Uma sensação de dever cumprido. Uma banca examinadora exigente e extremamente competente. "Heroínas do Cotidiano" é uma denúncia sobre violência doméstica contra a mulher. Uma comparação entre mulheres fictícias e mulheres reais. Uma constatação de que é possível reverter este quadro de submissão e seguir uma trajetória digna.
sexta-feira, setembro 26, 2008
o dia seguinte
Uma sensação de dever cumprido. Uma banca examinadora exigente e extremamente competente. "Heroínas do Cotidiano" é uma denúncia sobre violência doméstica contra a mulher. Uma comparação entre mulheres fictícias e mulheres reais. Uma constatação de que é possível reverter este quadro de submissão e seguir uma trajetória digna.
quinta-feira, setembro 25, 2008
quinta-feira, julho 03, 2008
A verdadeira coragem - Sonia Carvalho
A verdadeira coragem não está em vencer todas as batalhas da vida, mas sim em reconhecer que perdas também fazem parte do nosso processo de evolução.É continuar a caminhada, mesmo a passos lentos, mesmo quando o sol não aparece, as estrelas não brilham e o coração está ferido. Não é acumular inúmeros conhecimentos, mas sim compartilhá-los com todos os que estão ao seu redor, aceitando o grau de evolução de cada um.
A verdadeira coragem não está em realizar grandes feitos, mas sim em manter a humildade ao seu lado e se empenhar na realização de simples gestos.É encontrar a dor e enfrentá-la, derramando lágrimas, mas jamais deixando que a esperança se perca.
A verdadeira coragem não está em apenas sair do inferno, mas sim em estender a mão em auxílio de quem lá se encontra. É passar pelas tristezas, sem deixar que o desânimo ganhe espaço dentro de nós.
A verdadeira coragem não é apenas buscar freneticamente pela perfeição, mas sim reconhecer que tudo tem o seu tempo e assim continuar gradativamente realizando a sua reforma íntima. Não é apenas conhecer o Evangelho do Mestre, mas sim colocá-lo em prática todos os dias.
A verdadeira coragem não está em vencer o inimigo, mas sim em aprender a perdoar.Não é buscar apontar os erros alheios, mas sim reconhecer os próprios enganos e, em vez de juiz, se tornar um irmão.
A verdadeira coragem não é proclamar belos versos, mas sim vivê-los intensamente, praticando o que se diz.
A verdadeira coragem não é chegar às estrelas, mas se tornar um farol a iluminar o caminho de quem padece. Não é colecionar talentos, mas sim usá-los em prol da fraternidade que o Mestre tanto exemplificou em Sua vida.
A verdadeira coragem não está em assumir tarefas, mas sim em continuá-las, mesmo diante das adversidades que chegarão. Não é sair em busca do amor pelos caminhos que trilharmos, mas sim encontrá-lo dentro de nós e passar a semeá-lo por onde andarmos.
A verdadeira coragem não é ocultar um medo, mas sim ter a sinceridade de assumi-lo e buscar o amparo da fé. Não é desbravar novos horizontes, mas ter a sensibilidade de perceber quem está ao seu lado e clama por ajuda.
A verdadeira coragem não é almejar se tornar um ser iluminado e de destaque, mas sim ser o humilde trabalhador que realiza com amor qualquer tarefa que o Pai lhe enviou, por mais simples que possa parecer. Não é derramar lágrimas, mas sim não deixar jamais que a fé se apague em nosso íntimo.
A verdadeira coragem não está em apenas buscar por respostas, mas sim deixar que a confiança no Pai nos oriente e nos mostre o caminho. É não apenas proclamar belas orações, mas simplesmente deixar que o nosso coração se expresse.
A verdadeira coragem não está em apenas buscar o Mestre, mas sim, em enxergá-lo em cada pessoa que cruzar o nosso caminho. Não está na obtenção de glórias mundanas, mas sim no esforço diário do aperfeiçoamento das potencialidades de nosso Espírito.
A verdadeira coragem está em se reconhecer filho do Criador e assumir o papel de cooperador em Sua seara. Não é apenas carregar a cruz, mas ter a plena certeza de que venceremos as provas e expiações e assim, continuar seguindo o caminho e mantendo a e resignação diante dos desígnios da Providência Divina.
Porque a verdadeira coragem aparece quando temos a plena confiança de que jamais estaremos desamparados e assim continuamos a nossa evolução.
Porque ainda há muito a ser realizado, mas com fé e coragem, chegaremos lá...
A verdadeira coragem não está em realizar grandes feitos, mas sim em manter a humildade ao seu lado e se empenhar na realização de simples gestos.É encontrar a dor e enfrentá-la, derramando lágrimas, mas jamais deixando que a esperança se perca.
A verdadeira coragem não está em apenas sair do inferno, mas sim em estender a mão em auxílio de quem lá se encontra. É passar pelas tristezas, sem deixar que o desânimo ganhe espaço dentro de nós.
A verdadeira coragem não é apenas buscar freneticamente pela perfeição, mas sim reconhecer que tudo tem o seu tempo e assim continuar gradativamente realizando a sua reforma íntima. Não é apenas conhecer o Evangelho do Mestre, mas sim colocá-lo em prática todos os dias.
A verdadeira coragem não está em vencer o inimigo, mas sim em aprender a perdoar.Não é buscar apontar os erros alheios, mas sim reconhecer os próprios enganos e, em vez de juiz, se tornar um irmão.
A verdadeira coragem não é proclamar belos versos, mas sim vivê-los intensamente, praticando o que se diz.
A verdadeira coragem não é chegar às estrelas, mas se tornar um farol a iluminar o caminho de quem padece. Não é colecionar talentos, mas sim usá-los em prol da fraternidade que o Mestre tanto exemplificou em Sua vida.
A verdadeira coragem não está em assumir tarefas, mas sim em continuá-las, mesmo diante das adversidades que chegarão. Não é sair em busca do amor pelos caminhos que trilharmos, mas sim encontrá-lo dentro de nós e passar a semeá-lo por onde andarmos.
A verdadeira coragem não é ocultar um medo, mas sim ter a sinceridade de assumi-lo e buscar o amparo da fé. Não é desbravar novos horizontes, mas ter a sensibilidade de perceber quem está ao seu lado e clama por ajuda.
A verdadeira coragem não é almejar se tornar um ser iluminado e de destaque, mas sim ser o humilde trabalhador que realiza com amor qualquer tarefa que o Pai lhe enviou, por mais simples que possa parecer. Não é derramar lágrimas, mas sim não deixar jamais que a fé se apague em nosso íntimo.
A verdadeira coragem não está em apenas buscar por respostas, mas sim deixar que a confiança no Pai nos oriente e nos mostre o caminho. É não apenas proclamar belas orações, mas simplesmente deixar que o nosso coração se expresse.
A verdadeira coragem não está em apenas buscar o Mestre, mas sim, em enxergá-lo em cada pessoa que cruzar o nosso caminho. Não está na obtenção de glórias mundanas, mas sim no esforço diário do aperfeiçoamento das potencialidades de nosso Espírito.
A verdadeira coragem está em se reconhecer filho do Criador e assumir o papel de cooperador em Sua seara. Não é apenas carregar a cruz, mas ter a plena certeza de que venceremos as provas e expiações e assim, continuar seguindo o caminho e mantendo a e resignação diante dos desígnios da Providência Divina.
Porque a verdadeira coragem aparece quando temos a plena confiança de que jamais estaremos desamparados e assim continuamos a nossa evolução.
Porque ainda há muito a ser realizado, mas com fé e coragem, chegaremos lá...
segunda-feira, junho 30, 2008
Reflexões sobre `O Feminino´, FLÁVIO GIKOVATE
Talvez agora sejamos capazes de pensar de forma mais livre sobre a mulher e a condição feminina. O tema sempre esteve envolto em brutais preconceitos: no passado vigia a tese machista da inferioridade da mulher, já nos últimos anos temos sido governados pela idéia da igualdade entre os sexos. O bom entendimento da questão perde nos dois casos, uma vez que a mulher não é inferior e nem igual ao homem, mas sim diferente, não havendo razão para que seja estudada tomando-se como referência a condição masculina. Não deixa de ser surpreendente o fato de que nos deixamos governar muito mais por idéias, concepções e ideologias do que pelos fatos. As diferenças entre os sexos são óbvias e só mesmo a interferência de poderosos ingredientes emocionais pode levar homens e mulheres a defender idéias que não têm respaldo no mundo real. Quando tais idéias foram elaboradas por homens, ao longo dos séculos, a conclusão foi a inferioridade da mulher. Talvez tenham sido movidos mais do que tudo pela enorme inveja que eles sempre sentiram delas.
Quando, nas últimas décadas, as idéias sobre o tema foram elaboradas por mulheres, concluíram pela igualdade entre os sexos. Elas buscavam condições objetivas iguais às dos homens, o que é inegável direito, mas acabaram por generalizar suas concepções relativas a importantes aspectos da vida social, tentando, por exemplo, entender a sexualidade feminina tomando por base a fisiologia dos homens. Sem perceber, elas os usavam como referência, como paradigma; não podemos deixar de reconhecer aí importante ingrediente invejoso da condição masculina, agora presente também nas mulheres.
Infelizmente, tudo leva a crer que falar sobre as condições masculina e feminina é tratar, muito de perto, da questão da inveja. Homens e mulheres são fascinados uns pelos outros – isso como regra geral, é claro –, mas dificilmente conseguem se entender bem. Percebemos a facilidade com que desenvolvem uma irritação desproporcional aos fatos quando convivem intimamente. Até mesmo a vida sexual dos que vivem juntos está muito aquém do que poderíamos supor a partir da intensidade da atração sexual que o homem tem pela mulher e que faz tão bem a ela. Assim, o esperado convívio amoroso e sexual, rico e pleno de prazeres, é, como regra, parte do imaginário da maioria das pessoas. Todo o objetivo daqueles que pensam sobre esses aspectos essenciais da vida íntima consiste exatamente em buscar os caminhos que permitam o entendimento entre os sexos, o qual, de fato, nunca existiu. A tarefa deve ser muito difícil, se assim não o fosse nossos antecessores já a teriam cumprido há muito tempo.
Meu objetivo principal ao longo desse texto é discutir alguns aspectos da fisiologia sexual feminina e sua repercussão na interação entre os sexos e na maneira de ser das mulheres. Não poderei deixar de fazer algumas observações sobre o masculino, uma vez que, ao menos até agora, o modo de ser de um sexo tem sido definido a partir do outro. Não creio que seja uma boa postura intelectual essa de, por exemplo, atribuirmos emotividade e maior sensibilidade ao feminino, e considerarmos racionalidade e maior agressividade peculiaridades do masculino. Fica muito difícil saber o quanto isso é verdadeiro e o quanto os homens escondem sua emotividade e as mulheres sua racionalidade, sempre com o propósito de "caberem" no modelo social preestabelecido. Temos que distinguir com a maior clareza possível entre aquilo que é um atributo do feminino e o que é parte do seu papel social; isto é, entre o que seja genuinamente produto da natureza feminina e o que é proposição cultural que busca definir e impor uma certa postura para as mulheres de uma determinada época e cultura.
O ideal seria o feminino ser estudado à parte, sem qualquer tipo de comparação com o masculino e vice-versa. Talvez consigamos, aos poucos, atingir esse objetivo, condição na qual poderíamos, finalmente, saber como é constituído cada um dos sexos. Na realidade, porém, os homens se comportam com a finalidade única de impressionar, agradar ou agredir as mulheres, e o mesmo acontece com elas. É possível que uma parte importante do que entendemos por feminino esteja sendo definida em função do masculino e que o contrário também seja verdadeiro. Compõe-se um tipo de círculo vicioso derivado da interação entre os sexos que, por vezes, torna muito difícil o entendimento dos ingredientes aí envolvidos. Farei algumas considerações sobre o que sou capaz de observar e que considero imprescindível no círculo vicioso em que vivemos há milênios e do qual ainda não conseguimos nos libertar. As pesquisas, até agora muito escassas, que deverão ser feitas nessa área da subjetividade humana não são filigranas. Elas tratam de algumas das particularidades essenciais da nossa espécie e que influíram – e muito – em todos os processos que culminaram com a elaboração das regras que norteiam nossa vida social.
Assim sendo, a questão sexual em geral e a das diferenças entre os sexos em particular são de capital importância para o entendimento da psicologia humana – e de alguns aspectos da própria fisiologia sexual – e para o estudo e compreensão dos aspectos socioeconômicos da nossa vida em grupo. Essa abordagem mais abrangente da questão sexual tem assumido uma importância crescente, uma vez que tem se revelado muito mais frutífera do que aquela que apenas levava em consideração os aspectos práticos e técnicos capazes de aprimorar a intimidade entre um homem e uma mulher.
Deixarei registrado, de modo veemente, que o objetivo de todas as observações que pretendo fazer é contribuir para ajudar no entendimento e libertação de complexos ingredientes que consideramos parte da relação entre os sexos; como são procedimentos que se repetem há muitas gerações, fazem parte da nossa cultura de modo tão arraigado que os vemos como naturais. São tratados com a naturalidade de um fenômeno que é parte da nossa biologia, apesar de que é forte minha convicção de não ser essa a verdade. Hoje, indiscutivelmente, eles fazem parte do cotidiano, das normas da vida social com as quais nos deparamos à medida que vamos nos tornando adultos. Cada nova geração se contamina muito rapidamente com o círculo vicioso negativo e percebe, com maior ou menor clareza, que as relações entre os sexos são tensas, de disputa e implicam num tipo de rivalidade no qual humilhar o sexo oposto parece ter se constituído num prazer. Adolescentes de ambos os sexos, mas principalmente os rapazes, dão claros sinais de sentirem os golpes iniciais dessa guerra entre os sexos, cujos primeiros movimentos parecem mais favoráveis às mulheres – ou, ao menos, a algumas delas.
*-*-*-*
Flávio Gikovate é médico psicoterapeuta, pioneiro da terapia sexual no Brasil. Conheça o Instituto de Psicoterapia de São Paulo. Confira o programa "No Divã do Gikovate" que vai ao ar todos os domingos das 21h às 22h na Rádio CBN (Brasil), respondendo questões formuladas pelo telefone e por e-mail gikovate@cbn.com.br
Email: instituto@flaviogikovate.com.br
Quando, nas últimas décadas, as idéias sobre o tema foram elaboradas por mulheres, concluíram pela igualdade entre os sexos. Elas buscavam condições objetivas iguais às dos homens, o que é inegável direito, mas acabaram por generalizar suas concepções relativas a importantes aspectos da vida social, tentando, por exemplo, entender a sexualidade feminina tomando por base a fisiologia dos homens. Sem perceber, elas os usavam como referência, como paradigma; não podemos deixar de reconhecer aí importante ingrediente invejoso da condição masculina, agora presente também nas mulheres.
Infelizmente, tudo leva a crer que falar sobre as condições masculina e feminina é tratar, muito de perto, da questão da inveja. Homens e mulheres são fascinados uns pelos outros – isso como regra geral, é claro –, mas dificilmente conseguem se entender bem. Percebemos a facilidade com que desenvolvem uma irritação desproporcional aos fatos quando convivem intimamente. Até mesmo a vida sexual dos que vivem juntos está muito aquém do que poderíamos supor a partir da intensidade da atração sexual que o homem tem pela mulher e que faz tão bem a ela. Assim, o esperado convívio amoroso e sexual, rico e pleno de prazeres, é, como regra, parte do imaginário da maioria das pessoas. Todo o objetivo daqueles que pensam sobre esses aspectos essenciais da vida íntima consiste exatamente em buscar os caminhos que permitam o entendimento entre os sexos, o qual, de fato, nunca existiu. A tarefa deve ser muito difícil, se assim não o fosse nossos antecessores já a teriam cumprido há muito tempo.
Meu objetivo principal ao longo desse texto é discutir alguns aspectos da fisiologia sexual feminina e sua repercussão na interação entre os sexos e na maneira de ser das mulheres. Não poderei deixar de fazer algumas observações sobre o masculino, uma vez que, ao menos até agora, o modo de ser de um sexo tem sido definido a partir do outro. Não creio que seja uma boa postura intelectual essa de, por exemplo, atribuirmos emotividade e maior sensibilidade ao feminino, e considerarmos racionalidade e maior agressividade peculiaridades do masculino. Fica muito difícil saber o quanto isso é verdadeiro e o quanto os homens escondem sua emotividade e as mulheres sua racionalidade, sempre com o propósito de "caberem" no modelo social preestabelecido. Temos que distinguir com a maior clareza possível entre aquilo que é um atributo do feminino e o que é parte do seu papel social; isto é, entre o que seja genuinamente produto da natureza feminina e o que é proposição cultural que busca definir e impor uma certa postura para as mulheres de uma determinada época e cultura.
O ideal seria o feminino ser estudado à parte, sem qualquer tipo de comparação com o masculino e vice-versa. Talvez consigamos, aos poucos, atingir esse objetivo, condição na qual poderíamos, finalmente, saber como é constituído cada um dos sexos. Na realidade, porém, os homens se comportam com a finalidade única de impressionar, agradar ou agredir as mulheres, e o mesmo acontece com elas. É possível que uma parte importante do que entendemos por feminino esteja sendo definida em função do masculino e que o contrário também seja verdadeiro. Compõe-se um tipo de círculo vicioso derivado da interação entre os sexos que, por vezes, torna muito difícil o entendimento dos ingredientes aí envolvidos. Farei algumas considerações sobre o que sou capaz de observar e que considero imprescindível no círculo vicioso em que vivemos há milênios e do qual ainda não conseguimos nos libertar. As pesquisas, até agora muito escassas, que deverão ser feitas nessa área da subjetividade humana não são filigranas. Elas tratam de algumas das particularidades essenciais da nossa espécie e que influíram – e muito – em todos os processos que culminaram com a elaboração das regras que norteiam nossa vida social.
Assim sendo, a questão sexual em geral e a das diferenças entre os sexos em particular são de capital importância para o entendimento da psicologia humana – e de alguns aspectos da própria fisiologia sexual – e para o estudo e compreensão dos aspectos socioeconômicos da nossa vida em grupo. Essa abordagem mais abrangente da questão sexual tem assumido uma importância crescente, uma vez que tem se revelado muito mais frutífera do que aquela que apenas levava em consideração os aspectos práticos e técnicos capazes de aprimorar a intimidade entre um homem e uma mulher.
Deixarei registrado, de modo veemente, que o objetivo de todas as observações que pretendo fazer é contribuir para ajudar no entendimento e libertação de complexos ingredientes que consideramos parte da relação entre os sexos; como são procedimentos que se repetem há muitas gerações, fazem parte da nossa cultura de modo tão arraigado que os vemos como naturais. São tratados com a naturalidade de um fenômeno que é parte da nossa biologia, apesar de que é forte minha convicção de não ser essa a verdade. Hoje, indiscutivelmente, eles fazem parte do cotidiano, das normas da vida social com as quais nos deparamos à medida que vamos nos tornando adultos. Cada nova geração se contamina muito rapidamente com o círculo vicioso negativo e percebe, com maior ou menor clareza, que as relações entre os sexos são tensas, de disputa e implicam num tipo de rivalidade no qual humilhar o sexo oposto parece ter se constituído num prazer. Adolescentes de ambos os sexos, mas principalmente os rapazes, dão claros sinais de sentirem os golpes iniciais dessa guerra entre os sexos, cujos primeiros movimentos parecem mais favoráveis às mulheres – ou, ao menos, a algumas delas.
*-*-*-*
Flávio Gikovate é médico psicoterapeuta, pioneiro da terapia sexual no Brasil. Conheça o Instituto de Psicoterapia de São Paulo. Confira o programa "No Divã do Gikovate" que vai ao ar todos os domingos das 21h às 22h na Rádio CBN (Brasil), respondendo questões formuladas pelo telefone e por e-mail gikovate@cbn.com.br
Email: instituto@flaviogikovate.com.br
sexta-feira, maio 09, 2008
sábado, março 15, 2008
QUEEN (Freddie Mercury) - Bohemian Rhapsody
Isto é a vida real?
Isto é apenas fantasia?
Soterrado num deslizamento
Sem saída da realidade
Abra seus olhos
Olhe para o céu e veja
Eu sou apenas um menino pobre,
Eu não necessito de nenhuma simpatia
Porque eu tenho vida fácil, fácil vou
Um pouco elevado, pouco baixo
De qualquer forma que o vento soprar,
não importa realmente, a mim.
Mamãe, apenas matei um homem
Coloquei uma arma contra a sua cabeça
Puxei o gatilho, agora ele está morto,
Mamãe, a vida estava apenas começando
Mas agora eu estou acabado e joguei tudo fora
Mamãe, ooo
Não fará sentido você chorar
Se eu não voltar de novo a essa hora amanhã
Continue, Continue, como se nada realmente
importasse.
Bem tarde, minha hora chegou,
Sinto arrepios em minha espinha
Corpo doendo a toda a hora
Adeus a todos - eu preciso ir
Deixar vocês todos para trás e enfrentar a verdade
Mama, ooo - (de qualquer forma que o vento soprar)
Eu não quero morrer
Eu às vezes desejo que nunca tivesse nascido
Eu vi uma pequena silhueta de um homem
Scaramouch, scaramouch você vai dançar fandango
Trovões e relâmpago - me assustando muito -
Gallileo, Gallileo,
Gallileo, Gallileo,
Gallileo Figaro - magnifico;
Mas eu sou apenas um menino pobre e ninguém me ama
Ele é apenas um menino pobre de uma família pobre
Poupe a sua vida desta monstruosidade
Vem fácil fácil vão - Vocês me deixaram ir;
Bismillah! Não - nós não o deixaremos ir – Deixe-o
ir
Bismillah! Nós não o deixaremos ir - deixe-o ir
Bismillah! Nós não o deixaremos ir - deixe-me ir
Não o deixe ir - deixe-me ir (nunca)
Não o deixe ir - deixe-me ir
Não, não, não, não, não, não, não –
O mamãe minha, mamãe minha, mamãe minha deixe-me ir
Belzebu tem um diabo reservado para mim, para mim,
para mim
Então você pensa que pode me apredeijar e cuspir no
meu olho
Então você pensa que pode me amar e me deixar morrer
Oh garota - não pode fazer-me isto garota
Começa apenas a sair –
Começa apenas a cair fora direito
Ooh yeah, ooh yeah
Nada realmente importa
Qualquer um pode ver
Nada é realmente importante –
Nada é realmente importante para mim
De qualquer forma que o vento sopre...
***********************
Is this the real life-
Is this just fantasy-
Caught in a landslide-
No escape from reality-
Open your eyes
Look up to the skies and see-
I'm just a poor boy,I need no sympathy-
Because I'm easy come,easy go,
A little high,little low,
Anyway the wind blows,doesn't really matter to me,
To me
Mama,just killed a man,
Put a gun against his head,
Pulled my trigger,now he's dead,
Mama,life had just begun,
But now I've gone and thrown it all away-
Mama ooo,
Didn't mean to make you cry-
If I'm not back again this time tomorrow-
Carry on,carry on,as if nothing really matters-
Too late,my time has come,
Sends shivers down my spine-
Body's aching all the time,
Goodbye everybody-I've got to go-
Gotta leave you all behind and face the truth-
Mama ooo- (any way the wind blows)
I don't want to die,
I sometimes wish I'd never been born at all-
I see a little silhouetto of a man,
Scaramouche,scaramouche will you do the Fandango-
Thunderbolt and lightning-very very frightening me-
Galileo,Galileo,
Galileo Galileo
Galileo figaro-Magnifico-
But I'm just a poor boy and nobody loves me-
He's just a poor boy from a poor family-
Spare him his life from this monstrosity-
Easy come easy go-,will you let me go-
Bismillah! No-,we will not let you go-let him go-
Bismillah! We will not let you go-let him go
Bismillah! We will not let you go-let me go
Will not let you go-let me go
Will not let you go let me go
No,no,no,no,no,no,no-
Mama mia,mama mia,mama mia let me go-
Beelzebub has a devil put aside for me,for me,for me-
So you think you can stone me and spit in my eye-
So you think you can love me and leave me to die-
Oh baby-Can't do this to me baby-
Just gotta get out-just gotta get right outta here-
Nothing really matters,
Anyone can see,
Nothing really matters-,nothing really matters to me,
(any way the wind blows)
************************
Isto é apenas fantasia?
Soterrado num deslizamento
Sem saída da realidade
Abra seus olhos
Olhe para o céu e veja
Eu sou apenas um menino pobre,
Eu não necessito de nenhuma simpatia
Porque eu tenho vida fácil, fácil vou
Um pouco elevado, pouco baixo
De qualquer forma que o vento soprar,
não importa realmente, a mim.
Mamãe, apenas matei um homem
Coloquei uma arma contra a sua cabeça
Puxei o gatilho, agora ele está morto,
Mamãe, a vida estava apenas começando
Mas agora eu estou acabado e joguei tudo fora
Mamãe, ooo
Não fará sentido você chorar
Se eu não voltar de novo a essa hora amanhã
Continue, Continue, como se nada realmente
importasse.
Bem tarde, minha hora chegou,
Sinto arrepios em minha espinha
Corpo doendo a toda a hora
Adeus a todos - eu preciso ir
Deixar vocês todos para trás e enfrentar a verdade
Mama, ooo - (de qualquer forma que o vento soprar)
Eu não quero morrer
Eu às vezes desejo que nunca tivesse nascido
Eu vi uma pequena silhueta de um homem
Scaramouch, scaramouch você vai dançar fandango
Trovões e relâmpago - me assustando muito -
Gallileo, Gallileo,
Gallileo, Gallileo,
Gallileo Figaro - magnifico;
Mas eu sou apenas um menino pobre e ninguém me ama
Ele é apenas um menino pobre de uma família pobre
Poupe a sua vida desta monstruosidade
Vem fácil fácil vão - Vocês me deixaram ir;
Bismillah! Não - nós não o deixaremos ir – Deixe-o
ir
Bismillah! Nós não o deixaremos ir - deixe-o ir
Bismillah! Nós não o deixaremos ir - deixe-me ir
Não o deixe ir - deixe-me ir (nunca)
Não o deixe ir - deixe-me ir
Não, não, não, não, não, não, não –
O mamãe minha, mamãe minha, mamãe minha deixe-me ir
Belzebu tem um diabo reservado para mim, para mim,
para mim
Então você pensa que pode me apredeijar e cuspir no
meu olho
Então você pensa que pode me amar e me deixar morrer
Oh garota - não pode fazer-me isto garota
Começa apenas a sair –
Começa apenas a cair fora direito
Ooh yeah, ooh yeah
Nada realmente importa
Qualquer um pode ver
Nada é realmente importante –
Nada é realmente importante para mim
De qualquer forma que o vento sopre...
***********************
Is this the real life-
Is this just fantasy-
Caught in a landslide-
No escape from reality-
Open your eyes
Look up to the skies and see-
I'm just a poor boy,I need no sympathy-
Because I'm easy come,easy go,
A little high,little low,
Anyway the wind blows,doesn't really matter to me,
To me
Mama,just killed a man,
Put a gun against his head,
Pulled my trigger,now he's dead,
Mama,life had just begun,
But now I've gone and thrown it all away-
Mama ooo,
Didn't mean to make you cry-
If I'm not back again this time tomorrow-
Carry on,carry on,as if nothing really matters-
Too late,my time has come,
Sends shivers down my spine-
Body's aching all the time,
Goodbye everybody-I've got to go-
Gotta leave you all behind and face the truth-
Mama ooo- (any way the wind blows)
I don't want to die,
I sometimes wish I'd never been born at all-
I see a little silhouetto of a man,
Scaramouche,scaramouche will you do the Fandango-
Thunderbolt and lightning-very very frightening me-
Galileo,Galileo,
Galileo Galileo
Galileo figaro-Magnifico-
But I'm just a poor boy and nobody loves me-
He's just a poor boy from a poor family-
Spare him his life from this monstrosity-
Easy come easy go-,will you let me go-
Bismillah! No-,we will not let you go-let him go-
Bismillah! We will not let you go-let him go
Bismillah! We will not let you go-let me go
Will not let you go-let me go
Will not let you go let me go
No,no,no,no,no,no,no-
Mama mia,mama mia,mama mia let me go-
Beelzebub has a devil put aside for me,for me,for me-
So you think you can stone me and spit in my eye-
So you think you can love me and leave me to die-
Oh baby-Can't do this to me baby-
Just gotta get out-just gotta get right outta here-
Nothing really matters,
Anyone can see,
Nothing really matters-,nothing really matters to me,
(any way the wind blows)
************************
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
Nascidos em anos bissextos festejam aniversário
29/02/2008 - 07h22
A cada quatro anos, mês de fevereiro tem 29 dias, em vez dos habituais 28. Nascidos no 'dia extra' só querem saber de comemorar.
Os nascidos em 29 de fevereiro, data que só aparece no calendário a cada quatro anos, estão animados para festejar nesta sexta-feira. Pessoas que nasceram neste dia costumam ser alvo de brincadeiras, mas, em 2008, elas têm a chance de comemorar o aniversário no dia certo.
De acordo com Regério Bacellar, presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR), os pais dos nascidos no dia 29 de fevereiro não podem mais negociar na hora de registrar os filhos. “Até 1992, os pais tinham a chance de declarar o nascimento no dia 28 de fevereiro, 29 de fevereiro ou 1º de março. Agora, eles devem ser registrados no dia 29”, afirma Bacellar.
Anabella Carvalho, que completa 28 anos em 2008, conta que não foi uma tarefa fácil ser registrada no dia 29 fevereiro em Araxá (MG). “Soube pelo meu pai que só me registraram na data certa após pedidos insistentes da minha avó paterna”, conta.
Festa personalizada
A empresária Paula Hellmeister resolveu convidar pessoas importantes em sua vida para a chegada dos 40 anos. Ao todo, ela calcula que entre 400 e 500 pessoas compareçam à noitada. “Quero que a festa tenha a minha cara, não faço questão que seja um mega evento”, afirma. Esposa do presidente do Jockey Clube de São Paulo, Paula escolheu a cocheira do local para reunir os convidados.
“As pessoas vão sair cansadas de tanto se divertir”, diz, cheia de expectativa. A aniversariante revela que não abriu mão da champanhe rosê e do brigadeiro para a festa. “São coisas que eu amo, é uma festa personalizada”.
Paula também não abriu mão da superstição para atrair energias positivas. “Dia 29 é dia de comer nhoque para dar sorte. Fiz questão de colocar o prato no cardápio”, conta. Apesar de ter nascido no dia 29 de fevereiro, a empresária foi registrada no dia 1º de março. “Em anos bissextos, recebo parabéns triplos. As pessoas me ligam nos dias 28, 29 e 1º."
Comemoração inversa
Sérgio Luiz Bambace completa 68 anos no dia 29 de fevereiro e pretende reunir a família em São Paulo. Como tem um filho nascido no dia 28 de fevereiro, normalmente festejar o aniversário um dia antes. “Mas, neste ano, meu filho que vem comemorar comigo”, diz o professor universitário aposentado e diretor teatral.
Como a data acontece apenas a cada quatro anos, Bambace divide a idade por quatro e brinca dizendo que é o caçula da família.
Sem desculpa para esquecer
Anabella diz que gosta de comemorar o aniversário no dia 28 de fevereiro. “Às vezes, familiares que acabam esquecendo e me parabenizam no dia 1º de março. Nem posso ficar chateada, já que não estão errados”, afirma
Este ano não há desculpa para o esquecimento. “Quando não é bissexto passo dois dias esperando cumprimentos.”
O "dia extra"
Esse dia a mais acontece a cada quatro anos, sempre em fevereiro. A explicação: a Terra demora 365 dias e seis horas para dar uma volta completa em torno do Sol. A cada quatro anos é feita a compensação dessas seis horas, com o acréscimo de um dia no calendário; é o 29 de fevereiro.
“Sem esse ajuste, o calendário ficaria defasado com o passar dos anos e as estações teriam início fora do período adequado”, explica Ana Maria Zodi, pesquisadora de visão de astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Numerologia
A numeróloga Claudete Muze contou ao G1 que os nascidos em 29 de fevereiro são extremistas. “Ou eles estão muito felizes ou muito tristes, ou amam profundamente ou odeiam”, afirma.
Segundo Claudete, eles acreditam intensamente em suas opiniões e crenças. "Possuem intuição, intelectualidade, inspiração e idealismo para alcançarem suas metas. São pessoas de difícil convivência, porque tendem a ter mudanças repentinas de humor."
A cada quatro anos, mês de fevereiro tem 29 dias, em vez dos habituais 28. Nascidos no 'dia extra' só querem saber de comemorar.
Os nascidos em 29 de fevereiro, data que só aparece no calendário a cada quatro anos, estão animados para festejar nesta sexta-feira. Pessoas que nasceram neste dia costumam ser alvo de brincadeiras, mas, em 2008, elas têm a chance de comemorar o aniversário no dia certo.
De acordo com Regério Bacellar, presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR), os pais dos nascidos no dia 29 de fevereiro não podem mais negociar na hora de registrar os filhos. “Até 1992, os pais tinham a chance de declarar o nascimento no dia 28 de fevereiro, 29 de fevereiro ou 1º de março. Agora, eles devem ser registrados no dia 29”, afirma Bacellar.
Anabella Carvalho, que completa 28 anos em 2008, conta que não foi uma tarefa fácil ser registrada no dia 29 fevereiro em Araxá (MG). “Soube pelo meu pai que só me registraram na data certa após pedidos insistentes da minha avó paterna”, conta.
Festa personalizada
A empresária Paula Hellmeister resolveu convidar pessoas importantes em sua vida para a chegada dos 40 anos. Ao todo, ela calcula que entre 400 e 500 pessoas compareçam à noitada. “Quero que a festa tenha a minha cara, não faço questão que seja um mega evento”, afirma. Esposa do presidente do Jockey Clube de São Paulo, Paula escolheu a cocheira do local para reunir os convidados.
“As pessoas vão sair cansadas de tanto se divertir”, diz, cheia de expectativa. A aniversariante revela que não abriu mão da champanhe rosê e do brigadeiro para a festa. “São coisas que eu amo, é uma festa personalizada”.
Paula também não abriu mão da superstição para atrair energias positivas. “Dia 29 é dia de comer nhoque para dar sorte. Fiz questão de colocar o prato no cardápio”, conta. Apesar de ter nascido no dia 29 de fevereiro, a empresária foi registrada no dia 1º de março. “Em anos bissextos, recebo parabéns triplos. As pessoas me ligam nos dias 28, 29 e 1º."
Comemoração inversa
Sérgio Luiz Bambace completa 68 anos no dia 29 de fevereiro e pretende reunir a família em São Paulo. Como tem um filho nascido no dia 28 de fevereiro, normalmente festejar o aniversário um dia antes. “Mas, neste ano, meu filho que vem comemorar comigo”, diz o professor universitário aposentado e diretor teatral.
Como a data acontece apenas a cada quatro anos, Bambace divide a idade por quatro e brinca dizendo que é o caçula da família.
Sem desculpa para esquecer
Anabella diz que gosta de comemorar o aniversário no dia 28 de fevereiro. “Às vezes, familiares que acabam esquecendo e me parabenizam no dia 1º de março. Nem posso ficar chateada, já que não estão errados”, afirma
Este ano não há desculpa para o esquecimento. “Quando não é bissexto passo dois dias esperando cumprimentos.”
O "dia extra"
Esse dia a mais acontece a cada quatro anos, sempre em fevereiro. A explicação: a Terra demora 365 dias e seis horas para dar uma volta completa em torno do Sol. A cada quatro anos é feita a compensação dessas seis horas, com o acréscimo de um dia no calendário; é o 29 de fevereiro.
“Sem esse ajuste, o calendário ficaria defasado com o passar dos anos e as estações teriam início fora do período adequado”, explica Ana Maria Zodi, pesquisadora de visão de astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Numerologia
A numeróloga Claudete Muze contou ao G1 que os nascidos em 29 de fevereiro são extremistas. “Ou eles estão muito felizes ou muito tristes, ou amam profundamente ou odeiam”, afirma.
Segundo Claudete, eles acreditam intensamente em suas opiniões e crenças. "Possuem intuição, intelectualidade, inspiração e idealismo para alcançarem suas metas. São pessoas de difícil convivência, porque tendem a ter mudanças repentinas de humor."
segunda-feira, janeiro 28, 2008
CÉU COR-DE-ROSA - Quarteto Em Cy

Ontem
Na tarde formosa
No céu cor-de-rosa
Longe, longe
Divagando e pensando em ti
Tuas juras de amor eu recolherei
Melancolicamente
Lembrei o passado
Procurei-te ao meu lado
Triste sonho
Como o sol no poente morreu
Assim minh'alma escureceu
Na solidão
Noite, noite em meu coração
Ontem
Revendo as lembranças do passado
Eu quis procurar-te ao meu lado, eu quis
Sonho em vão
Teu calor eu não senti
Como o sol no poente ficou
Assim o amor já se apagou
Desilusão
Noite, noite em meu coração
sexta-feira, janeiro 18, 2008
A Pena de Forrest Gump
- Vó?
- Oi!
- Ontem eu vi aquele filme que você gosta.
- Qual, minha querida? (como se não houvesse muitos filmes que a Vovó amava).
- Aquele daquele homem que é meio bobo e fica contando histórias no ponto de ônibus...
- Ah, sei ... Forrest Gump...
- Isso.
- E você gostou do filme?
- Gostei, mas não entendi uma coisa...
- O que?
- Quando começa o filme, tem uma pena voando, que voa, voa, e cai no colo do Forrest Gump. Ele guarda "ela"no livro e começa a contar a história para um monte de gente.
- Exato.
- Então, no final, ele abre o livro e ela sai voando outra vez. Para que serve essa pena, heim, Vovó?
- Bem, pituquinha, ele explica isso no final. Talvez você não tenha percebido.
- Acho que não.
- Forrest Gump não é uma pessoa igual às outras: ele tem uma inteligência limítrofe. Não fale que ele é meio bobo que isso é muito feio. Ele tem uma inteligência de uma criança de cinco anos, por isso tem dificuldade de entender as coisas como as outras pessoas. Ë um homem grande com a cabeça de uma criança, não é meio bobo ou retardado, tá bom?
- Tá.
- Você quer saber por que a pena começa o filme voando até pousar no colo do Forrest Gump, e depois sai voando de novo, não é?
- Isso.
- Então..., no final do filme, ele conta que na sua vida houve duas pessoas que o influenciaram muito: uma foi a sua mãe, o outro, seu amigo que ele conheceu na guerra do Vietnã, que é o tenente Dan. A mãe ensinou para ele que ter uma deficiência não é desculpa para desistir da vida. Ela se recusou a colocá-lo em uma escola para deficientes, e sempre empurrou o filho para frente, sempre ensinou-o a não se conformar com as suas próprias limitações. Forrest foi para a escola, estudou, teve um problema na coluna que o obrigou a usar aquele aparelho horrível, você se lembra?
- Lembro sim.
- Tem uma cena que a Vovó gosta demais nesse filme, que é aquela em que os meninos valentões correm atrás dele numa caminhonete. Eles querem zoar com ele e até machucá-lo, e a sua amiguinha grita para o menino: Corra, Forrest, corra! E ele sai correndo, de aparelho e tudo, a caminhonete atrás dele, os meninos gritando..., à medida que ele corria, o aparelho vai caindo, pedaço por pedaço, e quanto mais ele se livrava do aparelho ortopédico, mais rápido ele conseguia correr, mais ele deslanchava, até entrar correndo em um campo gramado e sumir ao longe, deixando para trás os seus perseguidores...
- Vó?
- Oi?
- Você está chorando?
- Não, ..., não querida, é que a vovó esqueceu de pingar o colírio dela (falou isso enquanto enxugava furtivamente algumas lágrimas).
- Por que você gosta tanto dessa cena, Vovó?
- Porque Vovó acha essa cena muito emocionante, muito alegórica.
- Alê o que?
Riu-se, gostosamente.
- Alegórica. Quer dizer que ela tem um significado maior do que está na tela.
- Qual o significado?
- Na vida, a gente fica tentando endireitar tudo, minha querida, e às vezes temos que passar muito, muito medo para podermos nos livrar de nossos aparelhos, de nossas muletas. Forrest descobre que já está pronto, que pode correr como ninguém, como ninguém, e mais longe do que qualquer menino valentão e bobo que se acha grande coisa ...
Olhou para a neta, que a olhava fixamente.
- Desculpe, querida, acho que me empolguei um pouco.
- Vó?
- Oi!
- É para isso que temos medo?
- Acho que sim.
- Temos medo para tirar as muletas?
- E os aparelhos. E ir para frente.
- Legal.
- Vó?
- Fala.
- E a pena?
- É mesmo, já ía me esquecendo... então, eu falei que a mãe de Forrest Gump o ensinou a nunca sentar sobre seus problemas, a nunca se intimidar com as suas dificuldades. Ela ensinou para ele que, na vida, Deus dá uma série de cartas para a gente jogar o jogo, e temos que aproveitar as nossas cartas do melhor jeito possível.
- E a pena?
- Já vai, já vai... a outra pessoa importante na vida de Forrest Gump é seu amigo, tenente Dan. Juntos, eles foram para a guerra, tiveram um pesqueiro, montaram uma empresa e ficaram muito ricos. E o tenente Dan ensinou que na vida, a gente é como uma peninha levada pelo vento, de um lado para outro, e nunca tem como descobrir para onde vai o sopro de Deus..., nunca a gente sabe para que lado vai a pena.
Fez um silêncio grave.
- Como assim?
- Quando você crescer, vai perceber como nosso destino é caprichoso, meu bem. Um dia estamos aqui, outro dia estamos lá, como se tivesse um gozador assoprando a vida para lá e para cá, para lá e para cá.(Fez um movimento com a mão, simulando a pena indo e voltando. A menina acompanhou o movimento com os olhos).
- Quer dizer que a gente não sabe para onde vai essa pena ?
Trouxe-a para mais perto.
- A gente não sabe... mas sabe, quando a gente chega na idade que chegou a Vovó aqui, podemos perceber os caminhos misteriosos que a pena toma no ar, até pousar, segura, no colo de Deus. Mas isso a gente só descobre depois de passar muito tempo tentando adivinhar: qual a direção do vento? Qual a umidade relativa do ar? Qual o peso da pena? Como o Caos vai comandar a direção que a pena vai tomar?
Coçou a cabeça, em seu gesto característico.
- Vó?
- Oi!
- O que acontece quando a gente pára de tentar adivinhar para onde vai essa pena?
- A gente se deixa levar pelo vento, minha querida.
- Quer dizer que você dá razão para a mãe e para o amigo do Forrest?
Olhou com uma agradável sensação de surpresa.
- Isso mesmo! Como você é esperta! Eu dou, mesmo, razão para os dois. A gente joga da melhor forma que puder, com o máximo de empenho, mas também respeita as linhas do vento. Gostou?
- Gostei, gostei muito... sabe, Vó, é tão bom ter você... será que um dia esse vento vai te levar para longe de mim?
Estremeceu ligeiramente.
- Não, meu bem... por mais longe que vão nossas penas, nosso coração vai estar sempre perto um do outro, tá bom?
- Tá bom.
Ficaram num silêncio de fim de conversa.
- Eu vou brincar um pouco, tá?
- Isso, vai brincar de Forrest Gump.
- Vou correr até cansar.
- Isso. Vai mesmo.
Mal conseguiu disfarçar a voz embargada de lágrimas.
- Oi!
- Ontem eu vi aquele filme que você gosta.
- Qual, minha querida? (como se não houvesse muitos filmes que a Vovó amava).
- Aquele daquele homem que é meio bobo e fica contando histórias no ponto de ônibus...
- Ah, sei ... Forrest Gump...
- Isso.
- E você gostou do filme?
- Gostei, mas não entendi uma coisa...
- O que?
- Quando começa o filme, tem uma pena voando, que voa, voa, e cai no colo do Forrest Gump. Ele guarda "ela"no livro e começa a contar a história para um monte de gente.
- Exato.
- Então, no final, ele abre o livro e ela sai voando outra vez. Para que serve essa pena, heim, Vovó?
- Bem, pituquinha, ele explica isso no final. Talvez você não tenha percebido.
- Acho que não.
- Forrest Gump não é uma pessoa igual às outras: ele tem uma inteligência limítrofe. Não fale que ele é meio bobo que isso é muito feio. Ele tem uma inteligência de uma criança de cinco anos, por isso tem dificuldade de entender as coisas como as outras pessoas. Ë um homem grande com a cabeça de uma criança, não é meio bobo ou retardado, tá bom?
- Tá.
- Você quer saber por que a pena começa o filme voando até pousar no colo do Forrest Gump, e depois sai voando de novo, não é?
- Isso.
- Então..., no final do filme, ele conta que na sua vida houve duas pessoas que o influenciaram muito: uma foi a sua mãe, o outro, seu amigo que ele conheceu na guerra do Vietnã, que é o tenente Dan. A mãe ensinou para ele que ter uma deficiência não é desculpa para desistir da vida. Ela se recusou a colocá-lo em uma escola para deficientes, e sempre empurrou o filho para frente, sempre ensinou-o a não se conformar com as suas próprias limitações. Forrest foi para a escola, estudou, teve um problema na coluna que o obrigou a usar aquele aparelho horrível, você se lembra?
- Lembro sim.
- Tem uma cena que a Vovó gosta demais nesse filme, que é aquela em que os meninos valentões correm atrás dele numa caminhonete. Eles querem zoar com ele e até machucá-lo, e a sua amiguinha grita para o menino: Corra, Forrest, corra! E ele sai correndo, de aparelho e tudo, a caminhonete atrás dele, os meninos gritando..., à medida que ele corria, o aparelho vai caindo, pedaço por pedaço, e quanto mais ele se livrava do aparelho ortopédico, mais rápido ele conseguia correr, mais ele deslanchava, até entrar correndo em um campo gramado e sumir ao longe, deixando para trás os seus perseguidores...
- Vó?
- Oi?
- Você está chorando?
- Não, ..., não querida, é que a vovó esqueceu de pingar o colírio dela (falou isso enquanto enxugava furtivamente algumas lágrimas).
- Por que você gosta tanto dessa cena, Vovó?
- Porque Vovó acha essa cena muito emocionante, muito alegórica.
- Alê o que?
Riu-se, gostosamente.
- Alegórica. Quer dizer que ela tem um significado maior do que está na tela.
- Qual o significado?
- Na vida, a gente fica tentando endireitar tudo, minha querida, e às vezes temos que passar muito, muito medo para podermos nos livrar de nossos aparelhos, de nossas muletas. Forrest descobre que já está pronto, que pode correr como ninguém, como ninguém, e mais longe do que qualquer menino valentão e bobo que se acha grande coisa ...
Olhou para a neta, que a olhava fixamente.
- Desculpe, querida, acho que me empolguei um pouco.
- Vó?
- Oi!
- É para isso que temos medo?
- Acho que sim.
- Temos medo para tirar as muletas?
- E os aparelhos. E ir para frente.
- Legal.
- Vó?
- Fala.
- E a pena?
- É mesmo, já ía me esquecendo... então, eu falei que a mãe de Forrest Gump o ensinou a nunca sentar sobre seus problemas, a nunca se intimidar com as suas dificuldades. Ela ensinou para ele que, na vida, Deus dá uma série de cartas para a gente jogar o jogo, e temos que aproveitar as nossas cartas do melhor jeito possível.
- E a pena?
- Já vai, já vai... a outra pessoa importante na vida de Forrest Gump é seu amigo, tenente Dan. Juntos, eles foram para a guerra, tiveram um pesqueiro, montaram uma empresa e ficaram muito ricos. E o tenente Dan ensinou que na vida, a gente é como uma peninha levada pelo vento, de um lado para outro, e nunca tem como descobrir para onde vai o sopro de Deus..., nunca a gente sabe para que lado vai a pena.
Fez um silêncio grave.
- Como assim?
- Quando você crescer, vai perceber como nosso destino é caprichoso, meu bem. Um dia estamos aqui, outro dia estamos lá, como se tivesse um gozador assoprando a vida para lá e para cá, para lá e para cá.(Fez um movimento com a mão, simulando a pena indo e voltando. A menina acompanhou o movimento com os olhos).
- Quer dizer que a gente não sabe para onde vai essa pena ?
Trouxe-a para mais perto.
- A gente não sabe... mas sabe, quando a gente chega na idade que chegou a Vovó aqui, podemos perceber os caminhos misteriosos que a pena toma no ar, até pousar, segura, no colo de Deus. Mas isso a gente só descobre depois de passar muito tempo tentando adivinhar: qual a direção do vento? Qual a umidade relativa do ar? Qual o peso da pena? Como o Caos vai comandar a direção que a pena vai tomar?
Coçou a cabeça, em seu gesto característico.
- Vó?
- Oi!
- O que acontece quando a gente pára de tentar adivinhar para onde vai essa pena?
- A gente se deixa levar pelo vento, minha querida.
- Quer dizer que você dá razão para a mãe e para o amigo do Forrest?
Olhou com uma agradável sensação de surpresa.
- Isso mesmo! Como você é esperta! Eu dou, mesmo, razão para os dois. A gente joga da melhor forma que puder, com o máximo de empenho, mas também respeita as linhas do vento. Gostou?
- Gostei, gostei muito... sabe, Vó, é tão bom ter você... será que um dia esse vento vai te levar para longe de mim?
Estremeceu ligeiramente.
- Não, meu bem... por mais longe que vão nossas penas, nosso coração vai estar sempre perto um do outro, tá bom?
- Tá bom.
Ficaram num silêncio de fim de conversa.
- Eu vou brincar um pouco, tá?
- Isso, vai brincar de Forrest Gump.
- Vou correr até cansar.
- Isso. Vai mesmo.
Mal conseguiu disfarçar a voz embargada de lágrimas.
terça-feira, janeiro 01, 2008
"Ano-novo, vida nova"
"Vida nova" é expressão que exige planejamento
Todo mundo sempre costuma repetir: "Ano-novo, vida nova". Mas até que ponto sabemos realmente medir o peso desta afirmação e a colocamos em prática?
Se no ano que passou, você não conseguiu atingir suas metas, concretizar sonhos, acumulou mágoas e não superou desafios inesperados, agora é a hora de abrir as janelas da mente e do coração para o futuro.
É importante captar mensagens externas e não esquecer de olhar para dentro de si porque o caminho para uma vida nova passa, impreterivelmente, por nosso universo interior.
A mutação de seu momento atual, enfim, depende exclusivamente de você. Depende do seu trabalho mental, em acreditar e realizar. Nada, nem ninguém poderá fazer isso por você. A ajuda pode, sim, vir de fora, mas o impulso deve partir de você.
Independentemente de sua situação atual. Em primeiro lugar, questione com honestidade: "Eu realmente quero mudar minha vida?" Se a sua resposta for afirmativa, então é hora de mexer-se porque o ano-novo está aí.
Para que isto dê realmente certo, é necessário, antes de tudo, se permitir mudar. O próximo passo é derrubar aquelas barreiras internas tão prejudiciais, como o preconceito consigo próprio, o medo, a inveja e o rancor. E, não esqueça, o mundo ao seu redor apenas reflete o que você é.
Falsidade
Se acha, por exemplo, que o amigo ao seu lado é falso com você, é porque você também tem sua parcela de falsidade em jogo. Reflita sobre isso.
Quer mudar? Então jogue no lixo conceitos e posturas do passado. Dê oportunidade para a felicidade entrar em sua vida. Mentalize isso diariamente.
Convicções podem limitar conquistas dos objetivos
Compreendendo de que modo seus pensamentos e convicções operam, você será capaz de ver como algumas das convicções limitadoras que mantém o afastam da conquista dos seus objetivos, observa Bruce I. Doyle em "Antes que Você Pense Outra Coisa" (Editora Cultrix).
Essas convicções, completa, podem ser removidas. "Compreender que você tem uma assinatura energética derivada das suas convicções o ajudará a entender como atrai certos acontecimentos, circunstâncias e relacionamentos para sua vida", ressalta. Conforme Doyle, quando mudamos nossas convicções, conseguimos atrair experiências novas e muito mais desejáveis.
A chamada forma-pensamento, afirma Doyle, é fator determinante nas realizações de vida. "Os pensamentos ou idéias podem parecer que residam na sua cabeça, mas, na realidade, cada pensamento existe como uma minúscula onda de energia chamada forma-pensamento." Esta forma-pensamento vibra numa freqüência energética não perceptível aos seres humanos e elas são responsáveis pela concretização de nossos desejos. É como se o ser humano fosse uma estação de rádio, que transmite para o universo seus desejos, que, por sua vez, os devolve para você.
"Se você acredita que é pobre, pode imaginar-se rico? Se acredita que é gordo, pode imaginar-se magro?", questiona Doyle.
Quando colocamos a atenção em determinados aspectos de nossas vidas, eles tendem a se expandir. Por exemplo, quando queremos trocar o carro. Imediatamente, muitas coisas sobre carros irão desfilar diante de seus olhos. Isso fica ainda mais evidente quando temos algum modelo definido em mente. Já reparou isso? Ao mesmo tempo em que uma pessoa com peso acima do ideal não consegue emagrecer porque a vida inteira sempre repetiu: "Eu não consigo emagrecer de jeito algum".
Todo mundo sempre costuma repetir: "Ano-novo, vida nova". Mas até que ponto sabemos realmente medir o peso desta afirmação e a colocamos em prática?
Se no ano que passou, você não conseguiu atingir suas metas, concretizar sonhos, acumulou mágoas e não superou desafios inesperados, agora é a hora de abrir as janelas da mente e do coração para o futuro.
É importante captar mensagens externas e não esquecer de olhar para dentro de si porque o caminho para uma vida nova passa, impreterivelmente, por nosso universo interior.
A mutação de seu momento atual, enfim, depende exclusivamente de você. Depende do seu trabalho mental, em acreditar e realizar. Nada, nem ninguém poderá fazer isso por você. A ajuda pode, sim, vir de fora, mas o impulso deve partir de você.
Independentemente de sua situação atual. Em primeiro lugar, questione com honestidade: "Eu realmente quero mudar minha vida?" Se a sua resposta for afirmativa, então é hora de mexer-se porque o ano-novo está aí.
Para que isto dê realmente certo, é necessário, antes de tudo, se permitir mudar. O próximo passo é derrubar aquelas barreiras internas tão prejudiciais, como o preconceito consigo próprio, o medo, a inveja e o rancor. E, não esqueça, o mundo ao seu redor apenas reflete o que você é.
Falsidade
Se acha, por exemplo, que o amigo ao seu lado é falso com você, é porque você também tem sua parcela de falsidade em jogo. Reflita sobre isso.
Quer mudar? Então jogue no lixo conceitos e posturas do passado. Dê oportunidade para a felicidade entrar em sua vida. Mentalize isso diariamente.
Convicções podem limitar conquistas dos objetivos
Compreendendo de que modo seus pensamentos e convicções operam, você será capaz de ver como algumas das convicções limitadoras que mantém o afastam da conquista dos seus objetivos, observa Bruce I. Doyle em "Antes que Você Pense Outra Coisa" (Editora Cultrix).
Essas convicções, completa, podem ser removidas. "Compreender que você tem uma assinatura energética derivada das suas convicções o ajudará a entender como atrai certos acontecimentos, circunstâncias e relacionamentos para sua vida", ressalta. Conforme Doyle, quando mudamos nossas convicções, conseguimos atrair experiências novas e muito mais desejáveis.
A chamada forma-pensamento, afirma Doyle, é fator determinante nas realizações de vida. "Os pensamentos ou idéias podem parecer que residam na sua cabeça, mas, na realidade, cada pensamento existe como uma minúscula onda de energia chamada forma-pensamento." Esta forma-pensamento vibra numa freqüência energética não perceptível aos seres humanos e elas são responsáveis pela concretização de nossos desejos. É como se o ser humano fosse uma estação de rádio, que transmite para o universo seus desejos, que, por sua vez, os devolve para você.
"Se você acredita que é pobre, pode imaginar-se rico? Se acredita que é gordo, pode imaginar-se magro?", questiona Doyle.
Quando colocamos a atenção em determinados aspectos de nossas vidas, eles tendem a se expandir. Por exemplo, quando queremos trocar o carro. Imediatamente, muitas coisas sobre carros irão desfilar diante de seus olhos. Isso fica ainda mais evidente quando temos algum modelo definido em mente. Já reparou isso? Ao mesmo tempo em que uma pessoa com peso acima do ideal não consegue emagrecer porque a vida inteira sempre repetiu: "Eu não consigo emagrecer de jeito algum".
domingo, dezembro 30, 2007
O Mundo
Queria ver o mundo,
Um mundo tranqüilo.
Queria ver o mundo,
Um mundo verdadeiro.
Não passageiro.
Um mundo real,
Que possamos ter orgulho
De vivermos neste mundo.
Queria ver o mundo,
Um mundo legal.
Que ninguém faça o mal.
Queria ver o mundo
Um mundo com pessoas,
Que sejam normais,
Que possam ajudar umas às outras.
Queria ver o mundo,
Do meu modo,
O meu modo de sonhar.
Este é o meu mundo.
O mundo imaginário.
Jorge Livio Garcia
Um mundo tranqüilo.
Queria ver o mundo,
Um mundo verdadeiro.
Não passageiro.
Um mundo real,
Que possamos ter orgulho
De vivermos neste mundo.
Queria ver o mundo,
Um mundo legal.
Que ninguém faça o mal.
Queria ver o mundo
Um mundo com pessoas,
Que sejam normais,
Que possam ajudar umas às outras.
Queria ver o mundo,
Do meu modo,
O meu modo de sonhar.
Este é o meu mundo.
O mundo imaginário.
Jorge Livio Garcia
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Ano-Novo
O Ano-Novo é um evento que acontece quando uma cultura celebra o fim de um ano e o começo do próximo. Todas culturas que têm calendários anuais celebram o "Ano-Novo". A celebração do evento é também chamada réveillon, termo oriundo do verbo réveiller, que em francês significa "despertar".
A comemoração ocidental tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1º de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces - uma voltada para frente e a outra para trás.
Celebrações modernas de Ano-Novo
1º de janeiro: Culturas ocidentais nas quais o ano começa em janeiro.
Em Nova Iorque a celebração mais famosa de Ano-Novo é a de Times Square - onde uma bola gigante começa a descer às 23 horas e 59 minutos até atingir o prédio em que está instalada, marcando exatamente zero hora (00:00:00).
No Rio de Janeiro a celebração mais famosa é a dos fogos de artifício em Copacabana. Milhares de cariocas e turistas juntam-se nas ruas à beira-mar e nas praias para assistirem ao interminável espectáculo, que começa prontamente à meia-noite do novo ano.
Em São Paulo a Avenida Paulista é o palco de atrações e queima de fogos. Em 31 de Dezembro de 2005, a festa reuniu mais de dois milhões de pessoas.
Na Escócia há muitos costumes especiais associados ao Ano-Novo - como a tradição de ser a primeira pessoa a pisar a propriedade do vizinho, conhecida como first-footing (primeira pisada). São também dados presentes simbólicos para desejar boa sorte, incluindo biscoitos.
Em muitos países, as pessoas têm o costume de soltar fogos de artifício em suas casas, como é o caso do Brasil, dos Países Baixos e de outros países europeus.
Muitas pessoas tomam decisões de Ano-Novo, ou fazem promessas de coisas que esperam conseguir no novo ano. Elas podem desejar perder peso, parar de fumar, economizar dinheiro e arrumar um amor para suas vidas.
Em países de língua inglesa, cantar e/ou tocar a música Auld Lang Syne é muito popular logo após a meia-noite.
No antigo Egito, há 3750 anos antes de Cristo! A estrela Sirius alinhava-se com a estrela Canopus no rumo Sul ao centro da Via-Láctea; exatamente à zero-hora sobre as Pirâmides de Guiza.
O calendário egípcio deu lugar ao cristão. O primeiro minuto de janeiro, abre-se a janela do Ano-Novo! *** Orion * Sirius. Até os dias de hoje.
"Feliz Ano-Novo" em outras línguas
Alemão: Glückliches Neues Jahr
Dinamarquês: Nytar
Espanhol: Feliz Año Nuevo
Esperanto: Feliĉigan Novan Jaron
Francês: Heureuse Nouvelle Année
Galego: Feliz Aninovo
Hebraico: Shaná Tová
Inglês: Happy New Year
Italiano: Buon Anno - Felice Anno Nuovo
Japonês: akemashite omedetou gozaimasu
Russo: Счастливого Нового Года {Schastlivovo Novovo Goda}
Búlgaro: Честита Нова Година /Chestita Nova Godina/
Sueco: Gott nytt år
Catalao: Bon any nou!!
A comemoração ocidental tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1º de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces - uma voltada para frente e a outra para trás.
Celebrações modernas de Ano-Novo
1º de janeiro: Culturas ocidentais nas quais o ano começa em janeiro.
Em Nova Iorque a celebração mais famosa de Ano-Novo é a de Times Square - onde uma bola gigante começa a descer às 23 horas e 59 minutos até atingir o prédio em que está instalada, marcando exatamente zero hora (00:00:00).
No Rio de Janeiro a celebração mais famosa é a dos fogos de artifício em Copacabana. Milhares de cariocas e turistas juntam-se nas ruas à beira-mar e nas praias para assistirem ao interminável espectáculo, que começa prontamente à meia-noite do novo ano.
Em São Paulo a Avenida Paulista é o palco de atrações e queima de fogos. Em 31 de Dezembro de 2005, a festa reuniu mais de dois milhões de pessoas.
Na Escócia há muitos costumes especiais associados ao Ano-Novo - como a tradição de ser a primeira pessoa a pisar a propriedade do vizinho, conhecida como first-footing (primeira pisada). São também dados presentes simbólicos para desejar boa sorte, incluindo biscoitos.
Em muitos países, as pessoas têm o costume de soltar fogos de artifício em suas casas, como é o caso do Brasil, dos Países Baixos e de outros países europeus.
Muitas pessoas tomam decisões de Ano-Novo, ou fazem promessas de coisas que esperam conseguir no novo ano. Elas podem desejar perder peso, parar de fumar, economizar dinheiro e arrumar um amor para suas vidas.
Em países de língua inglesa, cantar e/ou tocar a música Auld Lang Syne é muito popular logo após a meia-noite.
No antigo Egito, há 3750 anos antes de Cristo! A estrela Sirius alinhava-se com a estrela Canopus no rumo Sul ao centro da Via-Láctea; exatamente à zero-hora sobre as Pirâmides de Guiza.
O calendário egípcio deu lugar ao cristão. O primeiro minuto de janeiro, abre-se a janela do Ano-Novo! *** Orion * Sirius. Até os dias de hoje.
"Feliz Ano-Novo" em outras línguas
Alemão: Glückliches Neues Jahr
Dinamarquês: Nytar
Espanhol: Feliz Año Nuevo
Esperanto: Feliĉigan Novan Jaron
Francês: Heureuse Nouvelle Année
Galego: Feliz Aninovo
Hebraico: Shaná Tová
Inglês: Happy New Year
Italiano: Buon Anno - Felice Anno Nuovo
Japonês: akemashite omedetou gozaimasu
Russo: Счастливого Нового Года {Schastlivovo Novovo Goda}
Búlgaro: Честита Нова Година /Chestita Nova Godina/
Sueco: Gott nytt år
Catalao: Bon any nou!!
sábado, dezembro 22, 2007
Olhos de Farol
Ney Matogrosso
Composição: Ronaldo Bastos - Flávio Henrique
Por que só vens de madrugada
E nunca estás por onde eu vou?
Somente em sonhos vi a luz
Da lua cheia
O canto da sereia
No breu da noite eu sei que
Reinas a me refletir
Olhos de farol
Porque tu és a lua e eu sou o sol
Porque só brilhas quando eu durmo
Sou condenado a te perder
Eu só queria ver andar na ventania
Luar do meio-dia
Na minha fantasia, ainda sou teu pierrô
E disfarço mal
A lágrima de amor no carnaval
Eu te vi em sonhos
A boiar no meu jardim
Lua de cetim entre os lençóis
E no céu sem nuvens
Podem as miragens
Se tornar reais e são dois sóis
Eu te vi rainha
Dona de nós
Imitar a voz dos rouxinóis
E no céu em chamas
Podem as miragens
Se tornar reais e são dois sóis
Composição: Ronaldo Bastos - Flávio Henrique
Por que só vens de madrugada
E nunca estás por onde eu vou?
Somente em sonhos vi a luz
Da lua cheia
O canto da sereia
No breu da noite eu sei que
Reinas a me refletir
Olhos de farol
Porque tu és a lua e eu sou o sol
Porque só brilhas quando eu durmo
Sou condenado a te perder
Eu só queria ver andar na ventania
Luar do meio-dia
Na minha fantasia, ainda sou teu pierrô
E disfarço mal
A lágrima de amor no carnaval
Eu te vi em sonhos
A boiar no meu jardim
Lua de cetim entre os lençóis
E no céu sem nuvens
Podem as miragens
Se tornar reais e são dois sóis
Eu te vi rainha
Dona de nós
Imitar a voz dos rouxinóis
E no céu em chamas
Podem as miragens
Se tornar reais e são dois sóis
sexta-feira, novembro 23, 2007
O que acontecerá em 2008?
Por: Graziella Marraccini
info@astrosirius.com.br
Chegamos perto do final do ano e as pessoas começam a sentir uma espécie de estranho frenesi que é gerado não somente pela excitação das festas e das férias, mas também pelo fato que, ao mudarmos de data em nosso calendário, temos a impressão que precisamos fazer algo novo, precisamos fazer promessas para o ano que está chegando.
Como faço todos os anos, estou começando a preparar as previsões astrológicas para 2008, cujo regente será o planeta Marte. Em breve essas previsões estarão publicadas no STUM e todos poderão lê-las. Porém, o que me chama a atenção neste momento são os emails alarmistas que recebo e que refletem a insegurança e o medo de muitos dos internautas em relação ao futuro. Recebo e-mails de pessoas que esperam o ‘final dos tempos’ em breve e que indicam até datas prováveis para que isso aconteça. Recebo e-mails de pessoas que me pedem para verificar se astrologicamente num determinado ‘dia’ dos próximos anos - resultado de pesquisas esotéricas ou outras revelações antigas ou atuais - o mundo irá acabar! Em geral, os e-mails são inteiramente pessimistas quanto ao futuro da humanidade!
Sinceramente, eu sou uma incorrigível otimista e não creio que o mundo irá acabar em breve e nem que ele irá acabar de uma hora para outra. Creio, sim, que estamos vivenciando um período de superposição de eras e que essa superposição provoca e provocará ainda profundas transformações em nosso planeta. A diferença entre os outros períodos perturbados que a humanidade já vivenciou e esse que nós vivenciamos agora, é que, antigamente, a mídia era bem mais precária e as noticias não se espalhavam com tanta facilidade; portanto, as pessoas se alarmavam menos do que agora. Ou pelo menos, quando uma notícia de ‘final do mundo’ circulava, ela atingia um numero menor de pessoas. É a mídia que espalha as notícias com tanta rapidez!
Realmente estamos vivendo uma transição muito importante. Em artigo publicado em junho de 2004 no site e intitulado “Será que a Era de Aquário já chegou?”, eu explicava o fenômeno precessional - ou seja a passagem das Eras - do ponto de vista astrológico (e astronômico). Muitas pessoas, na passagem do ano 2000, anunciaram o apocalipse, o final dos tempos! E nada aconteceu, o mundo continuou se curso como antes! A palavra apocalipse vem de grego “apoca’lipsis” que quer dizer, literalmente: “levantar o véu”. Isso significa portanto que nós estamos vivenciando um período em que os véus sobre os mistérios da humanidade serão retirados. Levantar o véu significa revelar, desvendar, descobrir, fazer a Luz sobre a Escuridão. Infelizmente, essa palavra tomou um sentido de Fim do Mundo. No entanto, creio eu, nós estamos começando a compreender melhor o que significam as noções de Deus e do Diabo! Estamos levantando o véu da ignorância onde fomos mantidos por tantos séculos e começamos a enveredar de olhos bem abertos no caminho da Consciência Cósmica. A Bíblia fala em apocalipse e descreve os quatro cavaleiros da Apocalipse que virão dos quatro cantos do mundo, dos quatro quadrantes, para semear guerra e destruição.
Mas não seriam esses os cavaleiros que fariam cair as barreiras entre as nações, que viriam nos abrir os olhos para nos revelar, enfim, que Todos nós somos UM? Os cavaleiros não estariam chegando simplesmente para o nosso próprio bem? Eu, sinceramente, veja a coisa dessa forma. Compreendo que nenhuma mudança se faz sem uma grande bagunça, um enorme transtorno. Se vocês já mudaram de casa (ou pior, de país, como aconteceu comigo mais de uma vez) sabem o transtorno que isso ocasiona! Além da apreensão sobre o novo local onde iremos nos instalar, existe o medo de não gostar do ambiente novo, de não encontrar um bom espaço para todas as coisas que possuímos; temores e tensão são causados pela incerteza e, enfim, porque ninguém gosta de se mudar a menos que saibamos com certeza o que nos espera no outro lugar. Ou seja, a ansiedade e o mal-estar são gerados pela transformação que sofremos em nosso dia-a-dia, mesmo se a mudança for desejada.
Não seria diferente, então, com a humanidade que, como um todo, passa pela mudança de eras astrológicas: deixamos a Era de Peixes e ingressamos na Era de Aquário. Estamos nesse período de transposição de Eras. Devemos nos preparar então para essa nova “casa” que virá, devemos mudar nossos hábitos, iniciarmos a desenvolver uma consciência coletiva ao mesmo tempo em que pensamos sobre nossa evolução pessoa. A mudança somente será bem sucedida se mudarmos a maneira de pensar e agir, pensando no bem do Todo com os ideais típicos de Aquário: igualdade, liberdade e fraternidade. “Ame ao seu próximo como a si mesmo”, disse Jesus, e ele já anunciava o trabalho a ser feito para a Era de Aquário.
Mas, como ele foi um profeta da Era de Peixes, pregava o sacrifício de si próprio para o bem do Todo. Dê a outra face, dizia ele: que dificuldade. No entanto, ele se sacrificou para o bem de todos! Eu tenho por mim que um novo profeta virá demonstrar os ensinamentos que precisaremos aprender na Era de Aquário, ou mesmo mais de um: por que não vários, espalhados pelo mundo?
E porque eles não viriam ‘de fora’ como já aconteceu no passado? A humanidade sempre precisa ‘ver para crer’, e, portanto, irão precisar de um Guia. Mesmo se podemos atualmente desvendar os ‘segredos com facilidade’ (eles nos são revelados em livros e até DVDs!); mesmo se temos acesso ao conhecimento oculto e às filosofias provenientes das várias religiões do mundo inteiro, ainda assim precisamos de algo concreto para ‘nos abrir os olhos’.
Creio que é por causa disso que estamos ‘vendo’ que o clima mundial está mudando, tornando-se cada vez mais imprevisível com fenômenos destrutivos, que as guerras continuam com a maior força como se os povos nada tivessem apreendido do passado, que os vírus se espalham pela terra e matam cada vez mais, apesar dos avanços da medicina, que o fogo sai do controle e causa destruições em massa e que, finalmente, os homens parecem se entendem cada vez menos! Alguns, no entanto, os mais evoluídos espiritualmente (não ouso dizer ‘os eleitos’), se juntam em grupos, se mobilizam para fazer algo para ajudar a Terra e procuram compreender a razão de tanta destruição. Nunca se produziu tanta riqueza no mundo, e nunca a miséria foi tamanha! Por quê? Porque precisamos ‘abrir os olhos’ e somente a dor e o sofrimento poderão fazer isso. Com o sofrimento vem a esperança, com ela a necessidade do conhecimento e, conseqüentemente, a queda dos véus! Cada vez mais pessoas estão ‘abrindo os olhos’, procuram respostas para suas indagações espirituais. É chegado o momento da revelação, da Luz. Percebo à minha volta um interesse maior nos assuntos esotéricos e isso já é um indicio da mudança dos tempos. As pessoas se juntam em grupos, pesquisam, estudam, procuram nos livros, divulgam suas pesquisas na Internet, procuram conhecer melhor as filosofias e as religiões de outros povos, em busca das respostas para acalmar a inquietude que se apodera de seus corações. Não estou falando do surgimento de um determinado tipo de fanatismo religioso (que infelizmente existe), mas do sentimento de União com Ele, com o UNO. Quando falamos em levantar os véus falamos de esoterismo, e falamos daquelas doutrinas e conhecimentos que antigamente eram destinados a poucos iniciados que recebiam as revelações sob juramento, reunidos em sociedades secretas. Poucos tinham acesso aos mistérios! A Igreja manteve nas bibliotecas do Vaticano inúmeros mistérios guardados em manuscritos e livros. Quem não leu o livro de Umberto Eco “O Nome da Rosa”? Hoje em dia, no entanto, ninguém mais se espanta, se um conhecido lhe revela pertencer à Maçonaria, à Ordem Rosa Cruz, ao Circulo do Pensamento Esotérico, ou a outro grupo de estudos esotéricos. Pelo contrário, os assuntos como a Cabala, a Astrologia, e outros tantos similares, estão abertos para todos. Então, por que não estudá-los, por que não compreendê-los melhor? Em geral temos uma grande preguiça para tudo o que é espiritual e, quando abordamos algo espiritual, muitas vezes o fazemos buscando conquistar algo material. Meu artigo da semana passada tratou desse assunto.
Essa semana, em que nos preparamos para ingressar no signo de Sagitário (o ingresso acontece no dia 22 de novembro às 13:49 h – Horário de Verão no Brasil), podemos começar a conversar com o Todo pedindo sua ajuda para que nos seja revelada nossa missão. A Cabala diz que a Luz nos fala diretamente à alma quando sonhamos ou quando meditamos profundamente em união espiritual com Deus. Comecem portanto a ficar atentos aos seus sonhos e peçam ao Gênio Cabalístico LELAHEL para que os ajude de maneira que sua alma, durante o sono, tenha acesso à Luz, e esta afaste todos os medos e incertezas mostrando-lhes o caminho a seguir.

Lelahel é o 6º Gênio cabalístico, cujo Salmo de oração é o de nº 9. Especialmente à noite, antes de dormir, rezem esse Salmo e peçam a revelação sobre os assuntos que estão causando ânsia e indecisão.
Falaremos mais sobre os sonhos reveladores e sobre a miraculosa energia do signo de Sagitário na próxima semana.
Boa semana a todos!
São Paulo, 12 de novembro de 2007
Graziella Marraccini é astróloga, taróloga, cabalista e estudiosa de ciências ocultas e dirige a Sirius Astrology.
terça-feira, novembro 20, 2007
Dia da Consciência Negra
O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.
A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).
Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.
Dados estatísticos
Segundo o IBGE, no Brasil os negros são correspondentes a menos de 10% da população. Os chamados "pardos", no entanto, que são mestiços de negros com europeus ou índios, chegam a um número próximo da metade da população.
Entre a população negra jovem (especificamente no segmento de 15 a 17 anos), 36,3% cursaram ou cursam o ensino médio; entre os brancos, a parcela é de 60%. Entre aqueles que têm até 24 anos, 57,2% dos brancos haviam atingido o ensino superior, contra apenas 18,4% dos negros.
O rendimento médio da população branca no Brasil é de R$ 812,00; já a dos negros é de R$ 409,00. Entre a parcela de 1% dos mais ricos do país, 86% são brancos.
Ligações externas: Fundação Palmares , Mundo Negro, portal dedicado a assuntos da comunidade negra, Bússola Escolar
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).
Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.
Dados estatísticos
Segundo o IBGE, no Brasil os negros são correspondentes a menos de 10% da população. Os chamados "pardos", no entanto, que são mestiços de negros com europeus ou índios, chegam a um número próximo da metade da população.
Entre a população negra jovem (especificamente no segmento de 15 a 17 anos), 36,3% cursaram ou cursam o ensino médio; entre os brancos, a parcela é de 60%. Entre aqueles que têm até 24 anos, 57,2% dos brancos haviam atingido o ensino superior, contra apenas 18,4% dos negros.
O rendimento médio da população branca no Brasil é de R$ 812,00; já a dos negros é de R$ 409,00. Entre a parcela de 1% dos mais ricos do país, 86% são brancos.
Ligações externas: Fundação Palmares , Mundo Negro, portal dedicado a assuntos da comunidade negra, Bússola Escolar
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
quarta-feira, outubro 03, 2007
Machado para o jovem leitor
por Milton Hatoum*
O texto inaugural desta coluna na EntreLivros intitula-se “A parasita azul e um professor cassado”. Nessa crônica, escrevi: “Dois acasos foram decisivos na minha juventude: o primeiro me conduziu à obra de Machado de Assis; o segundo, a uma biblioteca vasta e sombria, escondida numa sala subterrânea”.
Mais de dois anos depois, volto aos contos de Machado para dialogar com os professores.
Uma das questões sobre o ensino de literatura brasileira para jovens estudantes (da primeira à terceira série) diz respeito aos critérios da seleção bibliográfica. Infelizmente, prevalece a idéia de que os alunos não têm condições de ler textos complexos. Um texto complexo não é necessariamente pesado, chato, algo que se lê com extrema dificuldade. Para um jovem do nosso tempo, não deve ser fácil nem prazeroso ler um romance de Coelho Neto ou A bagaceira, de José Américo de Almeida. Esses, sim, são textos pesados, que carregam na ênfase e no vocabulário precioso. Confesso que, na minha juventude, penei para ler esses autores. E quando li dois romances extraordinários de prosadores nordestinos – O quinze, de Rachel de Queiroz, e Vidas secas, de Graciliano Ramos – o romance de José Américo tornou-se, por contraste, ainda mais enfadonho.
Mesmo Os sertões e O Ateneu – livros fundamentais da nossa literatura – são difíceis de ser assimilados por um jovem do ensino médio.
Passei por essa provação como se fosse uma penitência. De fato, minha leitura de trechos da obra-prima de Euclides da Cunha foi conseqüência de uma punição coletiva, um castigo imposto por um professor que não descobriu o culpado de uma infração grave, cometida no colégio onde eu estudava. Nessa mesma época, ganhei as obras completas de Machado de Assis e li o conto “A parasita azul”. Depois li os outros contos do volume Histórias da meia-noite. Gostava desse título, que me remetia a histórias de suspense, horror e mistério. Havia algum mistério e suspense nos contos, mas não da maneira que eu esperava. Lembro que os li com prazer, e me perguntei por que um dos professores de português nos obrigava a ler Coelho Neto e José de Alencar e não Machado de Assis. Por que Iracema e não Dom Casmurro? E, nesse caso, por que não ler ambos?
II
Havia – como ainda há – imposições curriculares, mas penso que isso é um equívoco, pois o leitor jovem e inexperiente pode odiar para sempre a literatura brasileira, pode pensar que só existem textos ásperos, cuja leitura é sinônimo de suplício. É inadmissível que tantos jovens desperdicem a oportunidade de ler “A causa secreta”, “O enfermeiro”, “Missa do galo”, “O espelho”, “Uns braços”, “Um homem célebre”, “Terpsícore”, “A cartomante”, “Evolução” e outros contos do Bruxo, um verdadeiro mestre da narrativa breve, que se situa no mesmo patamar de excelência de seus contemporâneos europeus.
É muito provável que esses contos sejam lidos e comentados sem enfado. Porque uma leitura enfadonha e arrastada é, para o leitor jovem – e talvez para todo leitor –, um ato de flagelação do espírito. Claro que há textos intricados e nada tediosos, que são imprescindíveis para quem gosta de literatura. Quem não se deleita com a leitura dos romances Grande sertão: veredas e O século das luzes? São livros para quem já passou por uma experiência de leitura e não se sente inibido diante de obras cuja linguagem enfatiza um notável trabalho de estilização. Mas um iniciante certamente encontrará dificuldade para ler esses romances.
Nos contos de Machado ocorre algo diferente. Com um estilo muito elaborado, mas pouco ou quase nada rebuscado, o narrador machadiano explora em poucas páginas a complexidade das relações humanas. Sua linguagem é densa sem ser retórica, e os contos são exemplos perfeitos de complexidade concentrada num texto conciso e exato.
Um exemplo é “A causa secreta”, publicado em 1885 na Gazeta de Notícias e incluído em Várias histórias (1895). Eis aí uma aula sobre o conto enquanto gênero literário. Logo no primeiro parágrafo, depois de apresentar as três principais personagens numa cena que poderia ser filmada, o narrador escreve: “Tempo é de contar essa história sem rebuço”. Ou seja, é tempo de ir diretamente ao miolo da questão. E a questão é, na verdade, um feixe de questões machadianas: o adultério, as relações sociais, a violência, a loucura, o amor, a dor moral. Em menos de 15 páginas, o narrador constrói uma das personagens mais terríveis da nossa literatura: um homem (Fortunato) que se ocupava “nas horas vagas em envenenar e rasgar gatos e cães”.
Fortunato revela o lado mais obscuro e violento do ser humano. Já é clássica a cena em que ele mutila e queima um rato “com um sorriso único” no rosto, “uma serenidade radiosa da fisionomia” ou “um vasto prazer, quieto e profundo”. No fim, a dor física dos animais é substituída pela dor moral de Garcia, quando este tentar beijar pela segunda vez Maria Luísa, já morta. Fortunato, o esposo e agora viúvo, “saboreou tranqüilo essa explosão de dor moral, que foi longa, muito longa, deliciosamente longa”.
III
Os professores que comentam esse conto em sala de aula sabem que os estudantes se interessam pelo texto. A leitura no cabresto é inconseqüente, pois o maior estímulo para um jovem reside no prazer da leitura. Há, sem dúvida, outros grandes autores cuja obra é estimulante. Os contos de Insônia e Laços de família são apenas dois exemplos, entre muitos da literatura brasileira. Mas os de Machado não podem ser esquecidos, porque estão no centro da nossa modernidade e irradiam uma das visões mais críticas e inteligentes sobre o ser humano e a sociedade brasileira.
*Milton Hatoum é escritor, autor de Relato de um certo Oriente, Dois irmãos e Cinzas do Norte, com o qual conquistou os prêmios Jabuti, como o livro do ano na categoria ficção, e Portugal Telecom, em primeiro lugar.
domingo, setembro 30, 2007
segunda-feira, setembro 24, 2007
Reforma ortográfica

O Brasil já está preparado para enfrentar algumas mudanças na língua portuguesa, mesmo sem saber quando ela vai acontecer
A reforma ortográfica foi mais uma vez adiada. A decisão da - Colip- Comissão para Definição da Política de Ensino-Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa foi tomada na última sexta-feira. Apesar disso, o MEC- Ministério da Educação anunciou no início do mês que a licitação dos livros didáticos para a nova ortografia (que deveria entrar em vigor no início de 2008) já está preparada.
O assunto pode não ser o dos mais relevantes, já que outros temas políticos têm sido alvos da imprensa, porém, a sociedade precisa de uma satisfação e mais do que isso, tem de saber o que muda e o que continua igual nas regras da língua caso a idéia seja retomada.
Para esclarecer a questão, a reportagem do Guia da Semana resolveu colocar a mão na massa. A seguir, você vai entender porque essas mudanças vão ocorrer num futuro breve, a quem ela beneficia ou prejudica e como as escolas estão se preparando para essa readaptação, que apesar de atingir apenas cerca de 2% do idioma pode fazer a diferença durante uma prova, concurso ou vestibular.
A língua
O português é falado em oito países: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal. A língua tem duas grafias oficiais, o que acaba dificultando seu estabelecimento como um dos idiomas oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU). E por isso, a necessidade de padronizá-la. A ortografia-padrão tem como objetivo facilitar o intercâmbio cultural entre essas nações. Segundo o MEC, com as normas unificadas o Brasil sairia do isolamento lingüístico, já que todos os outros da CPLP- Comunidade de Países da Língua Portuguesa- seguem o português de Portugal, dessa forma os livros brasileiros têm de ser traduzidos nesses países.
O acordo
A proposta para o acordo ortográfico foi apresentada para a CPLP em 1990 por Antônio Houaiss (1915-1999), um dos maiores estudiosos da língua. Entretanto, para ela ser aprovada era necessário que pelo menos três dos oito países lusófonos ratificassem o tal acordo. E até hoje, Brasil, São Tomé e Príncipe e Timor Leste já o fizeram. Logo, as mudanças poderiam entrar em vigor a qualquer momento. Porém, o adiamento da reforma segundo o presidente da Colip Godofredo de Oliveira Neto aconteceu porque Portugal não aceitou as novas regras da ortografia Por enquanto o acordo está suspenso . O Brasil deve esperar que o país aceite as mudanças. A verdade é que diferente do Brasil, Portugal não demonstrou nem uma vontade política e não está nem um pouco preocupado com isso nesse momento.
As mudanças na sala de aula
As novas regras da língua portuguesa quando acontecerem, serão aplicadas apenas na ortografia, as pronúncias típicas de cada país permanecem iguais. Para as escolas, não haverá uma divulgação oficial do início do acordo explica o diretor de conteúdo do colégio Pueri Domus Lilio Paoliello. Ele pode entrar em vigor em cada país, desde que três dos países de língua portuguesa o tenham aceito. Isso já aconteceu, mas como Portugal ainda não tomou posição, Brasil fica em uma posição não confortável para colocá-lo em ação. É mais uma questão diplomática do que ligada à educação.
De qualquer forma, as escolas particulares também estão preparadas para quando isso acontecer. O Pueri Domus é um exemplo: A partir do momento da opção do governo brasileiro, começaremos a redigir nossos textos do cotidiano e aqueles divulgados pela internet já conforme o acordo e toda vez que uma palavra com nova escrita for trabalhada em sala de aula, os professores chamarão a atenção dos alunos. Porém, não deve haver uma ´caça às bruxas´ ou uma ´cruzada da nova escrita´ para que o trabalho não tenha efeito contrário , finaliza Lilio.
Consultas• MEC- Ministério da Educação
• Colip- Comissão para Definição da Política de Ensino-Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa
• CPLP -Comissão de Países de Língua Portuguesa
• Eduardo Martins em Iniciativa consagra diferenças irreconciliáveis, O Estado de S. Paulo.
• Colégio Pueri Domus
http://yahoo.guiadasemana.com.br/yahoo/iframe/channel_noticias.asp?id=12&cd_city=1&cd_news=31211
Museu da Língua Portuguesa
SOBRE O PROJETO
Justificativa
O tema central do museu é a língua portuguesa – a base da cultura brasileira. Trata-se de um museu vivo da língua, onde os brasileiros podem se reconhecer e se conhecer melhor; lugar que evoca a especificidade e a riqueza da língua portuguesa do Brasil e busca, assim, reforçar o sentimento de pertencimento e responsabilidade com o país.
O objetivo maior é fazer com que as pessoas se surpreendam e descubram aspectos da língua que falam, lêem e escrevem, bem como da cultura do país em que vivem, nos quais nunca haviam pensado antes. Que se espantem ao descobrir que sua língua tem todos aqueles aspectos ocultos. O alvo é a média da população brasileira, mulheres e homens provenientes de todas as regiões e faixas sociais do Brasil e cujo nível de instrução é, na maioria, médio ou baixo.
Essas pessoas utilizam o português – sua língua materna – das mais diversas maneiras: comunicam-se com muita criatividade, usam neologismos, inventam imagens, têm humor. Operam a língua com muita soltura, mas não têm idéia de sua história, de como ela se construiu e continua a construir-se. Deseja-se que, no museu, esse público tenha acesso a novos conhecimentos e reflexões, de maneira intensa e prazerosa.
*
Localizado no Bairro da Luz, o prédio centenário da Estação da Luz constitui um dos mais importantes marcos históricos da cidade de São Paulo.
O prédio tem um traçado arquitetônico engenhoso e bastante peculiar. Foi construído pelos ingleses e inaugurado em 1901, em pleno ciclo do café, com o intuito de levar a produção das lavouras do interior do estado até o Porto de Santos – canal de saída para a Europa, principal consumidora da bebida brasileira.
Hoje, mais de 100 anos depois de sua inauguração, a Estação da Luz ainda é considerada um símbolo da riqueza do café e um dos mais importantes monumentos arquitetônicos de São Paulo.
Em suas novas funções como centro de valorização de nossa língua, o Museu da Língua Portuguesa deve se transformar numa referência que coloque o entendimento da língua – e não apenas da língua falada no Brasil – em um novo patamar. Espera-se que as pessoas venham a São Paulo para viver essa experiência nova
*
Mas o que pode levar as pessoas a viverem essa experiência – ou seja, a tomarem consciência de sua cultura através do conhecimento de sua língua?
O museu organiza um vasto conjunto de informações a partir de alguns eixos centrais. O primeiro deles é a antiguidade da língua portuguesa, uma língua de milênios. Isso implica retraçar brevemente a trajetória da língua, desde o Lácio, em Roma, até sua chegada no Brasil, depois de passar por outras partes do mundo.
O segundo eixo é a universalidade da língua portuguesa. A idéia de globalização surgiu após Portugal ter chegado na África, Índia e Ásia, com as grandes navegações. A viagem de circunavegação revelou a esfericidade da Terra. E o português foi introduzido em vários pontos do planeta.
É preciso lembrar que universalidade, nesse caso, não significa que o português seja a língua mais falada no mundo, embora o idioma seja usado hoje por 270 milhões de pessoas.
O terceiro aspecto destacado aqui é a mestiçagem da língua. O idioma falado no Brasil é tão misturado quanto a cor da pele das pessoas e a cultura do país. Assim, ele também está marcado pelos encontros e desencontros de povos e signos, por convergências e conflitos, por contradições e desigualdades. No Brasil, a língua, como as raças, amalgamou-se, dando unidade ao país.
Foi também a língua que, de certa forma, desenhou os limites do território brasileiro, com suas dimensões continentais: um brasileiro da Região Sul entendese perfeitamente com um brasileiro da Amazônia, apesar de ambos viverem em realidades culturais totalmente diferentes.
Também os norte-americanos de todo o território dos EUA se entendem em uma unidade lingüística admirável. A diferença de nossa unidade lingüística, porém, é o altíssimo grau de mestiçagem que constitui o português do Brasil. Não se trata apenas de padrões de fala ou ritmos diferenciados. Na verdade, há aqui uma alta carga de palavras não portuguesas – basicamente indígenas e africanas – que foram incorporadas ao uso cotidiano e estão presentes em nosso vocabulário.
Um quarto aspecto abordado no museu diz respeito ao fato de que a língua portuguesa do Brasil está incessantemente construindo mundos, através das artes. A língua é a matéria-prima por excelência da literatura e da poesia, e compõe também as artes visuais, o teatro, a música e as artes plásticas.
O que quer e o que pode essa língua, pergunta o poeta? E aqui abre-se um universo extenso de referências: é Guimarães Rosa e Machado de Assis; é o cordel e João Cabral de Mello Neto; é Drummond e Bandeira; Mario e Oswald; são os irmãos Campos e Caetano Veloso; padre Vieira e Gregório de Mattos; Chico Buarque e Glauber Rocha; Luiz Gonzaga e os samba-enredos; Wally Salomão, Marcelo D2 e Patativa do Assaré. A lista parece não ter fim.
Ao mesmo tempo, a língua estrutura nosso cotidiano em todo o país. Do jornal diário aos grafites das ruas, das juras de amor aos manuais, dos outdoors às placas de ônibus, das bulas de remédio às novelas e propagandas de TV, estamos imersos em um imenso manancial de informações veiculadas através da língua que falamos, lemos e escrevemos.
Convivem no Brasil de hoje inúmeras variantes da língua, decorrentes das experiências regionais e locais, de especificidades socioculturais e dos cruzamentos que se vêm fazendo ao longo do tempo, com contribuições múltiplas. Somadas, constituem o português do Brasil. Uma língua que está em intenso movimento, recriada de diferentes maneiras e diariamente, em cada recanto do país.
A língua é um instrumento privilegiado para a transmissão organizada de conhecimentos. A linguagem oral e a escrita produzem e reproduzem incessantemente novos e velhos significados, criando e recriando as sociedades, sejam elas tradicionais, sejam modernas. Ela é também a língua da história, das ciências e da educação.
Significado do Projeto
Mas qual é a importância de tudo isso? Qual é a mensagem maior que se quer transmitir no Museu da Língua Portuguesa? O que se espera que as pessoas sintam depois de visitá-lo?
A mensagem central contida no museu é que essa língua portuguesa que unifica um país do tamanho do Brasil é a forma de expressão de uma cultura rica e diversa que carrega consigo uma mensagem singular em meio às nações. Pois, apesar das grandes desigualdades sociais e econômicas em que está imerso, o Brasil tem como um de seus mais relevantes traços distintivos a capacidade de tolerância. Nesse território, desenvolveram-se formas de convivência e respeito às diversidades de que o mundo necessita.
Os brasileiros, porém, não têm uma consciência muito profunda da civilização que construíram e dos valores que conquistaram através dessa civilização. Crêem-se inferiores a outros povos e culturas, o que os predispõe muitas vezes a receber e absorver toda e qualquer interferência que venha de fora, sem distinção.
Trata-se, portanto, e antes de tudo, de ampliar a auto-estima dos brasileiros e fazê-los acreditar que, conhecendo-se a si mesmos, eles poderão inventar, com originalidade, o futuro que desejarem.
E, num momento em que o mundo passa por uma homogeneização cultural trazida pela economia globalizada, poderemos valorizar – e até exportar – a aceitação da diversidade, característica que nos é tão cara.
*
Mais do que uma celebração da língua, o Museu da Língua Portuguesa é, portanto, uma celebração da identidade brasileira. Existiriam várias outras formas de fazê-lo. Poderíamos criar um museu do futebol, um museu do Carnaval ou um museu do barroco – que é uma invenção tropical luso-brasileira e, portanto, mestiça. Mas escolhemos ocupar esse espaço com um centro de celebração da língua. Se, como diz um verso do poeta português Fernando Pessoa, “minha pátria é minha língua”, acreditamos que nada melhor do que a língua para reforçar o sentimento de pertencimento e responsabilidade com o país.
Objetivos do Museu
O projeto tem quatro objetivos básicos. São eles:
1) oferecer ao público em geral um conjunto de informações audiovisuais de caráter histórico, social e cultural sobre a língua portuguesa em suas várias dimensões e possibilidades, organizado de maneira dinâmica e atraente em uma grande exposição permanente e em exposições temporárias;
2) proporcionar a estudantes e estudiosos conferências, mesas-redondas, cursos e eventos interdisciplinares relativos à língua em seus vários aspectos;
3) gerar produtos educacionais, como monitoria para escolas e atividades para formação de professores;
4) disponibilizar conteúdos virtuais através do Portal da Língua Portuguesa.
Já existe uma base sólida de conhecimentos produzidos sobre a língua e a cultura brasileira. O museu tem conexões com as instituições, os trabalhos e as pessoas que estão envolvidas nessa produção. Citando um exemplo: uma das características da língua portuguesa do Brasil é a forte presença em nosso vocabulário cotidiano de palavras indígenas e africanas. É desejável que o museu se conecte a um grande número de instituições e especialistas que se dedicam ao estudo dessas línguas, disponibilizando para o público o acesso a esses acervos tecnológicos.
Dessa forma, o público poderá mergulhar no tema em diferentes níveis de profundidade. E o museu, em seu conjunto, se constituirá em um importante centro irradiador de conhecimentos sobre a língua.
*
Há também um ingrediente geopolítico no museu: existe um forte movimento dos países de língua espanhola, especialmente da Espanha, de afirmação da língua hispânica, com foco claro nos Estados Unidos e na Europa. Ao visitarmos qualquer universidade estrangeira, seja americana, seja européia, encontramos departamentos de estudos de língua dedicados ao espanhol.
O museu pretende conectar-se também com esses ambientes no exterior para o fortalecimento do olhar sobre a língua portuguesa, transformando-se, para os brasileiros e para os demais povos de língua portuguesa, em um centro de referência da mesma natureza que um Instituto Goethe ou um Instituto Cervantes. Isso seria muito útil para a consolidação da comunidade de povos de língua portuguesa.
Nesse sentido, existem protocolos de intenção assinados com instituições internacionais, tais como a própria CPLP e o Instituto Camões e uma importante parceria já firmada com a Fundação Calouste Gulbenkian.
*
Talvez essa seja a primeira vez no mundo em que se pretendeu dar um tratamento museológico à língua, tratando-a como uma obra de arte. Desejamos oferecer ao público a possibilidade de fruir sua língua, fazendo-o pensar nela como em uma invenção do homem.
A Natureza da Experiência
O Museu da Língua Portuguesa, portanto:
1) dirige-se a um público amplo e variado, de jovens e adultos, em um espaço atraente e instigante, estimulando atitudes pró-ativas, através de múltiplas possibilidades de interatividade;
2) explora as potencialidades da língua portuguesa em seus aspectos temáticos e históricos;
3) utiliza modernos recursos tecnológicos e de comunicação, tendo como matéria-prima básica iconografia variada, filmes, vídeos, música e poesia;
4) oferece ao visitante momentos alternados de experiências individuais e coletivas, em um diálogo permanente e surpreendente entre conteúdos e abordagens variados;
5) propicia uma experiência acolhedora e amplamente democrática.
Marcos Conceituais de Conteúdo
Argumento para a criação do audiovisual do Auditório
Antonio Risério
Grande Galeria - Natureza e Cultura
Manuela Carneiro da Cunha
Grande Galeria - Religião
Antonio Risério
Grande Galeria - Dança
Antonio Risério
Grande Galeria - Futebol
Antonio Risério
Grande Galeria - Integração Nacional
Antonio Risério
Grande Galeria - Carnaval
Antonio Risério
Grande Galeria - Relações Humanas
Antonio Risério
Grande Galeria - Música
Antonio Risério
Grande Galeria - Festas
Antonio Risério
Grande Galeria - Valores Saberes
Antonio Risério
Gírias
Marilza Oliveira
Carnaval do Rio de Janeiro
Marilza Oliveira
Expressões e gírias
Marilza Oliveira
Frases de pára-choques de caminhão
Marilza Oliveira
Criação Lexical Artística
Marilza Oliveira
Lanternas - Línguas Africanas
Lanternas - Línguas Africanas II
Lanternas – Espanhol
Lanternas – Línguas dos Imigrantes
Lanternas – Línguas Indígenas I
Lanternas – Inglês e Francês
Praça da Língua
Sala de Etimologia
Mário Eduardo Viário
Sala de Etimologia versão 2
Mário Eduardo Viário
Sala de Etimologia versão 2b
Mário Eduardo Viário
Endereço:
Praça da Luz, s/nº
São Paulo - SP
Cep: 01120-010
Telefone:
(11) 3326-0775
Atendimento: de 9h às 18h
Horário:
De segunda a sexta-feira
Justificativa
O tema central do museu é a língua portuguesa – a base da cultura brasileira. Trata-se de um museu vivo da língua, onde os brasileiros podem se reconhecer e se conhecer melhor; lugar que evoca a especificidade e a riqueza da língua portuguesa do Brasil e busca, assim, reforçar o sentimento de pertencimento e responsabilidade com o país.
O objetivo maior é fazer com que as pessoas se surpreendam e descubram aspectos da língua que falam, lêem e escrevem, bem como da cultura do país em que vivem, nos quais nunca haviam pensado antes. Que se espantem ao descobrir que sua língua tem todos aqueles aspectos ocultos. O alvo é a média da população brasileira, mulheres e homens provenientes de todas as regiões e faixas sociais do Brasil e cujo nível de instrução é, na maioria, médio ou baixo.
Essas pessoas utilizam o português – sua língua materna – das mais diversas maneiras: comunicam-se com muita criatividade, usam neologismos, inventam imagens, têm humor. Operam a língua com muita soltura, mas não têm idéia de sua história, de como ela se construiu e continua a construir-se. Deseja-se que, no museu, esse público tenha acesso a novos conhecimentos e reflexões, de maneira intensa e prazerosa.
*
Localizado no Bairro da Luz, o prédio centenário da Estação da Luz constitui um dos mais importantes marcos históricos da cidade de São Paulo.
O prédio tem um traçado arquitetônico engenhoso e bastante peculiar. Foi construído pelos ingleses e inaugurado em 1901, em pleno ciclo do café, com o intuito de levar a produção das lavouras do interior do estado até o Porto de Santos – canal de saída para a Europa, principal consumidora da bebida brasileira.
Hoje, mais de 100 anos depois de sua inauguração, a Estação da Luz ainda é considerada um símbolo da riqueza do café e um dos mais importantes monumentos arquitetônicos de São Paulo.
Em suas novas funções como centro de valorização de nossa língua, o Museu da Língua Portuguesa deve se transformar numa referência que coloque o entendimento da língua – e não apenas da língua falada no Brasil – em um novo patamar. Espera-se que as pessoas venham a São Paulo para viver essa experiência nova
*
Mas o que pode levar as pessoas a viverem essa experiência – ou seja, a tomarem consciência de sua cultura através do conhecimento de sua língua?
O museu organiza um vasto conjunto de informações a partir de alguns eixos centrais. O primeiro deles é a antiguidade da língua portuguesa, uma língua de milênios. Isso implica retraçar brevemente a trajetória da língua, desde o Lácio, em Roma, até sua chegada no Brasil, depois de passar por outras partes do mundo.
O segundo eixo é a universalidade da língua portuguesa. A idéia de globalização surgiu após Portugal ter chegado na África, Índia e Ásia, com as grandes navegações. A viagem de circunavegação revelou a esfericidade da Terra. E o português foi introduzido em vários pontos do planeta.
É preciso lembrar que universalidade, nesse caso, não significa que o português seja a língua mais falada no mundo, embora o idioma seja usado hoje por 270 milhões de pessoas.
O terceiro aspecto destacado aqui é a mestiçagem da língua. O idioma falado no Brasil é tão misturado quanto a cor da pele das pessoas e a cultura do país. Assim, ele também está marcado pelos encontros e desencontros de povos e signos, por convergências e conflitos, por contradições e desigualdades. No Brasil, a língua, como as raças, amalgamou-se, dando unidade ao país.
Foi também a língua que, de certa forma, desenhou os limites do território brasileiro, com suas dimensões continentais: um brasileiro da Região Sul entendese perfeitamente com um brasileiro da Amazônia, apesar de ambos viverem em realidades culturais totalmente diferentes.
Também os norte-americanos de todo o território dos EUA se entendem em uma unidade lingüística admirável. A diferença de nossa unidade lingüística, porém, é o altíssimo grau de mestiçagem que constitui o português do Brasil. Não se trata apenas de padrões de fala ou ritmos diferenciados. Na verdade, há aqui uma alta carga de palavras não portuguesas – basicamente indígenas e africanas – que foram incorporadas ao uso cotidiano e estão presentes em nosso vocabulário.
Um quarto aspecto abordado no museu diz respeito ao fato de que a língua portuguesa do Brasil está incessantemente construindo mundos, através das artes. A língua é a matéria-prima por excelência da literatura e da poesia, e compõe também as artes visuais, o teatro, a música e as artes plásticas.
O que quer e o que pode essa língua, pergunta o poeta? E aqui abre-se um universo extenso de referências: é Guimarães Rosa e Machado de Assis; é o cordel e João Cabral de Mello Neto; é Drummond e Bandeira; Mario e Oswald; são os irmãos Campos e Caetano Veloso; padre Vieira e Gregório de Mattos; Chico Buarque e Glauber Rocha; Luiz Gonzaga e os samba-enredos; Wally Salomão, Marcelo D2 e Patativa do Assaré. A lista parece não ter fim.
Ao mesmo tempo, a língua estrutura nosso cotidiano em todo o país. Do jornal diário aos grafites das ruas, das juras de amor aos manuais, dos outdoors às placas de ônibus, das bulas de remédio às novelas e propagandas de TV, estamos imersos em um imenso manancial de informações veiculadas através da língua que falamos, lemos e escrevemos.
Convivem no Brasil de hoje inúmeras variantes da língua, decorrentes das experiências regionais e locais, de especificidades socioculturais e dos cruzamentos que se vêm fazendo ao longo do tempo, com contribuições múltiplas. Somadas, constituem o português do Brasil. Uma língua que está em intenso movimento, recriada de diferentes maneiras e diariamente, em cada recanto do país.
A língua é um instrumento privilegiado para a transmissão organizada de conhecimentos. A linguagem oral e a escrita produzem e reproduzem incessantemente novos e velhos significados, criando e recriando as sociedades, sejam elas tradicionais, sejam modernas. Ela é também a língua da história, das ciências e da educação.
Significado do Projeto
Mas qual é a importância de tudo isso? Qual é a mensagem maior que se quer transmitir no Museu da Língua Portuguesa? O que se espera que as pessoas sintam depois de visitá-lo?
A mensagem central contida no museu é que essa língua portuguesa que unifica um país do tamanho do Brasil é a forma de expressão de uma cultura rica e diversa que carrega consigo uma mensagem singular em meio às nações. Pois, apesar das grandes desigualdades sociais e econômicas em que está imerso, o Brasil tem como um de seus mais relevantes traços distintivos a capacidade de tolerância. Nesse território, desenvolveram-se formas de convivência e respeito às diversidades de que o mundo necessita.
Os brasileiros, porém, não têm uma consciência muito profunda da civilização que construíram e dos valores que conquistaram através dessa civilização. Crêem-se inferiores a outros povos e culturas, o que os predispõe muitas vezes a receber e absorver toda e qualquer interferência que venha de fora, sem distinção.
Trata-se, portanto, e antes de tudo, de ampliar a auto-estima dos brasileiros e fazê-los acreditar que, conhecendo-se a si mesmos, eles poderão inventar, com originalidade, o futuro que desejarem.
E, num momento em que o mundo passa por uma homogeneização cultural trazida pela economia globalizada, poderemos valorizar – e até exportar – a aceitação da diversidade, característica que nos é tão cara.
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Mais do que uma celebração da língua, o Museu da Língua Portuguesa é, portanto, uma celebração da identidade brasileira. Existiriam várias outras formas de fazê-lo. Poderíamos criar um museu do futebol, um museu do Carnaval ou um museu do barroco – que é uma invenção tropical luso-brasileira e, portanto, mestiça. Mas escolhemos ocupar esse espaço com um centro de celebração da língua. Se, como diz um verso do poeta português Fernando Pessoa, “minha pátria é minha língua”, acreditamos que nada melhor do que a língua para reforçar o sentimento de pertencimento e responsabilidade com o país.
Objetivos do Museu
O projeto tem quatro objetivos básicos. São eles:
1) oferecer ao público em geral um conjunto de informações audiovisuais de caráter histórico, social e cultural sobre a língua portuguesa em suas várias dimensões e possibilidades, organizado de maneira dinâmica e atraente em uma grande exposição permanente e em exposições temporárias;
2) proporcionar a estudantes e estudiosos conferências, mesas-redondas, cursos e eventos interdisciplinares relativos à língua em seus vários aspectos;
3) gerar produtos educacionais, como monitoria para escolas e atividades para formação de professores;
4) disponibilizar conteúdos virtuais através do Portal da Língua Portuguesa.
Já existe uma base sólida de conhecimentos produzidos sobre a língua e a cultura brasileira. O museu tem conexões com as instituições, os trabalhos e as pessoas que estão envolvidas nessa produção. Citando um exemplo: uma das características da língua portuguesa do Brasil é a forte presença em nosso vocabulário cotidiano de palavras indígenas e africanas. É desejável que o museu se conecte a um grande número de instituições e especialistas que se dedicam ao estudo dessas línguas, disponibilizando para o público o acesso a esses acervos tecnológicos.
Dessa forma, o público poderá mergulhar no tema em diferentes níveis de profundidade. E o museu, em seu conjunto, se constituirá em um importante centro irradiador de conhecimentos sobre a língua.
*
Há também um ingrediente geopolítico no museu: existe um forte movimento dos países de língua espanhola, especialmente da Espanha, de afirmação da língua hispânica, com foco claro nos Estados Unidos e na Europa. Ao visitarmos qualquer universidade estrangeira, seja americana, seja européia, encontramos departamentos de estudos de língua dedicados ao espanhol.
O museu pretende conectar-se também com esses ambientes no exterior para o fortalecimento do olhar sobre a língua portuguesa, transformando-se, para os brasileiros e para os demais povos de língua portuguesa, em um centro de referência da mesma natureza que um Instituto Goethe ou um Instituto Cervantes. Isso seria muito útil para a consolidação da comunidade de povos de língua portuguesa.
Nesse sentido, existem protocolos de intenção assinados com instituições internacionais, tais como a própria CPLP e o Instituto Camões e uma importante parceria já firmada com a Fundação Calouste Gulbenkian.
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Talvez essa seja a primeira vez no mundo em que se pretendeu dar um tratamento museológico à língua, tratando-a como uma obra de arte. Desejamos oferecer ao público a possibilidade de fruir sua língua, fazendo-o pensar nela como em uma invenção do homem.
A Natureza da Experiência
O Museu da Língua Portuguesa, portanto:
1) dirige-se a um público amplo e variado, de jovens e adultos, em um espaço atraente e instigante, estimulando atitudes pró-ativas, através de múltiplas possibilidades de interatividade;
2) explora as potencialidades da língua portuguesa em seus aspectos temáticos e históricos;
3) utiliza modernos recursos tecnológicos e de comunicação, tendo como matéria-prima básica iconografia variada, filmes, vídeos, música e poesia;
4) oferece ao visitante momentos alternados de experiências individuais e coletivas, em um diálogo permanente e surpreendente entre conteúdos e abordagens variados;
5) propicia uma experiência acolhedora e amplamente democrática.
Marcos Conceituais de Conteúdo
Argumento para a criação do audiovisual do Auditório
Antonio Risério
Grande Galeria - Natureza e Cultura
Manuela Carneiro da Cunha
Grande Galeria - Religião
Antonio Risério
Grande Galeria - Dança
Antonio Risério
Grande Galeria - Futebol
Antonio Risério
Grande Galeria - Integração Nacional
Antonio Risério
Grande Galeria - Carnaval
Antonio Risério
Grande Galeria - Relações Humanas
Antonio Risério
Grande Galeria - Música
Antonio Risério
Grande Galeria - Festas
Antonio Risério
Grande Galeria - Valores Saberes
Antonio Risério
Gírias
Marilza Oliveira
Carnaval do Rio de Janeiro
Marilza Oliveira
Expressões e gírias
Marilza Oliveira
Frases de pára-choques de caminhão
Marilza Oliveira
Criação Lexical Artística
Marilza Oliveira
Lanternas - Línguas Africanas
Lanternas - Línguas Africanas II
Lanternas – Espanhol
Lanternas – Línguas dos Imigrantes
Lanternas – Línguas Indígenas I
Lanternas – Inglês e Francês
Praça da Língua
Sala de Etimologia
Mário Eduardo Viário
Sala de Etimologia versão 2
Mário Eduardo Viário
Sala de Etimologia versão 2b
Mário Eduardo Viário
Endereço:
Praça da Luz, s/nº
São Paulo - SP
Cep: 01120-010
Telefone:
(11) 3326-0775
Atendimento: de 9h às 18h
Horário:
De segunda a sexta-feira
domingo, setembro 16, 2007
Google vai à Lua
Empresa patrocina competição espacial com prêmio de US$ 30 milhões
O Google e a fundação X PRIZE anunciaram o lançamento da competição Google Lunar X Prize, que irá oferecer um prêmio de US$ 20 milhões à primeira equipe que colocar um veículo robótico na superfície da Lua e transmitir de volta um gigabyte de fotos e vídeos em alta definição. Também haverá um prêmio de US$ 5 milhões para o segundo colocado, bem como outro prêmio de US$ 5 milhões para a equipe que conseguir completar uma série de desafios, como sobreviver a uma noite lunar, percorrer distâncias superiores a cinco quilômetros e fotografar objetos feitos pelo homem deixados para trás durante as missões Apollo, dos EUA, e Luna, da extinta União Soviética. Os prêmios são válidos até o dia 31 de Dezembro de 2012. Após esta data, o primeiro prêmio será reduzido para US$ 10 milhões até 31 de Dezembro de 2014, data na qual o concurso se encerra. A primeira edição do X PRIZE, em 2004, resultou no primeiro vôo orbital tripulado por uma aeronave construída e operada por uma entidade civil. A equipe vencedora foi a Tier One, da empresa Scaled Composites, liderada pelo projetista de aeronaves Burt Rutan e patrocinada por Paul Allen, co-fundador da Microsoft. O vôo foi feito em 4 de Outubro de 2004, pelo piloto Mike Mellvin. Mais informações sobre a competição em www.googlelunarxprize.org
Artigo publicado no http://olhardigital.uol.com.br/digitalnews1.php?NoticiaID=3249
O Google e a fundação X PRIZE anunciaram o lançamento da competição Google Lunar X Prize, que irá oferecer um prêmio de US$ 20 milhões à primeira equipe que colocar um veículo robótico na superfície da Lua e transmitir de volta um gigabyte de fotos e vídeos em alta definição. Também haverá um prêmio de US$ 5 milhões para o segundo colocado, bem como outro prêmio de US$ 5 milhões para a equipe que conseguir completar uma série de desafios, como sobreviver a uma noite lunar, percorrer distâncias superiores a cinco quilômetros e fotografar objetos feitos pelo homem deixados para trás durante as missões Apollo, dos EUA, e Luna, da extinta União Soviética. Os prêmios são válidos até o dia 31 de Dezembro de 2012. Após esta data, o primeiro prêmio será reduzido para US$ 10 milhões até 31 de Dezembro de 2014, data na qual o concurso se encerra. A primeira edição do X PRIZE, em 2004, resultou no primeiro vôo orbital tripulado por uma aeronave construída e operada por uma entidade civil. A equipe vencedora foi a Tier One, da empresa Scaled Composites, liderada pelo projetista de aeronaves Burt Rutan e patrocinada por Paul Allen, co-fundador da Microsoft. O vôo foi feito em 4 de Outubro de 2004, pelo piloto Mike Mellvin. Mais informações sobre a competição em www.googlelunarxprize.org
Artigo publicado no http://olhardigital.uol.com.br/digitalnews1.php?NoticiaID=3249
sábado, agosto 25, 2007
Se eu pudesse voltar atrás

Se eu pudesse voltar atrás
Acho que teria errado duas
Vezes mais
Pensava em ser policial
Envolver-me na luta do bem contra o mal
Era o meu sonho de infância
Liga da justiça, ser um super-herói
Adorava os filmes de Caubóis
Onde o xerife acabava com o bandido
Mas eu cresci e descobri que o criminoso
Pode ser subtendido
Sob a batina do cardeal
Ou o terno do executivo
Na esquina pedindo esmola
Ou nos degraus do legislativo
O difícil é encontrar um culpado
Em nosso país tão corrompido!
É mais fácil apontar
E dizer que não estou envolvido
Como fazemos todos nós ao sermos surpreendidos!
E não adianta vir dizendo que é esse ou aquele partido
A verdade é que continuamos subdesenvolvidos!
Raul Sidarta
Publicado no Recanto das Letras em 21/08/2007
Código do texto: T617971
http://recantodasletras.uol.com.br/ensaios/617971
www.cancerdemama.com.br
"Campanha da Mamografia Digital Gratuita".
Ao acessar www.cancerdemama.com.br você contribui para que o site consiga os cliques necessários para alcançar a cota que lhe permite oferecer UMA mamografia gratuita diariamente a mulheres de baixa renda.
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quarta-feira, agosto 15, 2007
Aposta na Consciência
Jogos podem proporcionar maneiras criativas de testar a percepção e a intuição
por Christof Koch e Kerstin Preuschoff
Muitas de nossas ações se passam fora do alcance da consciência: se ajustamos nossa postura corporal ou se decidimos casar, com freqüência não temos idéia por que ou como fazemos certas coisas. A noção freudiana de que a maior parte de nossa vida mental é inconsciente é difícil de ser estabelecida de maneira rigorosa. Embora pareça fácil responder à pergunta “você (conscientemente) viu a luz acender?”, mais de um século de pesquisa mostrou que não é bem assim. O problema-chave é definir a consciência de tal forma que seja possível medi-la de maneira independente do estado interno do cérebro do indivíduo, ao mesmo tempo que se “capta” seu caráter subjetivo.
Uma avaliação experimental comum da consciência – da sensação percebida ou do pensamento – é baseada na “confiança”. Por exemplo: um voluntário tem de julgar se uma nuvem de pontos numa tela de computador se move para a esquerda ou para a direita. Ele então relata quão confiante se sente assinalando um número – por exemplo, 1 para indicar puro palpite, 2 para alguma hesitação e 3 para certeza completa. Esse procedimento mostra que quando o participante tem pouca percepção da direção do movimento dos pontos sua confiança é baixa, enquanto quando ele “vê” claramente o movimento sua confiança é alta.
QUESTÃO DO DINHEIRO
Um relatório apresentado recentemente pelos pesquisadores Navindra Persaud, da Universidade de Toronto, Peter McLeod e Alan Cowey, ambos da Universidade de Oxford, apresenta uma forma mais objetiva para mensurar a consciência, valendo-se do desejo das pessoas de ganhar dinheiro. Esse método foi adaptado da economia, em que é usado para avaliar a crença da pessoa a respeito do resultado provável de um evento. Aqueles que sabem que têm as informações adequadas estão dispostos a apostar nisso. Isto é, aceitam pagar para ver. Pense no investimento em fundos mútuos. Quanto mais certo você estiver de que a alta tecnologia irá render bem no ano seguinte, mais dinheiro irá alocar para um fundo desse setor de alta tecnologia.
Persaud e seus colegas usam esse tipo de aposta para revelar a consciência – ou a falta dela. Em seus experimentos, os participantes não declaram confiança na percepção de maneira direita. Em vez disso, primeiro tomam uma decisão com base naquilo que perceberam e então apostam uma quantia tendo por base o grau de confiança na própria decisão. Se a escolha se mostra correta, o voluntário ganha o dinheiro; caso contrário, perde. A estratégia ideal é apostar sempre que se sinta seguro. As experiências aplicam essa técnica de apostas para três exemplos do processamento não-consciente.
O primeiro envolve o paciente G. Y. Devido a um acidente de carro que danificou áreas no seu cérebro envolvidas no processamento visual, tem o que se costuma chamar de “visão cega”. Essa condição o deixa com a capacidade não-consciente de localizar uma luz ou relatar a direção na qual uma barra colocada numa tela de computador está se movendo, embora ele negue ter a experiência visual e insista que está apenas chutando.
Porém, ele falha em converter seu bom desempenho superior em dinheiro quando aposta; coloca quantias altas em apenas cerca da metade (48%) de suas escolhas corretas. Quando consciente do estímulo, G. Y. aposta alto – exatamente o que qualquer pessoa faria. Suas apostas parecem espelhar a percepção consciente que tem do estímulo (isto é, a crença de que ele o viu) em vez de sua detecção real (inconsciente) do estímulo. Isso sugere que as apostas podem servir como meio de medir a consciência.
O segundo experimento envolve uma tarefa de uma gramática artificial, na qual participantes aprendem um pequeno número de seqüências de poucas letras. É dito a eles que as seqüências obedecem a uma única regra (por exemplo: todo “x” é seguido por um “a”). Mas não lhes é dito qual é a regra. Quando vêem uma nova seqüência, os participantes podem com freqüência determinar de maneira correta se esta segue a regra desconhecida. Ainda assim, os voluntários apenas raramente a expressam porque ficam em dúvida se a seqüência obedece ou não a regra. A taxa geral de classificação correta (81%) é bem melhor do que o acaso. Ainda assim os participantes não convertem esse desempenho em dinheiro. Apostas altas são seguidas por uma escolha correta em 45% do tempo e uma opção equivocada em 32% dos casos. Em resumo, os participantes do estudo normalmente estão certos de que a seqüência segue a regra, mas não têm confiança suficiente para apostar nisso.
MÃOS VENCEDORAS
No experimento final, chamado “a tarefa de aposta de Iowa”, são usados quatro baralhos. As pessoas pegam a primeira carta de um deles. Cada lâmina faz com que o voluntário ganhe ou perca certo valor em dinheiro. Sem que os participantes saibam, dois dos quatro montes têm um “rendimento líquido” positivo e dois, negativo. Os jogadores precisam realizar uma aposta na carta escolhida antes que ela seja revelada – e perder ou ganhar de acordo com isso. No teste, os participantes desviravam um grande número de cartas, uma por uma, descobrindo a cada vez se iam ganhar ou perder. Eles quase sempre descobriam quais baralhos eram ganhadores e começavam a puxar cartas na maior parte das vezes – mas normalmente desviravam ao menos 30 cartas nesses baralhos antes de ganhar a confiança para apostar de forma agressiva nos resultados. Isto é, as pessoas só começavam a ganhar dinheiro muito depois do momento em que seu próprio comportamento deveria ter revelado que sabiam quais baralhos eram vencedores.
Para explorar essa hesitação, Persaud e seus colegas usaram uma variação desse experimento na qual interrogavam os participantes a cada décimo teste em relação a tudo que estes sabiam sobre o jogo e os baralhos. Quando os participantes examinavam assim seu conhecimento do jogo, o intervalo entre o início da escolha do baralho positivo e as apostas vantajosas desaparecia, sugerindo que o ato de introspecção altera a percepção dos participantes. Examinar o próprio conhecimento os tornou mais conscientes do que eles sabiam. Essa descoberta indica que apostas feitas com base em conhecimentos a respeito dos quais ainda não se está consciente podem ter melhores resultados, uma demonstração da utilidade da máxima “conhece-te a ti mesmo” da filosofia ocidental.
As técnicas de apostas usadas por Persaud, McLeod e Cowey dependem da capacidade intuitiva de as pessoas fazerem boas escolhas – e, nesse caso específico, obter lucros. Em comparação com a tática de forçar participantes a se tornar cientes de sua própria consciência – e nesse processo perturbar o próprio fenômeno que se deseja medir –, as apostas representam uma forma mais sutil de avaliar a percepção, mostrando-se uma nova maneira mais lúdica – e reveladora – de estudar a percepção e a consciência. Desses passos, aparentemente pequenos, surgem possibilidades para responder à antiga questão: como a consciência surge a partir da experiência?
Artigo da Revista Mente e Cérebro
edição 175 - Agosto 2007
Christof Koch é professor de biologia e engenharia do Instituto de Tecnologia da Califórnia e consultor científico da Scientific American-Mind.
Kerstin Preuschoff é pesquisadora, pós-doutorada em teoria da decisão e neurociências.
http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/aposta_na_consciencia.html
por Christof Koch e Kerstin Preuschoff
Muitas de nossas ações se passam fora do alcance da consciência: se ajustamos nossa postura corporal ou se decidimos casar, com freqüência não temos idéia por que ou como fazemos certas coisas. A noção freudiana de que a maior parte de nossa vida mental é inconsciente é difícil de ser estabelecida de maneira rigorosa. Embora pareça fácil responder à pergunta “você (conscientemente) viu a luz acender?”, mais de um século de pesquisa mostrou que não é bem assim. O problema-chave é definir a consciência de tal forma que seja possível medi-la de maneira independente do estado interno do cérebro do indivíduo, ao mesmo tempo que se “capta” seu caráter subjetivo.
Uma avaliação experimental comum da consciência – da sensação percebida ou do pensamento – é baseada na “confiança”. Por exemplo: um voluntário tem de julgar se uma nuvem de pontos numa tela de computador se move para a esquerda ou para a direita. Ele então relata quão confiante se sente assinalando um número – por exemplo, 1 para indicar puro palpite, 2 para alguma hesitação e 3 para certeza completa. Esse procedimento mostra que quando o participante tem pouca percepção da direção do movimento dos pontos sua confiança é baixa, enquanto quando ele “vê” claramente o movimento sua confiança é alta.
QUESTÃO DO DINHEIRO
Um relatório apresentado recentemente pelos pesquisadores Navindra Persaud, da Universidade de Toronto, Peter McLeod e Alan Cowey, ambos da Universidade de Oxford, apresenta uma forma mais objetiva para mensurar a consciência, valendo-se do desejo das pessoas de ganhar dinheiro. Esse método foi adaptado da economia, em que é usado para avaliar a crença da pessoa a respeito do resultado provável de um evento. Aqueles que sabem que têm as informações adequadas estão dispostos a apostar nisso. Isto é, aceitam pagar para ver. Pense no investimento em fundos mútuos. Quanto mais certo você estiver de que a alta tecnologia irá render bem no ano seguinte, mais dinheiro irá alocar para um fundo desse setor de alta tecnologia.
Persaud e seus colegas usam esse tipo de aposta para revelar a consciência – ou a falta dela. Em seus experimentos, os participantes não declaram confiança na percepção de maneira direita. Em vez disso, primeiro tomam uma decisão com base naquilo que perceberam e então apostam uma quantia tendo por base o grau de confiança na própria decisão. Se a escolha se mostra correta, o voluntário ganha o dinheiro; caso contrário, perde. A estratégia ideal é apostar sempre que se sinta seguro. As experiências aplicam essa técnica de apostas para três exemplos do processamento não-consciente.
O primeiro envolve o paciente G. Y. Devido a um acidente de carro que danificou áreas no seu cérebro envolvidas no processamento visual, tem o que se costuma chamar de “visão cega”. Essa condição o deixa com a capacidade não-consciente de localizar uma luz ou relatar a direção na qual uma barra colocada numa tela de computador está se movendo, embora ele negue ter a experiência visual e insista que está apenas chutando.
Porém, ele falha em converter seu bom desempenho superior em dinheiro quando aposta; coloca quantias altas em apenas cerca da metade (48%) de suas escolhas corretas. Quando consciente do estímulo, G. Y. aposta alto – exatamente o que qualquer pessoa faria. Suas apostas parecem espelhar a percepção consciente que tem do estímulo (isto é, a crença de que ele o viu) em vez de sua detecção real (inconsciente) do estímulo. Isso sugere que as apostas podem servir como meio de medir a consciência.
O segundo experimento envolve uma tarefa de uma gramática artificial, na qual participantes aprendem um pequeno número de seqüências de poucas letras. É dito a eles que as seqüências obedecem a uma única regra (por exemplo: todo “x” é seguido por um “a”). Mas não lhes é dito qual é a regra. Quando vêem uma nova seqüência, os participantes podem com freqüência determinar de maneira correta se esta segue a regra desconhecida. Ainda assim, os voluntários apenas raramente a expressam porque ficam em dúvida se a seqüência obedece ou não a regra. A taxa geral de classificação correta (81%) é bem melhor do que o acaso. Ainda assim os participantes não convertem esse desempenho em dinheiro. Apostas altas são seguidas por uma escolha correta em 45% do tempo e uma opção equivocada em 32% dos casos. Em resumo, os participantes do estudo normalmente estão certos de que a seqüência segue a regra, mas não têm confiança suficiente para apostar nisso.
MÃOS VENCEDORAS
No experimento final, chamado “a tarefa de aposta de Iowa”, são usados quatro baralhos. As pessoas pegam a primeira carta de um deles. Cada lâmina faz com que o voluntário ganhe ou perca certo valor em dinheiro. Sem que os participantes saibam, dois dos quatro montes têm um “rendimento líquido” positivo e dois, negativo. Os jogadores precisam realizar uma aposta na carta escolhida antes que ela seja revelada – e perder ou ganhar de acordo com isso. No teste, os participantes desviravam um grande número de cartas, uma por uma, descobrindo a cada vez se iam ganhar ou perder. Eles quase sempre descobriam quais baralhos eram ganhadores e começavam a puxar cartas na maior parte das vezes – mas normalmente desviravam ao menos 30 cartas nesses baralhos antes de ganhar a confiança para apostar de forma agressiva nos resultados. Isto é, as pessoas só começavam a ganhar dinheiro muito depois do momento em que seu próprio comportamento deveria ter revelado que sabiam quais baralhos eram vencedores.
Para explorar essa hesitação, Persaud e seus colegas usaram uma variação desse experimento na qual interrogavam os participantes a cada décimo teste em relação a tudo que estes sabiam sobre o jogo e os baralhos. Quando os participantes examinavam assim seu conhecimento do jogo, o intervalo entre o início da escolha do baralho positivo e as apostas vantajosas desaparecia, sugerindo que o ato de introspecção altera a percepção dos participantes. Examinar o próprio conhecimento os tornou mais conscientes do que eles sabiam. Essa descoberta indica que apostas feitas com base em conhecimentos a respeito dos quais ainda não se está consciente podem ter melhores resultados, uma demonstração da utilidade da máxima “conhece-te a ti mesmo” da filosofia ocidental.
As técnicas de apostas usadas por Persaud, McLeod e Cowey dependem da capacidade intuitiva de as pessoas fazerem boas escolhas – e, nesse caso específico, obter lucros. Em comparação com a tática de forçar participantes a se tornar cientes de sua própria consciência – e nesse processo perturbar o próprio fenômeno que se deseja medir –, as apostas representam uma forma mais sutil de avaliar a percepção, mostrando-se uma nova maneira mais lúdica – e reveladora – de estudar a percepção e a consciência. Desses passos, aparentemente pequenos, surgem possibilidades para responder à antiga questão: como a consciência surge a partir da experiência?
Artigo da Revista Mente e Cérebro
edição 175 - Agosto 2007
Christof Koch é professor de biologia e engenharia do Instituto de Tecnologia da Califórnia e consultor científico da Scientific American-Mind.
Kerstin Preuschoff é pesquisadora, pós-doutorada em teoria da decisão e neurociências.
http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/aposta_na_consciencia.html
domingo, julho 29, 2007
Por que somos supersticiosos?
Quando dizemos para alguém que nossos negócios estão indo bem, imediatamente sentimos uma forte compulsão na direção de buscar algum pedaço de madeira para nela batermos 3 vezes (para muitos, só serve se a madeira for tocada de baixo para cima). O mesmo vale para qualquer declaração de que estamos felizes no novo relacionamento sentimental ou que estamos bem de saúde. Ao agirmos de acordo com este ritual, que aprendemos de nossos ancestrais, temos a impressão que afastamos de nós as perigosas influências malignas da inveja das pessoas (assim como a ira dos deuses). É fato que nossa felicidade pode provocar inveja; o duvidoso é se ela tem mesmo poder de influência negativa sobre nós, bem como se o ritual de proteção será mesmo eficiente. Porém, porque acreditamos nesta possibilidade nos sentimos mais apaziguados ao realizá-lo.
Quando nosso time favorito ganha um jogo decisivo, muitas vezes relacionamos aquele bom resultado com o fato de estarmos usando uma determinada roupa. Muitos de nós tendemos a atribuir àquele vestuário um poder, de modo que ele será uniforme fixo e parte de um ritual que irá se repetir ao longo dos futuros jogos importantes. Se fomos bem sucedidos na paquera usando um determinado perfume, tendemos a nos apegar a ele como se fosse um talismã e o usaremos sempre que estivermos em situação similar pretendendo os mesmos bons resultados. Aliás, os talismãs correspondem a objetos inicialmente neutros, aos quais atribuímos poderes especiais de nos proteger ou de facilitar acontecimentos que nos interessam sobremaneira. Pode ser uma pedra especial, um adorno de estimação (de preferência ganho de presente de alguém que certamente torce por nós), a figura de um santo, uma nota de dinheiro que sempre levamos conosco etc.
As situações descritas acima nos mostram alguns dos aspectos essenciais do pensamento supersticioso: um deles consiste em nos sentirmos inseguros e ameaçados em determinadas situações, especialmente aquelas em que estamos felizes; construímos uma associação entre a prática de certos rituais e a diminuição dos riscos, de modo a nos sentirmos protegidos contra as adversidades. O outro tem a ver com o desejo de interferir sobre eventos que não dependem de nós, mas que queremos muito que tenham um resultado positivo; associamos, por um caminho nada lógico, sua concretização à presença de algum objeto, um adorno promovido à condição de talismã e cuja presença, no processo ritual que construímos em torno dele, aumentaria – e muito – as chances de obtermos o favor desejado.
Pessoas inteligentes, cultas e um tanto céticas também costumam desenvolver algum tipo de ritual. As que são muito voltadas para as práticas religiosas tendem a desenvolver seus rituais dentro deste contexto: as promessas se assemelham muito ao processo que estamos analisando, sendo que aqui se renuncia a algo do qual se gosta muito em favor da facilitação de um resultado que aparece como muito importante (abre-se mão do chocolate por um tempo longo em benefício da saúde de um filho, por exemplo). As novenas, as peregrinações, os jejuns e as orações em geral têm por objetivo agradecer graças recebidas, pedir proteção para o que se tem e também para que o futuro nos sorria.
Afinal de contas, por que tanto empenho? A verdade é que nossa condição enquanto humanos (e conscientes) é bastante complexa, pois estamos expostos à incerteza de forma continuada e lidamos muito mal com isso. Não suportamos o fato de estarmos em uma embarcação sujeita a ventos que não controlamos. Não sabemos nada do que é relevante acerca do nosso futuro e tentamos nos defender disso por todos os meios.
Buscamos defesas contra a incerteza que cerca os relacionamentos afetivos através de estratégias de controle sobre as pessoas que amamos. As mães de adolescentes tentam saber deles o tempo todo e impedir que todos os males lhes alcancem. Homens e mulheres tentam vigiar os passos de seus parceiros, sempre com medo de serem traídos ou abandonados.
Usamos boa parte de nossas possibilidades intelectuais com o objetivo de projetarmos um futuro de acordo com nossos melhores sonhos. Tentamos impedir que as doenças nos alcancem, de modo que nos submetemos a um estilo de vida que nem sempre é aquele que mais gostamos. Consultamos os médicos para exames periódicos com o intuito de detectar doenças precocemente e, com isso, ter o poder de interferir ao máximo sobre sua evolução. Tentamos acumular o máximo de dinheiro, sempre norteados pela idéia de sermos mais parecidos com as cigarras do que com as formigas: para que nada nos venha a faltar.
Ainda assim não nos sentimos seguros. Temos, em nosso íntimo, a sensação de que estes meios concretos são muito insuficientes; considero muito provável que isso seja verdadeiro, já que todos os exames médicos, por exemplo, apenas nos dizem de nossa condição até hoje e das probabilidades de estarmos bem nos próximos tempos. O mesmo vale para o dinheiro, que poderá ser perdido por alguma fatalidade. Do amor então, nem é bom falar...
Os mais céticos podem pensar que é pura insegurança e fraqueza buscar em forças maiores que a nossa reforços a favor de nossos interesses. Não nego que possam ter alguma razão, mas não creio que seja só assim. A grande maioria das pessoas pressente a existência de forças não tão concretas a nos cercar. Buscam também nelas algum apoio tanto com o objetivo de se protegerem contra a inveja e as adversidades em geral como para que seus sonhos se realizem. É por essa via que entra o pensamento supersticioso, presente em quase todos nós. Pode não ser de grande valia, mas ações concretas para garantir um futuro melhor também não o são. Por mais que façamos, a incerteza sempre sairá vencedora.
Flávio Gikovate
médico psicoterapeuta,
pioneiro da terapia sexual no Brasil.
http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=6526&onde=2
Quando nosso time favorito ganha um jogo decisivo, muitas vezes relacionamos aquele bom resultado com o fato de estarmos usando uma determinada roupa. Muitos de nós tendemos a atribuir àquele vestuário um poder, de modo que ele será uniforme fixo e parte de um ritual que irá se repetir ao longo dos futuros jogos importantes. Se fomos bem sucedidos na paquera usando um determinado perfume, tendemos a nos apegar a ele como se fosse um talismã e o usaremos sempre que estivermos em situação similar pretendendo os mesmos bons resultados. Aliás, os talismãs correspondem a objetos inicialmente neutros, aos quais atribuímos poderes especiais de nos proteger ou de facilitar acontecimentos que nos interessam sobremaneira. Pode ser uma pedra especial, um adorno de estimação (de preferência ganho de presente de alguém que certamente torce por nós), a figura de um santo, uma nota de dinheiro que sempre levamos conosco etc.
As situações descritas acima nos mostram alguns dos aspectos essenciais do pensamento supersticioso: um deles consiste em nos sentirmos inseguros e ameaçados em determinadas situações, especialmente aquelas em que estamos felizes; construímos uma associação entre a prática de certos rituais e a diminuição dos riscos, de modo a nos sentirmos protegidos contra as adversidades. O outro tem a ver com o desejo de interferir sobre eventos que não dependem de nós, mas que queremos muito que tenham um resultado positivo; associamos, por um caminho nada lógico, sua concretização à presença de algum objeto, um adorno promovido à condição de talismã e cuja presença, no processo ritual que construímos em torno dele, aumentaria – e muito – as chances de obtermos o favor desejado.
Pessoas inteligentes, cultas e um tanto céticas também costumam desenvolver algum tipo de ritual. As que são muito voltadas para as práticas religiosas tendem a desenvolver seus rituais dentro deste contexto: as promessas se assemelham muito ao processo que estamos analisando, sendo que aqui se renuncia a algo do qual se gosta muito em favor da facilitação de um resultado que aparece como muito importante (abre-se mão do chocolate por um tempo longo em benefício da saúde de um filho, por exemplo). As novenas, as peregrinações, os jejuns e as orações em geral têm por objetivo agradecer graças recebidas, pedir proteção para o que se tem e também para que o futuro nos sorria.
Afinal de contas, por que tanto empenho? A verdade é que nossa condição enquanto humanos (e conscientes) é bastante complexa, pois estamos expostos à incerteza de forma continuada e lidamos muito mal com isso. Não suportamos o fato de estarmos em uma embarcação sujeita a ventos que não controlamos. Não sabemos nada do que é relevante acerca do nosso futuro e tentamos nos defender disso por todos os meios.
Buscamos defesas contra a incerteza que cerca os relacionamentos afetivos através de estratégias de controle sobre as pessoas que amamos. As mães de adolescentes tentam saber deles o tempo todo e impedir que todos os males lhes alcancem. Homens e mulheres tentam vigiar os passos de seus parceiros, sempre com medo de serem traídos ou abandonados.
Usamos boa parte de nossas possibilidades intelectuais com o objetivo de projetarmos um futuro de acordo com nossos melhores sonhos. Tentamos impedir que as doenças nos alcancem, de modo que nos submetemos a um estilo de vida que nem sempre é aquele que mais gostamos. Consultamos os médicos para exames periódicos com o intuito de detectar doenças precocemente e, com isso, ter o poder de interferir ao máximo sobre sua evolução. Tentamos acumular o máximo de dinheiro, sempre norteados pela idéia de sermos mais parecidos com as cigarras do que com as formigas: para que nada nos venha a faltar.
Ainda assim não nos sentimos seguros. Temos, em nosso íntimo, a sensação de que estes meios concretos são muito insuficientes; considero muito provável que isso seja verdadeiro, já que todos os exames médicos, por exemplo, apenas nos dizem de nossa condição até hoje e das probabilidades de estarmos bem nos próximos tempos. O mesmo vale para o dinheiro, que poderá ser perdido por alguma fatalidade. Do amor então, nem é bom falar...
Os mais céticos podem pensar que é pura insegurança e fraqueza buscar em forças maiores que a nossa reforços a favor de nossos interesses. Não nego que possam ter alguma razão, mas não creio que seja só assim. A grande maioria das pessoas pressente a existência de forças não tão concretas a nos cercar. Buscam também nelas algum apoio tanto com o objetivo de se protegerem contra a inveja e as adversidades em geral como para que seus sonhos se realizem. É por essa via que entra o pensamento supersticioso, presente em quase todos nós. Pode não ser de grande valia, mas ações concretas para garantir um futuro melhor também não o são. Por mais que façamos, a incerteza sempre sairá vencedora.
Flávio Gikovate
médico psicoterapeuta,
pioneiro da terapia sexual no Brasil.
http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=6526&onde=2
quinta-feira, julho 12, 2007
Quero parar o tempo

Quero parar o tempo!
Como quem pára uma ampulheta.
Quero ser dona do meu próprio tempo.
Os minutos me engolem.
Em ciberespaços, em vida paralela.
A matrix é aqui no meu quarto, no meu computador.
Eu pertenço ao Google.
Grupos, mails, comunidades, amigos, vida por um fio.
Por milhoes de fios, fibras, satélites.
Eu nao tenho mais nada.
Mas tenho 3 relógios de pulso, que me acusam.
Um relógio no celular, que me acusa.
Um relógio no computador, que me acusa.
Um relógio na biblioteca, que me acusa.
Desculpa, voce nao tem mais tempo.
A internet sugou, os sites evaporaram a tua existencia.
Eu sou virtual, digital, eterna.
Meu castelo é protegido por milhoes de megabits por segundo.
Eu sou Rapunzel, careca, cercada em uma torre de alta velocidade.
Minhas relaçoes sao digitais.
Meu bate-papo nao é no bar.
Eu vivo de chat, de chatos.
Meu carteiro, meu messenger.
Meu nome é presente, sem futuro, sem passado.
Eu sou agora e nao sou mais.
Por que agora ja passou.
Eu sou passado, aquilo que corre.
Eu fui. Nao sou. Nem serei?
Bit! Bit! Eu brindo o fim da minha existencia real.
(publicado em http://noticiaportugal.blogspot.com em 25out2006)
Maíra Ribeiro
Publicado no Recanto das Letras em 12/07/2007
Código do texto: T561582
segunda-feira, julho 09, 2007
Amizade e Compreensão
Ser amigo e conservar amizade nos faz sentir a verdadeira felcidade de ter alguém em quem podemos confiar.
Saber fazer amigos é uma virtude que nos é dada pela conquista daquilo que pretendemos realizar e que em nossa caminhada encontramos alguém com quem podemos contar como ajuda, incentivo e confiança em nós. É está disponível para servir sem pensar em si, é buscar confiança no outro que nos acompanha, é saber ouvir com paciência e compreensão, é saber perdoar quando somos ofendidos por aquele a quem servimos.
A amizade consiste na Compreensão, na Confiança e na Gratidão.
Seja amigo e desfruto das virtudes da amizade.Seja amigo e compartilhe o que há de melhor em você "O Amor".
BLopes
Publicado no Recanto das Letras em 09/07/2007
Código do texto: T557495
Saber fazer amigos é uma virtude que nos é dada pela conquista daquilo que pretendemos realizar e que em nossa caminhada encontramos alguém com quem podemos contar como ajuda, incentivo e confiança em nós. É está disponível para servir sem pensar em si, é buscar confiança no outro que nos acompanha, é saber ouvir com paciência e compreensão, é saber perdoar quando somos ofendidos por aquele a quem servimos.
A amizade consiste na Compreensão, na Confiança e na Gratidão.
Seja amigo e desfruto das virtudes da amizade.Seja amigo e compartilhe o que há de melhor em você "O Amor".
BLopes
Publicado no Recanto das Letras em 09/07/2007
Código do texto: T557495
sábado, julho 07, 2007
Onde está escrito teu nome
UMA VEZ TENTEI SABER
ONDE ESTAVA O AMOR
EM QUAIS MOMENTOS
ELE NOS FAZ VIVER
ESCREVI MUITO
LI MUITO
MAS NÃO ENCONTREI
ENTÃO PAREI TUDO
LEMBREI DE VOCÊ
DO TEU NOME
MAS NÃO SABIA
ONDE ESTAVA ESCRITO TEU NOME
AGORA QUE ESTOU AQUI
LHE PERGUNTO
ONDE ESTÁ ESCRITO SEU NOME
ONDE SERÁ QUE ESTÁ?
EU SÓ SEI PERGUNTAR
E EM MEIO ÀS PERGUNTAS
ACABEI ACHANDO MEU CORAÇÃO
ONDE TUDO ESTAVA ESCRITO
EU ACHEI O AMOR
VIVO DE AMOR
VIVO AMANDO VOCÊ
MAS ME DIGA
ONDE ESTÁ ESCRITO TEU NOME
Ainsten
Publicado no Recanto das Letras em 06/07/2007
Código do texto: T554520
ONDE ESTAVA O AMOR
EM QUAIS MOMENTOS
ELE NOS FAZ VIVER
ESCREVI MUITO
LI MUITO
MAS NÃO ENCONTREI
ENTÃO PAREI TUDO
LEMBREI DE VOCÊ
DO TEU NOME
MAS NÃO SABIA
ONDE ESTAVA ESCRITO TEU NOME
AGORA QUE ESTOU AQUI
LHE PERGUNTO
ONDE ESTÁ ESCRITO SEU NOME
ONDE SERÁ QUE ESTÁ?
EU SÓ SEI PERGUNTAR
E EM MEIO ÀS PERGUNTAS
ACABEI ACHANDO MEU CORAÇÃO
ONDE TUDO ESTAVA ESCRITO
EU ACHEI O AMOR
VIVO DE AMOR
VIVO AMANDO VOCÊ
MAS ME DIGA
ONDE ESTÁ ESCRITO TEU NOME
Ainsten
Publicado no Recanto das Letras em 06/07/2007
Código do texto: T554520
quinta-feira, julho 05, 2007
Belo disfarce!
"Palavra é disfarce de uma coisa mais grave,
surda-muda,
foi inventada para ser calada.
Em momentos de graça,
infrequentíssimos,
se poderá apanhá-la:
um peixe vivo com a mão.
Puro susto e terror."
ADÉLIA PRADO,
poetisa brasileira
surda-muda,
foi inventada para ser calada.
Em momentos de graça,
infrequentíssimos,
se poderá apanhá-la:
um peixe vivo com a mão.
Puro susto e terror."
ADÉLIA PRADO,
poetisa brasileira
quarta-feira, julho 04, 2007
A palavra é uma delas.
"Nós, homens, tornamo-nos grosseiros.
Já nada entendemos de muitas coisas profundas e delicadas.
A palavra é uma delas.
Pensamos que é qualquer coisa de exterior, porque já não sentimos a sua realidade interior.
Pensamos que é qualquer coisa de fugidio, porque já não experimentamos a sua força.
Não pica, não fere, é apenas débil estrutura de som e timbre.
Mas a palavra é um belo corpo para algo espiritual..."
LUIZ JEAN LAUAND,
filósofo brasileiro,
professor de educação da USP
Já nada entendemos de muitas coisas profundas e delicadas.
A palavra é uma delas.
Pensamos que é qualquer coisa de exterior, porque já não sentimos a sua realidade interior.
Pensamos que é qualquer coisa de fugidio, porque já não experimentamos a sua força.
Não pica, não fere, é apenas débil estrutura de som e timbre.
Mas a palavra é um belo corpo para algo espiritual..."
LUIZ JEAN LAUAND,
filósofo brasileiro,
professor de educação da USP
terça-feira, julho 03, 2007
Feliz Aniversário!!!
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