sábado, janeiro 27, 2007

EM TEMPO REAL

Lost, 24 Horas, Sex and the City e o impacto das novas séries de TV

Quantos jovens não encontraram nos imbroglios de Friends situações sexuais e afetivas vividas por eles mesmos ou, no máximo, por amigos? As garotas de Sex and the City, com suas ambigüidades modernas em relação aos homens, ao sexo e ao amor não se tornaram ícones de um pós-feminismo por acaso. Difícil encontrar um lar onde a exibição de um episódio de Família Soprano ou de A Sete Palmos não provoque exclamações do tipo "ele é igual ao meu pai" (ou mãe ou avó). Pessoas do mundo todo discutem na Internet o que aconteceu no último episódio de Lost tentando decifrar os mistérios da ilha. Ou elaboram teorias conspiratórias para justificar os novos ataques contra os Estados Unidos em 24 Horas e compram DVDs da temporada completa de sua série preferida. As séries televisivas, uma mania planetária, têm sua origem nos primórdios da televisão, com o sitcom, na década de 50, nos Estados Unidos. Neste ensaio, Cássio Starling Carlos faz uma análise dessa história, examinando os fatores responsáveis pelo sucesso atual, como a sofisticação da narrativa e a ousadia em abordar temas antes proibidos na TV. O tempo é outro elemento indispensável para entender o fenômeno. A duração de uma série trouxe ao formato o que faltava para se diferenciar do cinema. Parte do interesse passa a ser acompanhar o crescimento ou envelhecimento de um personagem, às vezes durante anos, e com ele aprender como se comportar diante de novas situações. Os protagonistas, as famílias ou algum dos vários personagens secundários se tornaram companheiros de todos nós.

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Alain Fresnot - UM CINEASTA SEM ALMA

Este é um caso raro na Coleção Aplauso, uma autobiografia. O cineasta Alain Fresnot que optou por contar sua história em primeira pessoa., sem intermediários. E que história! Nascido em Paris em 1951, radicado em São Paulo desde 1959, Fresnot fez curso de cinema na ECA/USP. Foi montador, assistente de direção e roteirista. Estreou com um longa-metragem em 16mm, Trem Fantasma(1976) com Elba Ramalho. Fez diversas aparições como ator, no Teatro e no Cinema, foi assistente de Antonio Calmon e de João Batista de Andrade em Doramundo. Dirigiu e montou curta-metragens (Doces Salgados; Pêndulo, Capoeira). Também produtor (Castelo Rá-Tim-Bum, o filme, de Cao Hamburger). Mas são mais famosos e premiados seus trabalhos como realizador: Lua Cheia, de 1989 com Lima Duarte; Ed Mort, 1997, com Paulo Betti e Cláudia Abreu e Desmundo de 2002, com Simone Spoladore, cujo roteiro também faz parte da Coleção.

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CINEMA DE BORDAS

Neste livro, o conceito de cinema de bordas não existe em função de uma simples oposição, como ocorre com a de cinema marginal, ao qual, muitas vezes cabe o epíteto de experimental, no sentido que este termo adquiriu ao contrapor um cinema voltado para uma expressão individual quase que puramente poética, a um cinema fortemetne voltado para o mercado. Também não se trata do que comumente se qualifica como cinema inocente, pois o cinema de bordas apresenta peculiaridades em que se observa uma deliberada adesão à experiência que ocorre no regime trivial do lazer, muitas vezes de maneira explícita. A tentativa principal deste livro sobre o cinema de bordas no Brasil é a superação das dicotomias valoratiras que privilegiam os jogos do espírito em detrimento aos jogos do corpo. Dessa forma, os trabalhos reunidos aqui se juntam aos esforços de tantos outros pesquisadores que, por outras vias, vêm investigando coordenadas mais equilibradas, não só na história do cinema brasileiro em seu sentido diacrônico, mas também na história das formas cinematográficas no país.
Alfredo Suppia investiga a possibilidade de existência de um cinema de ficção científica no Brasil.
Bernadette Lyra reflete sobre a fusão de horror, humor e sexo, em especial no gênero chamado terrir.
Fernando Mascarello constata que o cinema gaúcho sedimentou, finalmente, um espaço de expressão urbano.
Gelson Santana analisa a bricolagem de procedimentos narrativos e de sentido que ocorre no cinema brasileiro contemporâneo.
Josette Monzani mostra os tipos de simbiose existentes entre o olhar de Rubens F. Lucchetti e o de Ivan Cardoso.
Laura Cánepa aponta o filme que representaria a possível gênese do cinema de horror no Brasil.
Lúcio De F. dos Reis Piedade apresenta uma obra prima do cinema de violência explícita brasileiro que combina sexo e sangue com canibalismo.
Rogério Ferraraz demonstra as estratégias de articulação entre a comédia e a ficção científica em dois filmes brasileiros.
Rosana Soares estuda o comportamento controvertido das regras da comédia romântica no cinema brasileiro.
Zuleika de Paula Bueno considera a produção de um cinema juvenil com base nas chanchadas nos anos 50, a matriz cultural de uma série de manifestações, entre elas a Jovem Guarda.

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quinta-feira, janeiro 25, 2007

O Céu de São Paulo

Samba
Bily Blanco
Música homenageando São Paulo

Gravada por Claudete Soares
******************
Quando amanhece,
O Sol comparece,
Por obrigação,
Nublado, cansado,
Um Sol de rotina,
Se bem ilumina,
Nem dão atenção.
É que o bandeirante,
Não perde seu tempo,
Olhando pro alto,
O Sol verdadeiro,
Está no asfalto,
Na terra, no homem,
E na produção.
A cor diferente,
Do céu de São Paulo,
Não é da garoa,
É véu de fumaça,
Que passa, que voa,
Na guerra paulista,
Das mil chaminés !
É que o bandeirante,
Não perde seu tempo,
Olhando pro alto,
O Sol verdadeiro,
Está no asfalto,
Na terra, no homem,
E na produção.
A cor diferente,
Do céu de São Paulo,
Não é da garoa,
É véu de fumaça,
Que passa, que voa,
Na guerra paulista,
Das mil chaminés !...

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Antonia terá pré-estréia internacional

A cineasta Tata Amaral estará presente no Festival de Roterdã, na Holanda, onde será exibido seu novo longa-metragem Antônia, em uma premiére européia na mostra Cinema of The World: Time & Tide. No evento não competitivo são selecionados filmes do mundo todo que de alguma forma representem um comprometimento social.

Esta é a terceira vez que Tata participa do festival. Anteriormente, foram exibidos os longas Um Céu de Estrelas (1997) e Através da Janela (2000).

Antonia mostra a história de Preta, Barbarah, Mayah e Lena, quatro amigas que moram na Vila Brasilândia, periferia da Zona Norte de São Paulo. Juntas, essas mulheres irão lutar contra a pobreza, o machismo e o preconceito para conquistarem o sonho de dar voz ao grupo musical de hip-hop chamado Antonia. Elas são descobertas pelo empresário Marcelo Diamante, mas, quando o sucesso parece ser viável, as dificuldades às levam a enfrentar conflitos que abalarão a união do grupo.

A 36ª edição do Festival de Roterdã acontece de 24 de janeiro a 4 de fevereiro. Antonia terá sua estréia nacional no dia 9 de fevereiro.

Antonia terá pré-estréia internacional

(Redação Cineclick 23 de Jan, Ter - 15h01)

http://br.cinema.yahoo.com/noticias/15601

quinta-feira, janeiro 18, 2007

O tempo : o controlador da vida.

Tempo para viver, tempo para trabalhar, tempo para estudar,
tempo para se divertir, tempo para tudo!!
Já percebeu como o tempo é parte integrante da vida da gente ?
Quando nascemos o tempo já está correndo... a vida é feita de fases divididas de acordo com a nossa idade e o fim desse tempo é a partida desse mundo para outro que acreditamos ser melhor.
O tempo quando não administrado voa aos olhos da gente
e mesmo quando pensamos estar controlando , este ainda escapa pelas mãos.
Existem pessoas dispostas a quebrarem a barreira do tempo lutando por ideais que julgavam perdidos, vivendo intensamente algo que não viveu em determinada fase.
Como já dizia Fernando Pessoa “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.
O tempo é controlador da vida sim, mas podemos reverter essa condição para aproveitarmos ao máximo cada fase, cada momento especial.

Tempo Perdido
Legião Urbana

"Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo.
Todos os dias antes de dormir,
Lembro e esqueço como foi o dia:"sempre em frente,
Não temos tempo a perder."Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse
Sangue amargo
E tão sério
E selvagem.Selvagem,selvagem.
Veja o sol dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega é da cor dos teus olhos
Casta.....nhos.
Então me abraça forte e me
Diz mais uma vez
Que já estamos distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo.
Temos nosso próprio tempo.
Temos nosso próprio tempo.
Não tenho medo do escuro,
Mas deixe as luzes acesas
Ago.....ra.
O que foi escondido é o que se escondeu
E o que foi prometido,
Ninguém prometeu.
Nem foi tempo perdido.
Somos tão jo.....vens.Tão jo.....vens.
Tão jo.....vens. "

Viva intensamente não deixe o tempo controlar tudo.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

A ARTE DE SER FELIZ

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

(Cecília Meireles)