E a pena?

- É mesmo, já ía me esquecendo... então, eu falei que a mãe de Forrest Gump o ensinou a nunca sentar sobre seus problemas, a nunca se intimidar com as suas dificuldades. Ela ensinou para ele que, na vida, Deus dá uma série de cartas para a gente jogar o jogo, e temos que aproveitar as nossas cartas do melhor jeito possível.

- E a pena?

- Já vai, já vai... a outra pessoa importante na vida de Forrest Gump é seu amigo, tenente Dan. Juntos, eles foram para a guerra, tiveram um pesqueiro, montaram uma empresa e ficaram muito ricos. E o tenente Dan ensinou que na vida, a gente é como uma peninha levada pelo vento, de um lado para outro, e nunca tem como descobrir para onde vai o sopro de Deus..., nunca a gente sabe para que lado vai a pena.

Fez um silêncio grave.

- Como assim?

- Quando você crescer, vai perceber como nosso destino é caprichoso, meu bem. Um dia estamos aqui, outro dia estamos lá, como se tivesse um gozador assoprando a vida para lá e para cá, para lá e para cá.(Fez um movimento com a mão, simulando a pena indo e voltando. A menina acompanhou o movimento com os olhos).

- Quer dizer que a gente não sabe para onde vai essa pena ?

Trouxe-a para mais perto.

- A gente não sabe... mas sabe, quando a gente chega na idade que chegou a Vovó aqui, podemos perceber os caminhos misteriosos que a pena toma no ar, até pousar, segura, no colo de Deus. Mas isso a gente só descobre depois de passar muito tempo tentando adivinhar: qual a direção do vento? Qual a umidade relativa do ar? Qual o peso da pena? Como o Caos vai comandar a direção que a pena vai tomar?

Coçou a cabeça, em seu gesto característico.

- Vó?

- Oi!

- O que acontece quando a gente pára de tentar adivinhar para onde vai essa pena?

- A gente se deixa levar pelo vento, minha querida.

- Quer dizer que você dá razão para a mãe e para o amigo do Forrest?

Olhou com uma agradável sensação de surpresa.

- Isso mesmo! Como você é esperta! Eu dou, mesmo, razão para os dois. A gente joga da melhor forma que puder, com o máximo de empenho, mas também respeita as linhas do vento. Gostou?

- Gostei, gostei muito... sabe, Vó, é tão bom ter você... será que um dia esse vento vai te levar para longe de mim?

Estremeceu ligeiramente.

- Não, meu bem... por mais longe que vão nossas penas, nosso coração vai estar sempre perto um do outro, tá bom?

- Tá bom.

Ficaram num silêncio de fim de conversa.

- Eu vou brincar um pouco, tá?

- Isso, vai brincar de Forrest Gump.

- Vou correr até cansar.

- Isso. Vai mesmo.

Mal conseguiu disfarçar a voz embargada de lágrimas.

terça-feira, janeiro 01, 2008

"Ano-novo, vida nova"

"Vida nova" é expressão que exige planejamento

Todo mundo sempre costuma repetir: "Ano-novo, vida nova". Mas até que ponto sabemos realmente medir o peso desta afirmação e a colocamos em prática?
Se no ano que passou, você não conseguiu atingir suas metas, concretizar sonhos, acumulou mágoas e não superou desafios inesperados, agora é a hora de abrir as janelas da mente e do coração para o futuro.
É importante captar mensagens externas e não esquecer de olhar para dentro de si porque o caminho para uma vida nova passa, impreterivelmente, por nosso universo interior.
A mutação de seu momento atual, enfim, depende exclusivamente de você. Depende do seu trabalho mental, em acreditar e realizar. Nada, nem ninguém poderá fazer isso por você. A ajuda pode, sim, vir de fora, mas o impulso deve partir de você.
Independentemente de sua situação atual. Em primeiro lugar, questione com honestidade: "Eu realmente quero mudar minha vida?" Se a sua resposta for afirmativa, então é hora de mexer-se porque o ano-novo está aí.
Para que isto dê realmente certo, é necessário, antes de tudo, se permitir mudar. O próximo passo é derrubar aquelas barreiras internas tão prejudiciais, como o preconceito consigo próprio, o medo, a inveja e o rancor. E, não esqueça, o mundo ao seu redor apenas reflete o que você é.


Falsidade

Se acha, por exemplo, que o amigo ao seu lado é falso com você, é porque você também tem sua parcela de falsidade em jogo. Reflita sobre isso.
Quer mudar? Então jogue no lixo conceitos e posturas do passado. Dê oportunidade para a felicidade entrar em sua vida. Mentalize isso diariamente.


Convicções podem limitar conquistas dos objetivos

Compreendendo de que modo seus pensamentos e convicções operam, você será capaz de ver como algumas das convicções limitadoras que mantém o afastam da conquista dos seus objetivos, observa Bruce I. Doyle em "Antes que Você Pense Outra Coisa" (Editora Cultrix).
Essas convicções, completa, podem ser removidas. "Compreender que você tem uma assinatura energética derivada das suas convicções o ajudará a entender como atrai certos acontecimentos, circunstâncias e relacionamentos para sua vida", ressalta. Conforme Doyle, quando mudamos nossas convicções, conseguimos atrair experiências novas e muito mais desejáveis.
A chamada forma-pensamento, afirma Doyle, é fator determinante nas realizações de vida. "Os pensamentos ou idéias podem parecer que residam na sua cabeça, mas, na realidade, cada pensamento existe como uma minúscula onda de energia chamada forma-pensamento." Esta forma-pensamento vibra numa freqüência energética não perceptível aos seres humanos e elas são responsáveis pela concretização de nossos desejos. É como se o ser humano fosse uma estação de rádio, que transmite para o universo seus desejos, que, por sua vez, os devolve para você.
"Se você acredita que é pobre, pode imaginar-se rico? Se acredita que é gordo, pode imaginar-se magro?", questiona Doyle.
Quando colocamos a atenção em determinados aspectos de nossas vidas, eles tendem a se expandir. Por exemplo, quando queremos trocar o carro. Imediatamente, muitas coisas sobre carros irão desfilar diante de seus olhos. Isso fica ainda mais evidente quando temos algum modelo definido em mente. Já reparou isso? Ao mesmo tempo em que uma pessoa com peso acima do ideal não consegue emagrecer porque a vida inteira sempre repetiu: "Eu não consigo emagrecer de jeito algum".