Fase 1
banana
água
beijos
zines
feijoada
Fase 2
desejo
água
sexo
natação
Fase 3
sol de verão
Sex Pistols
luar
parede
Fase 4
autodidatismo
real
virtual
branco
negro
graffiti
Fase 5
sinestesia
banana
silêncio
Cheiro
beijo
Sex Pistols again
Fase 6
mel
sexo
cosmopolismo
duas bananas
Seguindo a filosofia punk faça você mesmo, misture as seis fases e selecione uma aleatoriamente. Saboreie uma banana prata enquanto escolhe o melhor caminho para sua charada.
segunda-feira, outubro 30, 2006
domingo, outubro 29, 2006
FICAR A VER NAVIOS
Esta frase remonta ao desaparecimento do rei de Portugal, Dom Sebastião (1554- 1578), na famosa batalha de Alcácer Quibir. Como o corpo do monarca não foi encontrado, criou-se a lenda de que ele se encantou e que um dia voltaria, dando origem ao movimento messiânico conhecido como sebastianismo. Multidões passaram a freqüentar o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, aguardando a volta do rei e por isso ficavam a ver navios. Passou a ser aplicada a quem perdeu o emprego ou está esperando por alguma coisa que jamais chegará, sendo utilizada também com freqüência para indicar situação em que alguém, por não comparecer ao encontro, deixou o outro a ver navios.
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997.
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997.
FICAR A VER NAVIOS
Esta frase remonta ao desaparecimento do rei de Portugal, Dom Sebastião (1554- 1578), na famosa batalha de Alcácer Quibir. Como o corpo do monarca não foi encontrado, criou-se a lenda de que ele se encantou e que um dia voltaria, dando origem ao movimento messiânico conhecido como sebastianismo. Multidões passaram a freqüentar o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, aguardando a volta do rei e por isso ficavam a ver navios. Passou a ser aplicada a quem perdeu o emprego ou está esperando por alguma coisa que jamais chegará, sendo utilizada também com freqüência para indicar situação em que alguém, por não comparecer ao encontro, deixou o outro a ver navios.
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997.
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997.
domingo, outubro 22, 2006
ERRAR É HUMANO
Frase do escritor latino Sêneca, o filósofo preceptor do imperador Nero.
Sêneca foi bom professor, mas seu aluno desvairado decretou-lhe morte das mais cruéis, ordenando que cortasse os próprios pulsos.
O filósofo escreveu diversos livros, entre diálogos, tratados e cartas, e seus ensinamentos estavam baseados na doutrina dos estóicos.
Obras célebres: Medéia, As troianas e Fedra.
Teólogos cristãos, quando citam a frase, costumam emendá-la, escrevendo:
"errare humanum est, sed perseverare in erro autem diabolicum".
"Errar é humano, mas perseverar no erro é diabólico".
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997.
Sêneca foi bom professor, mas seu aluno desvairado decretou-lhe morte das mais cruéis, ordenando que cortasse os próprios pulsos.
O filósofo escreveu diversos livros, entre diálogos, tratados e cartas, e seus ensinamentos estavam baseados na doutrina dos estóicos.
Obras célebres: Medéia, As troianas e Fedra.
Teólogos cristãos, quando citam a frase, costumam emendá-la, escrevendo:
"errare humanum est, sed perseverare in erro autem diabolicum".
"Errar é humano, mas perseverar no erro é diabólico".
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997.
quarta-feira, outubro 18, 2006
ENVELHEÇAM DEPRESSA ANTES QUE SEJA TARDE
O dramaturgo Nelson Rodrigues, pioneiro do moderno teatro brasileiro, foi também um grande frasista. Ousado e desconcertante, incrustava frases geniais e polêmicas tanto nas peças como nas crônicas. Na elaboração dessas verdadeiras pérolas, cultivava o paradoxo, como no exemplo acima, dirigido aos jovens. Nos diálogos de seus textos, são freqüentes os recortes psicológicos da condição humana sintetizados numa frase que marca a fala do personagem de forma memorável, quase sempre como contraponto bem humorado à crueza das ações.
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997.
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997.
Ampliando fotogramas
Michelangelo Antonioni sempre pôs em cheque uma gama de angústias e dúvidas do homem moderno quando, nos anos 60, fez filmes onde esta temática foi abordada com maestria. Depois de fazer “A Aventura”, “A Noite” e “O Eclipse”, o grande diretor se viu seduzido pela “swinging London” e foi ambientado na metrópole inglesa - umbigo dos modernos psicodélicos - que realizou “Blow Up”, aquí pós-titulado “Depois daquele beijo” e agora lançado, no Brasil, em DVD pela Warner – louvável iniciativa, já que estes clássicos são cada vez mais dificeis de serem vistos por um público sem acesso a cinemas de arte.
Na época, o filme já fazia estardalhaço, com comentários que iam desde a participação de nomes ligados ao “top list” da época, até mesmo por ter Antonioni colorido a grama dos parques públicos de Londres para ter um resultado pictórico mais intenso. Mas “Blow Up” paira acima disto tudo.
Sim, Antonioni coloriu a grama, nomes de famosos pipocam o tempo todo na tela: lá está Verushka ( a top model que fez vanguarda emprestando seu corpo não só para estilistas mas também para artistas plásticos); lá estão surpreendentemente os Yardbirds, que seriam o embrião do Led Zeppelin, tocando numa boite repleta de gente esquisita (cena das mais hilárias do filme); lá estão David Hemmings, Vanessa Redgrave e Sarah Miles, uma trilogia de superstars do cinema; lá está a trilha magnífica de Herbie Hancock (que no DVD pode ser ouvida em separado) e lá está Júlio Cortazar, de cujo conto foi feito o roteiro do filme. Resumindo: tinha que dar certo... E deu... Mas Antonioni é um gênio e não ficou só nisto, numa “receita” onde bons ingredientes geram algo de bom paladar. O filme é uma viagem para dentro de temas como o mistério, a ilusão, a dúvida, a verdade e, claro, a morte.
Ao ser testemunha acidental de um (será???) assassinato, um fotógrafo mergulha em situações que tenta desvendar fazendo ampliações fotográficas (o blow-up do título), as quais o retiram do mundo oco da moda, da beleza e do sexo, para lançá-lo em questões filosóficas profundas, bem ao estilo do mestre italiano. O diferencial deste filme, para os demais da carreira de Antonioni, se fixa no clima surreal dado na sua construção . Como era pertinente ao momento histórico sessentista, tudo se assemelha a uma grande viagem turbinada por excesso de marijuana. De qualquer forma, ao colocar o protagonista no meio desta jornada, o diretor também nos inclui, e, de repente, nos vemos num parque londrino, acompanhando um jogo de tênis sem bolinha, cujo final...
Ora, vejam o filme...
Por: Afonso Rodrigues - 28/10/2004
http://www.poppycorn.com.br/artigo.php?tid=653
Na época, o filme já fazia estardalhaço, com comentários que iam desde a participação de nomes ligados ao “top list” da época, até mesmo por ter Antonioni colorido a grama dos parques públicos de Londres para ter um resultado pictórico mais intenso. Mas “Blow Up” paira acima disto tudo.
Sim, Antonioni coloriu a grama, nomes de famosos pipocam o tempo todo na tela: lá está Verushka ( a top model que fez vanguarda emprestando seu corpo não só para estilistas mas também para artistas plásticos); lá estão surpreendentemente os Yardbirds, que seriam o embrião do Led Zeppelin, tocando numa boite repleta de gente esquisita (cena das mais hilárias do filme); lá estão David Hemmings, Vanessa Redgrave e Sarah Miles, uma trilogia de superstars do cinema; lá está a trilha magnífica de Herbie Hancock (que no DVD pode ser ouvida em separado) e lá está Júlio Cortazar, de cujo conto foi feito o roteiro do filme. Resumindo: tinha que dar certo... E deu... Mas Antonioni é um gênio e não ficou só nisto, numa “receita” onde bons ingredientes geram algo de bom paladar. O filme é uma viagem para dentro de temas como o mistério, a ilusão, a dúvida, a verdade e, claro, a morte.
Ao ser testemunha acidental de um (será???) assassinato, um fotógrafo mergulha em situações que tenta desvendar fazendo ampliações fotográficas (o blow-up do título), as quais o retiram do mundo oco da moda, da beleza e do sexo, para lançá-lo em questões filosóficas profundas, bem ao estilo do mestre italiano. O diferencial deste filme, para os demais da carreira de Antonioni, se fixa no clima surreal dado na sua construção . Como era pertinente ao momento histórico sessentista, tudo se assemelha a uma grande viagem turbinada por excesso de marijuana. De qualquer forma, ao colocar o protagonista no meio desta jornada, o diretor também nos inclui, e, de repente, nos vemos num parque londrino, acompanhando um jogo de tênis sem bolinha, cujo final...
Ora, vejam o filme...
Por: Afonso Rodrigues - 28/10/2004
http://www.poppycorn.com.br/artigo.php?tid=653
sábado, outubro 14, 2006
Dicionário das palavras que enganam em inglês
Velhos conhecidos daqueles que têm no idioma inglês um instrumento essencial para o exercício da profissão e para o bom desempenho nos estudos, os falsos cognatos mereceram de Ulisses Wehby de Carvalho um tratamento inédito e instigante neste novo Dicionário das palavras que enganam em inglês.
O autor optou por demarcar claramente a linha que separa os falsos cognatos “puros” daqueles que batizou de “eventuais”, ou seja, das palavras polissêmicas cujo campo semântico inclui, mas também ultrapassa, as possibilidades de significado do termo cognato em português. Um exemplo, tirado da introdução do Dicionário, é “UNION”, que pode, sim, significar “união”, mas também quer dizer “sindicato”. O projeto gráfico contribui para essa diferenciação conceitual com tabelas comparativas dos verbetes em inglês e dos equivalentes em português. Logo abaixo das tabelas, exemplos pinçados de grandes órgãos de imprensa da língua inglesa e suas respectivas traduções ajudam o leitor a desvendar essa zona cinzenta da tradução e do estudo de línguas, onde palavras nem sempre significam o que aparentam.
O resultado final é um volume versátil e agradável de ler, além de informativo. As explicações e opções de tradução do autor, ele próprio tradutor experiente, são sempre originais e nunca menos do que apropriadas. Com mais de 700 termos e indicada para tradutores, professores e estudantes, a obra também deve atrair curiosos em geral: usando-a como referência, eles poderão ler o parágrafo abaixo sem concluir que Ulisses Carvalho é um sujeito conversador, que o livro é ingênuo ou cansativo, e que as fontes de pesquisa utilizadas são autoritárias.
Conversant with the tricks of both English and Portuguese, Ulisses Carvalho wrote a very ingenious dictionary, in which entries do not always mean what they hint at first glance. His efforts to collect examples from real-life, authoritative sources, resulted in an exhaustive compilation of “deceiving words in English”, as the title goes.
CARVALHO, Ulisses Wehby de. Dicionário das palavras que enganam em inglês. Editora Campus/Elsevier, 2004
Resenha feita por Jayme Costa Pinto, coordenador do Departamento de Tradução e Interpretação da Associação Alumni, em São Paulo.
O autor optou por demarcar claramente a linha que separa os falsos cognatos “puros” daqueles que batizou de “eventuais”, ou seja, das palavras polissêmicas cujo campo semântico inclui, mas também ultrapassa, as possibilidades de significado do termo cognato em português. Um exemplo, tirado da introdução do Dicionário, é “UNION”, que pode, sim, significar “união”, mas também quer dizer “sindicato”. O projeto gráfico contribui para essa diferenciação conceitual com tabelas comparativas dos verbetes em inglês e dos equivalentes em português. Logo abaixo das tabelas, exemplos pinçados de grandes órgãos de imprensa da língua inglesa e suas respectivas traduções ajudam o leitor a desvendar essa zona cinzenta da tradução e do estudo de línguas, onde palavras nem sempre significam o que aparentam.
O resultado final é um volume versátil e agradável de ler, além de informativo. As explicações e opções de tradução do autor, ele próprio tradutor experiente, são sempre originais e nunca menos do que apropriadas. Com mais de 700 termos e indicada para tradutores, professores e estudantes, a obra também deve atrair curiosos em geral: usando-a como referência, eles poderão ler o parágrafo abaixo sem concluir que Ulisses Carvalho é um sujeito conversador, que o livro é ingênuo ou cansativo, e que as fontes de pesquisa utilizadas são autoritárias.
Conversant with the tricks of both English and Portuguese, Ulisses Carvalho wrote a very ingenious dictionary, in which entries do not always mean what they hint at first glance. His efforts to collect examples from real-life, authoritative sources, resulted in an exhaustive compilation of “deceiving words in English”, as the title goes.
CARVALHO, Ulisses Wehby de. Dicionário das palavras que enganam em inglês. Editora Campus/Elsevier, 2004
Resenha feita por Jayme Costa Pinto, coordenador do Departamento de Tradução e Interpretação da Associação Alumni, em São Paulo.
"Amantes constantes"
Acho que estou me tornando budista, uma revolução para uma comunista convicta. Comecei a perceber que a felicidade realmente está nas pequenas coisas. Você já ouviu esta frase antes? Acha que eu resolvi falar de auto-ajuda? Não me importo. Mas te darei algumas dicas:
Saber dar valor ao sabor doce de um morango, fazendo cócegas no céu da boca.....isso é felicidade.
Saber se deliciar com o cheiro do sabonete Karma, da Lush, num banho demorado e quente ....isso é felicidade.
Congelar a manhã para uma "guerra" de cócegas com seu filho na cama... isso é felicidade.
Se dar ao luxo de matar a sexta-feira, andar a pé pela Paulista e ir assistir, no meio da tarde, "Amantes constantes" ... isso é felicidade.
Eu e o Abujanra deixamos os afazeres para trás e ficamos imóveis por três horas assistindo um filme em preto e branco, que fala sobre jovens anarquistas na bela Paris de maio de 1968. Eles discutiam a existência embalados a muito ópio. Você acha que somos chatos e gostamos dos filmes de Godard? Acertou.
Você já comprou e leu a bela revista Piauí? Não.
Já sei. Você gastou seis horas da sua vida para pegar chuva no litoral norte e neste exato momento espera uma mesa para comer peixe frito com sua sogra?
Você não é budista, vota no Alckmin e nunca ouviu falar no ator Louis Garrel (www.louis-garrel.com), vencedor do César 2006, como melhor ator revelação. "Amantes constantes" levou o prêmio Leão de Prata, como melhor diretor, e do Golden Osella, como melhor fotografia, no Festival de Veneza 2005.
Você não gostaria da cena em que a personagem de Clotilde Hesme pergunta para o amante se ele se importa dela transar com o amigo no andar de baixo. "Ele me dá tesão". Eu sei, você só transa de sábado e agora está vestido -- para almoçar com a sogra -- de bermuda caqui, camiseta polo listada, cinto preto, meias brancas de jogar têmis e um nike super limpinho.
Não perca seu tempo indo assistir "As torres gêmeas" no cinema. Olhe para o lado de vez em quando. Procure um beijo inesperado, roubado. Isso mesmo! Você já se apaixonou por um estranho? Não.
Não seja tão duro com você mesmo. Se dê uma chance de ser feliz.
Saber dar valor ao sabor doce de um morango, fazendo cócegas no céu da boca.....isso é felicidade.
Saber se deliciar com o cheiro do sabonete Karma, da Lush, num banho demorado e quente ....isso é felicidade.
Congelar a manhã para uma "guerra" de cócegas com seu filho na cama... isso é felicidade.
Se dar ao luxo de matar a sexta-feira, andar a pé pela Paulista e ir assistir, no meio da tarde, "Amantes constantes" ... isso é felicidade.
Eu e o Abujanra deixamos os afazeres para trás e ficamos imóveis por três horas assistindo um filme em preto e branco, que fala sobre jovens anarquistas na bela Paris de maio de 1968. Eles discutiam a existência embalados a muito ópio. Você acha que somos chatos e gostamos dos filmes de Godard? Acertou.
Você já comprou e leu a bela revista Piauí? Não.
Já sei. Você gastou seis horas da sua vida para pegar chuva no litoral norte e neste exato momento espera uma mesa para comer peixe frito com sua sogra?
Você não é budista, vota no Alckmin e nunca ouviu falar no ator Louis Garrel (www.louis-garrel.com), vencedor do César 2006, como melhor ator revelação. "Amantes constantes" levou o prêmio Leão de Prata, como melhor diretor, e do Golden Osella, como melhor fotografia, no Festival de Veneza 2005.
Você não gostaria da cena em que a personagem de Clotilde Hesme pergunta para o amante se ele se importa dela transar com o amigo no andar de baixo. "Ele me dá tesão". Eu sei, você só transa de sábado e agora está vestido -- para almoçar com a sogra -- de bermuda caqui, camiseta polo listada, cinto preto, meias brancas de jogar têmis e um nike super limpinho.
Não perca seu tempo indo assistir "As torres gêmeas" no cinema. Olhe para o lado de vez em quando. Procure um beijo inesperado, roubado. Isso mesmo! Você já se apaixonou por um estranho? Não.
Não seja tão duro com você mesmo. Se dê uma chance de ser feliz.
Instantes
Se eu pudesse viver novamente a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido;
na verdade, bem poucas pessoas levariam a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvete e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu
sensata e produtivamente cada minuto da sua vida.
Claro que tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver,
trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feito a vida:
só de momentos - não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma
sem um termômetro, uma bolsa de água quente,
um guarda-chuva e um pára-quedas;
se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres
e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos
e sei que estou morrendo.
Poema de Jorge Luis Borges
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido;
na verdade, bem poucas pessoas levariam a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvete e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu
sensata e produtivamente cada minuto da sua vida.
Claro que tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver,
trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feito a vida:
só de momentos - não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma
sem um termômetro, uma bolsa de água quente,
um guarda-chuva e um pára-quedas;
se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres
e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos
e sei que estou morrendo.
Poema de Jorge Luis Borges
Epitáfio
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
Até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Titãs - Composição: Sérgio Britto
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
Até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Titãs - Composição: Sérgio Britto
sexta-feira, outubro 13, 2006
Aquilo que não fizermos hoje será o acumulado de amanhã
As colegas se esbarram por acaso.
- Há quanto tempo, Carmem! Quase oito anos. Você deve estar cheia de novidades, pode ir contando. Formou-se em História? Ia prestar vestibular quando saí do bairro.
- Que nada, meus dois filhos me tomam todo o tempo.
- Mas o curso de pintura que queria tanto, você fez?
- Quem anda pintando o sete lá em casa é a molecada. Quando eles crescerem mais um pouco, vou fazer minha faculdade e meu curso de pintura. Prometo. Já me vejo historiadora e durmo pensando na minha primeira exposição.
Laura sorriu, lembrando-se de que esta era a Carmen, cheia de propósitos, mas nenhum movimento em direção a eles. Encontrava sempre coisas mais urgentes. Caso não houvesse, ela inventava. Parecia, mesmo, que a idéia do desejo realizado fosse suficiente para satisfazê-la. Aí estava o perigo. Não podemos confundir sonho com a ilusão de que há alguma coisa pronta nos esperando.
A ilusão tem muitas caras, entre elas o depois. Podemos passar toda uma vida adiando coisas, acreditando que um dia vamos realizá-las: quando sobrar dinheiro; depois que os filhos crescerem; depois da aposentadoria; depois que terminarmos a casa; depois disto; depois daquilo. E o depois nunca chega, porque ainda não é a hora; porque não temos certeza se vai dar certo; porque queremos nos preparar para que tudo saia perfeito. É importante nos colocarmos atentos para a diferença entre atitudes que dizem respeito ao planejamento de determinada empreitada e aquelas que usamos como artifício para não iniciá-la.
Esperar que algo mágico, além de nós, mude o rumo da nossa história, é outra forma de mantermos a ilusão. É possível, sim, que o inesperado aconteça e nos traga a oportunidade, mas isto não ocorre sempre, nem para todos, portanto é melhor não contarmos com ele. Além disso, coisa alguma vem pronta, a não ser as inconsistentes.
Para o mestre do teatro, Constantin Stanislavski, "a natureza não dá saltos", nem a humana. Quando observamos qualquer obra, seja um delicioso espetáculo; um bom livro; um belo quadro, uma música que nos remexe as entranhas; uma família harmoniosa, na qual um torce pelo prazer do outro; um lindo jardim nos espiando da frente de uma casa, é comum nos esquecermos que houve um laborioso processo atrás de cada uma delas.
Assim é com os nossos projetos, dos mais simples aos mais complexos, inclusive aqueles de reconstrução pessoal. Quanto mais cedo começarmos nosso trabalho, mais tempo teremos para torná-los possíveis. Não custa lembrar o velho ditado: aquilo que não fizermos hoje será o acumulado de amanhã. Também não é possível pularmos etapas, nem tentarmos passar rapidamente por elas, para não senti-las. Estar, de fato, em cada momento da trajetória é o trampolim para o seguinte.
Então, mãos à obra, com o cuidado em não se dispersar pelo caminho. Um pouquinho a cada dia. Em silêncio, se for necessário. De qualquer maneira, no final, haverá alguém disposto a acreditar que demos um salto.
Essencial é começar nossos projetos pessoais agora, um pouquinho a cada dia.
Texto de Angelina Garcia - professora de português e Mestre em Artes Cênicas.
- Há quanto tempo, Carmem! Quase oito anos. Você deve estar cheia de novidades, pode ir contando. Formou-se em História? Ia prestar vestibular quando saí do bairro.
- Que nada, meus dois filhos me tomam todo o tempo.
- Mas o curso de pintura que queria tanto, você fez?
- Quem anda pintando o sete lá em casa é a molecada. Quando eles crescerem mais um pouco, vou fazer minha faculdade e meu curso de pintura. Prometo. Já me vejo historiadora e durmo pensando na minha primeira exposição.
Laura sorriu, lembrando-se de que esta era a Carmen, cheia de propósitos, mas nenhum movimento em direção a eles. Encontrava sempre coisas mais urgentes. Caso não houvesse, ela inventava. Parecia, mesmo, que a idéia do desejo realizado fosse suficiente para satisfazê-la. Aí estava o perigo. Não podemos confundir sonho com a ilusão de que há alguma coisa pronta nos esperando.
A ilusão tem muitas caras, entre elas o depois. Podemos passar toda uma vida adiando coisas, acreditando que um dia vamos realizá-las: quando sobrar dinheiro; depois que os filhos crescerem; depois da aposentadoria; depois que terminarmos a casa; depois disto; depois daquilo. E o depois nunca chega, porque ainda não é a hora; porque não temos certeza se vai dar certo; porque queremos nos preparar para que tudo saia perfeito. É importante nos colocarmos atentos para a diferença entre atitudes que dizem respeito ao planejamento de determinada empreitada e aquelas que usamos como artifício para não iniciá-la.
Esperar que algo mágico, além de nós, mude o rumo da nossa história, é outra forma de mantermos a ilusão. É possível, sim, que o inesperado aconteça e nos traga a oportunidade, mas isto não ocorre sempre, nem para todos, portanto é melhor não contarmos com ele. Além disso, coisa alguma vem pronta, a não ser as inconsistentes.
Para o mestre do teatro, Constantin Stanislavski, "a natureza não dá saltos", nem a humana. Quando observamos qualquer obra, seja um delicioso espetáculo; um bom livro; um belo quadro, uma música que nos remexe as entranhas; uma família harmoniosa, na qual um torce pelo prazer do outro; um lindo jardim nos espiando da frente de uma casa, é comum nos esquecermos que houve um laborioso processo atrás de cada uma delas.
Assim é com os nossos projetos, dos mais simples aos mais complexos, inclusive aqueles de reconstrução pessoal. Quanto mais cedo começarmos nosso trabalho, mais tempo teremos para torná-los possíveis. Não custa lembrar o velho ditado: aquilo que não fizermos hoje será o acumulado de amanhã. Também não é possível pularmos etapas, nem tentarmos passar rapidamente por elas, para não senti-las. Estar, de fato, em cada momento da trajetória é o trampolim para o seguinte.
Então, mãos à obra, com o cuidado em não se dispersar pelo caminho. Um pouquinho a cada dia. Em silêncio, se for necessário. De qualquer maneira, no final, haverá alguém disposto a acreditar que demos um salto.
Essencial é começar nossos projetos pessoais agora, um pouquinho a cada dia.
Texto de Angelina Garcia - professora de português e Mestre em Artes Cênicas.
segunda-feira, outubro 09, 2006
É POSSÍVEL MEDIR A INTELIGÊNCIA
Jamais ocorreu aos antigos medir a inteligência das pessoas, pois seus atos e falas logo desmanchavam reputações ou confirmavam suspeitas. Mas a partir desta frase "É possível medir a inteligência", baseada nas teorias do psicólogo francês Alfred Binet (1857-1911), que montou um laboratório experimental em Paris onde passou a medir as aptidões das crianças, com vistas a melhor atendê-las na escola, uma obsessão por medir a inteligência tomou conta do mundo. E logo surgiram grandes enganos, sobretudo nos Estados Unidos, onde pesquisadores irresponsáveis passaram a medir o Q.I. (quociente intelectual) de vivos e mortos. Miguel de Cervantes Saavedra recebeu apenas 105, numa escala de 160, ficando próximo a anônimos débeis mentais.
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997.
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997.
Números, Letras e Cores
Ao número 9 correspondem as letras I e R que corresponde a cor BRANCO que siginifica: generosidade, universalidade, impessoal, doador.
domingo, outubro 08, 2006
Números, Letras e Cores
Ao número 8 correspondem as letras H, Q e Z que corresponde a cor ROSA que siginifica: objetividade, praticidade, justiça, sucesso material, poder.
sábado, outubro 07, 2006
ACTA EST FABULA
O cuidado com dois momentos decisivos das narrativas, "o começo" e "o desfecho", resultou na criação de formas fixas como "era uma vez" para a abertura das fábulas, e "foram felizes para sempre", para a conclusão. No teatro romano, o fim dos espetáculos era anunciado aos espectadores com a frase "acta est fabula", que significa "a peça foi representada". O imperador romano Caio Júlio César Otaviano Augusto escolheu esta frase como última a ser pronunciada por ele antes de morrer. Tinha feito uma administração tão primorosa que o século em que viveu foi chamado pelos historiadores de "o século de Augusto".
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997.
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997.
COM A LUA EM GÊMEOS [Margô],
a pessoa sente-se emocionalmente segura quando está circulando, indo de um lugar para outro, vendo e explorando coisas novas, comunicando-se através de todos os meios disponíveis e, sobretudo, quando atua dentro do campo racional, isto é, quando usa seus pensamentos e suas idéias, e não suas emoções.
A Lua em Gêmeos favorece, portanto, toda a área de comunicação dentro do contexto profissional onde utiliza a palavra, bem como, as atividades em que há necessidade de se deslocar e até mesmo de viajar.
A Lua em Gêmeos confere à pessoa uma disposição a adaptar-se rapidamente a diferentes situações, a explorar, buscar conhecer tudo agora e ao mesmo tempo, a manejar as palavras e também a usar as mãos para criar.
A pessoa sente-se bem e à vontade em atividades profissionais onde há necessidade de colher dados, onde é fundamental convencer e persuadir e onde é essencial ter destreza manual.
Algumas áreas propícias em que a pessoa com Lua em gêmeos irá se sentir plenamente acolhida: jornalismo, repórter, vendas, representante, área de comunicação em geral, redator, tradutor, relações públicas, turismo, agência de viagens, serviços de transporte, artes gráficas, área da educação, artesanato.
http://www.marciamattos.com.br/lua_prof.html
A Lua em Gêmeos favorece, portanto, toda a área de comunicação dentro do contexto profissional onde utiliza a palavra, bem como, as atividades em que há necessidade de se deslocar e até mesmo de viajar.
A Lua em Gêmeos confere à pessoa uma disposição a adaptar-se rapidamente a diferentes situações, a explorar, buscar conhecer tudo agora e ao mesmo tempo, a manejar as palavras e também a usar as mãos para criar.
A pessoa sente-se bem e à vontade em atividades profissionais onde há necessidade de colher dados, onde é fundamental convencer e persuadir e onde é essencial ter destreza manual.
Algumas áreas propícias em que a pessoa com Lua em gêmeos irá se sentir plenamente acolhida: jornalismo, repórter, vendas, representante, área de comunicação em geral, redator, tradutor, relações públicas, turismo, agência de viagens, serviços de transporte, artes gráficas, área da educação, artesanato.
http://www.marciamattos.com.br/lua_prof.html
A LUA E A PROFISSÃO
A Lua simboliza, entre outras coisas, a nossa satisfação emocional, aquilo que nos nutre emocionalmente, aquilo que nos faz sentir seguros, confortáveis. Mostra também a nossa disposição, isto é, o que fazemos naturalmente, sem nenhum esforço, sem passar pelo filtro da mente racional.
No trabalho, independente da profissão exercida, a Lua em nosso mapa nos revela o que precisamos fazer para sermos felizes, para nos sentir seguros e à vontade. Indica o grau de satisfação que a pessoa tem -- ou não tem - na sua ocupação.
A Lua representa, portanto, um lugar de destaque na área vocacional, na escolha de nossa profissão, no nosso trabalho. Somente se estivermos em sintonia com o tipo de energia peculiar da Lua em nosso mapa - isto é, de acordo com o signo em que se encontra a Lua -, é que nos sentiremos gratificados e emocionalmente satisfeitos com a profissão e o trabalho que escolhemos.
http://www.marciamattos.com.br/lua_prof.html
No trabalho, independente da profissão exercida, a Lua em nosso mapa nos revela o que precisamos fazer para sermos felizes, para nos sentir seguros e à vontade. Indica o grau de satisfação que a pessoa tem -- ou não tem - na sua ocupação.
A Lua representa, portanto, um lugar de destaque na área vocacional, na escolha de nossa profissão, no nosso trabalho. Somente se estivermos em sintonia com o tipo de energia peculiar da Lua em nosso mapa - isto é, de acordo com o signo em que se encontra a Lua -, é que nos sentiremos gratificados e emocionalmente satisfeitos com a profissão e o trabalho que escolhemos.
http://www.marciamattos.com.br/lua_prof.html
Números, Letras e Cores
Ao número 7 correspondem as letras G, P e Y que corresponde a cor LILÁS que siginifica: sensibilidade intuitiva, introspecção, perfeccionista, racional.
sexta-feira, outubro 06, 2006
Fluxos
Segue o fluxo
caminha
flutua
se equilibra
na vida
besta de cada dia
(Pollyana Ferrari)
Amar foi o que eu fiz
o que eu sabia
o que resiste em mim
que me anuncia
Talvez agora eu saiba a sábia via:
desamar também ensina à vida
a lição que eu sempre quis:
Entre vida e morte
ser feliz
(Hamilton Faria)
caminha
flutua
se equilibra
na vida
besta de cada dia
(Pollyana Ferrari)
Amar foi o que eu fiz
o que eu sabia
o que resiste em mim
que me anuncia
Talvez agora eu saiba a sábia via:
desamar também ensina à vida
a lição que eu sempre quis:
Entre vida e morte
ser feliz
(Hamilton Faria)
Números, Letras e Cores
Ao número 6 correspondem as letras F, O e X que corresponde a cor ANIL que siginifica: calma, conciliação, afetuosidade, valorização do lar.
quinta-feira, outubro 05, 2006
Números, Letras e Cores
Ao número 5 correspondem as letras E, N e W que corresponde a cor AZUL CLARO que siginifica: liberdade, facilidade de adaptação, desprendimento.
FAZER UMA MESA REDONDA
Hoje é comum organizar mesa-redonda para discutir esse ou aquele assunto, mas raramente o móvel ao redor do qual os participantes tomam assento tem a forma circular. É tradução da expressão inglesa "round table", mesa da lendária corte do rei Arthur (séc. VI d.C), que não tinha cabeceira, nem lugar de honra e ao redor da qual o rei e os cavaleiros sentavam-se como iguais. Suas aventuras foram tema de numerosas novelas de cavalaria narradas sob o título geral de "Os cavaleiros da távola redonda". A frase passou a ser usada politicamente a partir de 14 de janeiro de 1887 na residência de Sir William Harcourt, quando o Partido Liberal Inglês discutiu a questão irlandesa.
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997.
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997.
quarta-feira, outubro 04, 2006
É UM ELEFANTE BRANCO
Esta frase tem servido para designar grandes empresas estatais deficitárias. Sua origem é um costume do antigo reino de Sião, situado na atual Tailândia, que consistia no gesto do rei de dar um elefante branco aos cortesãos que caíam em desgraça. Sendo um animal sagrado, não poderia ser posto para trabalhar. Como presente do próprio rei, não poderia ser vendido. Matá-lo, então, nem pensar. Não podendo também ser recusado, restava ao infeliz agraciado alimentá-lo, acomodá-lo e ajaezá-lo com luxo, sem nada obter de todos esses cuidados e despesas.
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997
Números, Letras e Cores
Ao número 4 correspondem as letras D, M e V que corresponde a cor VERDE que siginifica: organização, disciplina, estabilidade, persistência.
terça-feira, outubro 03, 2006
In order to have great happiness,
"In order to have great happiness,
you have to have great pain and unhappiness
- otherwise,
how would you know when you're happy?"
Groucho Marx,
American actor/comedian.
you have to have great pain and unhappiness
- otherwise,
how would you know when you're happy?"
Groucho Marx,
American actor/comedian.
TEMPO É DINHEIRO
Esta frase, emblema do capitalismo moderno, e cada vez mais atual, dada a rapidez dos processos econômicos, principalmente pelo avanço da informática, foi atribuída ao jornalista, físico, político e filósofo norte-americano Benjamin Franklin (1706-1790), inventor do pára-raios. Homem de vasta leitura, ele pode ter lido no filósofo grego Teofrastos (372-288 a.c.), autor de mais de 200 obras, espalhadas por quase 500 volumes, que disse coisa semelhante: "o tempo custa muito caro". Como todo escritor antigo, não recebeu direitos autorais. Para ele, tempo foi livro e não dinheiro, daí ter sido tão caro. Escreveu, em média, um volume a cada dois meses sem nada receber. Poderia ser o patrono de certos editores.
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997
Maluco Beleza
Enquanto você se esforça pra ser
um sujeito normal
e fazer tudo igual
Eu do meu lado, aprendendo a ser louco
Maluco total
na loucura real
controlando a minha maluquez
misturada com minha lucidez
Vou ficar
ficar com certeza
maluco beleza
Este caminho que eu mesmo escolhi
É tão fácil seguir
por não tem onde ir
Controlando a minha maluquez
misturada com minha lucidez
Vou ficar
ficar com certeza
maluco beleza
Eu vou ficar.....
Raul Seixas - Composição: Raul Seixas e Claudio Roberto
um sujeito normal
e fazer tudo igual
Eu do meu lado, aprendendo a ser louco
Maluco total
na loucura real
controlando a minha maluquez
misturada com minha lucidez
Vou ficar
ficar com certeza
maluco beleza
Este caminho que eu mesmo escolhi
É tão fácil seguir
por não tem onde ir
Controlando a minha maluquez
misturada com minha lucidez
Vou ficar
ficar com certeza
maluco beleza
Eu vou ficar.....
Raul Seixas - Composição: Raul Seixas e Claudio Roberto
Números, Letras e Cores
Ao número 3 correspondem as letras C, L e U que corresponde a cor AMARELO que siginifica: criatividade, comunicabilidade, poder da fala, expressividade.
A cibercultura invadindo as bordas
Só para pensarmos o tamanho das possibilidades: o Brasil tem 6 milhões de pessoas que acessam a internet exclusivamente de locais públicos pagos ou gratuitos, de acordo com a pesquisa "Internet Pública", divulgada nesta segunda-feira (02/10) pelo Ibope/NetRatings. A pesquisa ouviu 16 mil pessoas em nove regiões metropolitanas brasileiras - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador, Distrito Federal e Recife.
De acordo com a pesquisa, 4,4 milhões de pessoas acessam a internet de
locais públicos pagos, como cibercafés e Lan Houses, pelo menos duas
vezes por semana. Gastam, em média, entre 10 e 15 reais por mês. É a cibercultura mostrando sua cara.
De acordo com a pesquisa, 4,4 milhões de pessoas acessam a internet de
locais públicos pagos, como cibercafés e Lan Houses, pelo menos duas
vezes por semana. Gastam, em média, entre 10 e 15 reais por mês. É a cibercultura mostrando sua cara.
segunda-feira, outubro 02, 2006
Números, Letras e Cores
Ao número 2 correspondem as letras B, K e T que corresponde a cor LARANJA que siginifica: flexibilidade, adaptação, cooperação, participação, união.
BATISMO DE FOGO
Ao condenar os hereges às fogueiras, a Inquisição sustentava que eles, não tendo sido batizados com água benta, faziam ali seu batismo de fogo. E aqueles que os condenavam ainda garantiam que os réus estavam fazendo um bom negócio, ao trocar as labaredas eternas do inferno por chamuscadas que apenas os levariam desta vida. Porém, a frase mudou de sentido no século passado, quando Napoleão III (1808-1873) adaptou-a aos que entravam em combate pela primeira vez. Hoje, a expressão se refere a qualquer situação crítica em que os envolvidos têm de obter bom desempenho em tarefas importantes. Mário Vargas Llosa (61) tem um livro com o título Batismo de fogo.
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997
domingo, outubro 01, 2006
Sirva-se!
Nick Larson (Eric Lively) tem 26 anos e sua vida como adulto está prestes a atingir a melhor fase. Isso porque seu emprego numa empresa de eletrônicos está decolando e seu relacionamento com a fotógrafa artística Julie Miller (Erica Durance) vai muito bem. Quando ele é convocado para aparecer com urgência em seu escritório, uma série de eventos é iniciada, alterando a vida de Nick para sempre.
Assistia ao filme "EFEITO BORBOLETA 2"
Assistia ao filme "EFEITO BORBOLETA 2"
VIRAR A CASACA
A política brasileira está cheia de gente que virou a casaca, isto é, homens públicos que trocaram de partido, passando a defender idéias que antes condenavam. A origem da expressão remonta a Carlos Manuel III (1701-1771), duque de Savóia e rei da Sardenha. Sempre ameaçado, ora pela Espanha, ora pela França, usava as cores nacionais de uma dessas nações, de acordo com a aliada de ocasião. Tanto virou casaca que permaneceu no poder por 43 anos.
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997
SILVA, Deonísio da. De onde vêm as palavras: frases e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Mandarim, 1997
Números, Letras e Cores
Ao número 1 correspondem as letras A, J e S que corresponde a cor VERMELHO que siginifica: independência, iniciativa, liderança, determinação.
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