Sei que canto. E a canção é tudo.
Uma parte de mim se espanta.
Seus olhos infinitos e brilhantes.
A mesma noite que faz branquear.
Nós, já não somos as mesmas,
Ainda que seja a última dor.
Daquela calçada, na direção contrária,
Atravessei a vida ao som da canção.
Só um lugar é tranquilo.
Isso é tudo. Tudo isso é linguagem.
Lirismo difícil e pungente.
Viagem eterna no coração.
A noite está esquecida.
Preencho de calma o meu ser.
Infinito é o seu olhar transparente.
Ritmada é a sua presença.
Eu canto, porque o instante existe,
Seja alegre ou cor de rosas.
segunda-feira, novembro 27, 2006
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